domingo, 17 de fevereiro de 2013

Carlos Veiga confirma que deixa liderança do maior partido da oposição de Cabo Verde…




… na próxima convenção do MpD

JSD – PGF - Lusa

Cidade da Praia, 16 fev (Lusa) - O presidente do Movimento para a Democracia (MpD, oposição em Cabo Verde) confirmou hoje na Cidade da Praia que vai deixar a liderança do partido na convenção de maio próximo.

Em declarações aos jornalistas após discursar na abertura da reunião da Direção Nacional do MpD, Carlos Veiga, que regressara à liderança do partido em outubro de 2009, após um afastamento de oito anos, defendeu que vai deixar a maior forma política da oposição "melhor preparada" para vencer as eleições legislativas de 2016.

"Vou deixar um MpD melhor do que aquele que encontrei (em 2009). Vou deixar o MpD com uma dinâmica um pouco melhor", disse Carlos Veiga, salientando que, para vencer as legislativas, o MpD deve começar já a preparar-se.

"É importante trabalhar já, fazendo oposição, propostas, encontrando espaços políticos, liderando a agenda política", afirmou, admitindo, porém, que o MpD tem pela frente "alguns desafios internos", como a organização e comunicação.

"Temos que abrir o campo para a entrada de novos militantes, porque há muitos jovens que querem entrar para o MpD. É preciso dar-lhes esta oportunidade neste momento próximo da convenção", disse.

Em relação à disputa interna para a liderança do MpD, Carlos Veiga garantiu que o seu partido está preparado para ter mais do que um candidato.

A 10.ª Convenção do MpD está prevista para fins de maio, devendo aí ser eleito o novo presidente do partido.

Até ao momento, ninguém se posicionou oficialmente para suceder a Carlos Veiga, antigo primeiro-ministro (1991/2000).

No entanto, a imprensa cabo-verdiana tem falado em vários nomes, destacando-se o de Ulisses Correia e Silva, atual vice-presidente do MpD e presidente da Câmara Municipal da Cidade da Praia.

Aos jornalistas, Carlos Veiga lembrou que o MpD propõe-se a encontrar também soluções para os principais problemas do país, sobretudo os económicos, sociais e políticos, e aproveitou para criticar o Governo de José Maria Neves, sucessivamente primeiro-ministro desde 2001.

"O Governo falhou nas suas políticas de promoção do emprego, na política económica, na formação, na proteção social e, em consequência, na governação", disse.

Na reunião da Direção Nacional do MpD, que termina domingo, vai ficar definida a data da convenção, previsivelmente para fins de maio, e serão analisadas as propostas de alteração ao atual regulamento e tratadas questões relacionadas com a preparação e marcação da data da 10.ª Convenção Nacional do partido.

A preparação da convenção merecerá uma atenção especial por parte da DN, órgão competente para fixar o número global de delegados e definir os critérios de respetiva distribuição por região política.

A marcação da data da convenção cabe, porém, a Carlos Veiga.

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