sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Moçambique: GOVERNO QUER AJUDA DE PORTUGAL PARA DESENVOLVER VOLUNTARIADO




MMT - LUSA

Maputo, 02 set (Lusa) -- O governo moçambicano pediu hoje a ajuda de Portugal para implementar o voluntariado em Moçambique, prevendo, em breve, criar uma equipa de trabalho para aperfeiçoar as várias ideias que poderão ser desenvolvidas sobre a matéria.

O ministro moçambicano da Juventude e Desporto, Pedrito Caetano, recebeu hoje em audiência o secretário de Estado do Desporto e Juventude de Portugal, Alexandre Mestre, com quem debateu a possibilidade de partilha da experiência de Portugal no campo do voluntariado.

Em declarações à Lusa, no final da reunião, Pedrito Caetano disse que Moçambique exortou Portugal a partilhar a sua "experiência no processo de implementação do voluntariado que já está muito bem consolidado naquele país".

"Portugal tem uma experiência de organização do voluntariado já muito bem consolidada. Trocamos algumas ideias de como capitalizar isso para o bem dos dois países", afirmou o governante moçambicano.

No ano passado, o Parlamento moçambicano aprovou, na generalidade, a Lei do Voluntariado do país, visando dar enquadramento jurídico a esta atividade.
A norma jurídica tem por objetivo estipular os direitos, deveres e proibições do voluntariado exercido em prol do interesse público.

Hoje, os governos de Maputo e Lisboa concluíram que "precisam estabelecer uma equipa de trabalho para aprimorar as várias ideias que poderão ser desenvolvidas", realçou o ministro moçambicano.

"No culminar da realização da conferência dos ministros responsáveis da juventude e desporto da CPLP, em julho do próximo ano, em Lisboa, podemos aprimorar essas ideias", garantiu Pedrito Caetano.

O secretário de Estado do Desporto e Juventude de Portugal, por seu lado, apontou o programa de voluntariado nas florestas como um dos que "podem ser eventualmente replicados" em Moçambique.

"Há muitas ideias que foram trocadas, que são ainda embrionárias, mas que vão ser objeto de articulação entre os serviços e entre governos para reforçar a cooperação no domínio do desporto e talvez a juventude, neste momento, seja um dos pólos que necessite mais deste reforço da cooperação que já é salutar", salientou.

Para Alexandre Mestre, "o novo governo, como o anterior, como o futuro (de Portugal) velarão sempre pelo desenvolvimento da economia portuguesa e da economia dos nossos irmãos, leia-se Moçambique".

"Vamos continuar a cooperar para o desenvolvimento económico de ambos os países", garantiu.

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