domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cabo Verde: UM CANINO SEGUIDOR DA AGENDA PRESIDENCIAL




Liberal – comentário do dia, com foto

«Percebe-se o incómodo do governo e do seu líder, JMN, nada habituados a uma intervenção pronta e crítica do Chefe de Estado. Daí as diatribes de JMN, Maurício e comparsas, irritados e apagados pelo brilho da intervenção presidencial», considera a leitora “Maria do Céu Pereira”, em comentário ao artigo “Poder local é alavanca para resolução de problemas”

O esplendor na acção presidencial podia ser o título genérico da presidência de JCF durante estes poucos meses. A acção do Presidente é tão forte e intensa que dá a ideia de estar à frente da mais alta magistratura da Nação há muito tempo. Para qualquer observador isento tem sido uma magistratura exemplar na dinâmica, na fiscalização da actuação do governo, nos contactos permanentes com o povo, nas propostas lançadas à sociedade e ao próprio governo, na oportunidade dos reparos críticos feitos. Percebe-se o incómodo do governo e do seu líder, JMN, nada habituados a uma intervenção pronta e crítica do Chefe de Estado. Daí as diatribes de JMN, Maurício e comparsas, irritados e apagados pelo brilho da intervenção presidencial. JMN, esse, anda desgovernado e a desgovernar, sempre em reacção ao PR que tem sido impecável nas respostas às bicadas e ataques muitas vezes ridículos do governo e do PAICV. O PR tem-se mostrado indiferente [ou inteligente] nas respostas, como fez há pouco quando JMN, numa repentina e impensada declaração, disse que o País cauciona a entrada da Guiné Equatorial na CPLP. O Presidente não poderia ser mais diplomata e cáustico ao reagir, dizendo que – ele, o PR - não poderia ser “precipitado” em avançar com uma posição, porque ainda nem sequer falou com o governo. Bofetada com luva branca. Ainda ontem, através de seus camaradas do jornal oficioso, novo ataque leviano a propósito da data das autárquicas. O semanal e subserviente jornal tinha em parangonas notícia e fotografias em ponto gigante do PR e do PM, que estariam em confronto, porque o Chefe de Estado teria interferido em matéria governamental. Vai ler-se a notícia e, afinal, o que o PR disse é que talvez não seja conveniente haver eleições depois de 5 de Julho, sendo o limite temporal o dia 17 de Julho. Nada mais. Está o PR impedido de dar uma opinião dessas?! Palavra de honra! Não lembra ao demónio, sequer, pensar que um Chefe de Estado não possa achar que havendo um período que vai de 17 de Maio a 17 de Julho para se marcar data de uma eleição ele entenda que seria razoável fazê-lo entre 17 de Maio e 4 de Julho. Só um governo nervoso e um chefe enciumado e desnorteado podem mandar dar recado, através de jornalista de serviço, que o PR está com isso a interferir ilegitimamente em matéria de competência do governo. Imaginamos que o senhor JCF ande por vezes a rir-se das trapalhadas de JMN e, particularmente, da sua postura de fiel e canino seguidor da agenda presidencial. Em Ribeira Grande JCF foi enorme no discurso, nos afectos, e confirmou ser uma grande revelação de popularidade no exercício de função política. Como peixe na água, o PR conhecido como beijoqueiro na campanha, continua a sê-lo depois da vitória, mostrando um a vontade que surpreende mesmo os que já conheciam este velho animal da política crioula.

MARIA DO CÉU PEREIRA

(título da responsabilidade de Liberal)

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