sexta-feira, 30 de março de 2018

ANGOLA | As terras e o combate à pobreza

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Jornal de Angola | editorial

É uma boa notícia o facto de as autoridades estarem a tomar medidas para que se erradique a pobreza no país, por via do aumento dos rendimentos das famílias, integrando-se muitos milhares de pessoas em projectos produtivos, nos domínios das pescas, agricultura, comércio rural e pequenos negócios.

Angola é um país com muitas oportunidades em termos de actividade produtiva e era bom que o Estado continuasse a ajudar muitos angolanos a ter acesso a crédito para desenvolverem negócios que pudessem garantir-lhes uma vida digna.

Importa entretanto que o financiamento da actividade produtiva beneficie pessoas que estão realmente interessadas em, por exemplo, trabalhar a terra para que se produzam bens para serem comercializados, com vista a torná-los mais baratos no mercado. Não se deve dar dinheiro a pessoas que não estão vocacionadas para a actividade agrícola.  

É importante que haja muitos produtores no campo para que haja uma elevada procura de bens agrícolas, a fim de os preços destes baixarem consideravelmente. Há angolanos que sabem realmente tratar das terras e que podem fazer um bom aproveitamento delas. Não queremos que haja apenas ocupações de terrenos, sem que haja actividade produtiva quando há angolanos que estão dispostos a produzir o que todos nós precisamos. Não é justo que um pequeno grupo de pessoas ocupe largas extensões de terrenos sem nada lá fazer, quando há camponeses que estão em condições, pela sua experiência, de os potenciar, em benefício da economia. 

Temos de apostar na economia agrícola. Uma parte considerável da nossa população vive no campo, pelo que faz sentido que as autoridades prestem atenção aos projectos produtivos nas zonas rurais, no quadro do combate à pobreza.

Há felizmente em Angola recursos hídricos para se desenvolver a agricultura. Temos também cidadãos que são capazes de desenvolver projectos produtivos se lhes forem dadas oportunidades, sobretudo em termos financeiros.

É necessário que se preste atenção às competências dos angolanos que desenvolvem actividades agro-pecuárias. As terras devem ser exploradas por quem delas pode tirar o melhor proveito e deste modo contribuir para o desenvolvimento da economia. As terras constituem uma importante riqueza do nosso país. No momento de crise que atravessamos, devemos tirar melhor proveito das nossas principais riquezas.
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