quarta-feira, 8 de junho de 2016

GUINÉ EQUATORIAL AVANÇA COM LICITAÇÃO PARA 37 BLOCOS DE PETRÓLEO

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A Guiné Equatorial anunciou o lançamento de uma ronda de licitação para a exploração de 37 blocos onde se espera que haja petróleo ou gás, 32 dos quais ao largo da costa do país.

"A Ronda EG 2016 torna disponíveis todos os blocos que não estão actualmente a ser operados ou em negociação directa", lê-se numa página na internet criada para o efeito, que chama a atenção para a taxa de sucesso na descoberta em 42% das explorações.

"A taxa de sucesso nas descobertas - 42% é o dobro da média mundial", lê-se na página, em que o Governo lembra que já foram feitas 114 descobertas no país até agora, com 48 a resultarem em exploração comercial.

"O Ministério das Minas, Indústria e Energia quer sedimentar a forte reputação de sucesso na exploração e convidar as companhias de gás e petróleo com os requisitos financeiros e a competência técnica para explorar os seus blocos", refere o Governo, que lembra também os esforços do país para "desenvolver a infraestrutura energética, incluindo o armazenamento", para "apoiar e incentivar a exploração e produção adicional".

A Guiné Equatorial, disse o ministro, citado na página, "é um destino lucrativo para as companhias globais de petróleo e gás que exploram as nossas águas, e estamos ansiosos para reunir com potenciais exploradores nos eventos que vamos realizar a nível mundial em 2016".

A delegação da Guiné Equatorial vai dar conta desta ronda de licitação em Londres, Singapura, Istambul e em Houston, terminando o prazo para propostas no dia 30 de Novembro.

Há cerca de um mês, a Economist Intelligence Unit (EIU) considerou que a produção de petróleo na Guiné Equatorial deve abrandar de 250 mil barris por dia em 2015 para 235 mil barris por dia este ano, dificultando a saída da recessão.

"Apesar dos esforços para recuperar a produção nos poços actuais, a queda da produção de poços mais antigos significa que a produção total deve cair para cerca de 235 mil barris de petróleo por dia este ano", afirmam os peritos da unidade de análise económica da revista The Economist.

Na análise prevê-se que "na ausência de grandes novas descobertas, a produção de petróleo vai decair até ao final da década, uma vez que a produtividade dos poços antigos continua a cair, eliminando quaisquer potenciais subidas dos novos mas pequenos novos poços que vão entrar em produção".

Também por isso, continua a EIU, "a despesa pública em grandes infraestruturas deverá cair, apesar da construção em curso de uma nova capital no continente, porque o espaço de manobra orçamental diminui-se em linha com a reduzida receita fiscal proveniente do petróleo".

A Guiné Equatorial, segundo as Perspectivas Económicas Mundiais, divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional a 12 de Abril, deverá ter a maior recessão no espaço lusófono: 7,4%, a que se soma nova queda do Produto Interno Bruto (PIB) de quase 2% em 2017.
A Guiné Equatorial aderiu à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Julho de 2014.

Económico com Lusa

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