quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

TAXA DE POBREZA EM PORTUGAL É MAIS ELEVADA DO QUE A MÉDIA EUROPEIA




Económico com Lusa 

A taxa de pobreza em Portugal é superior à média da União Europeia a 27 (UE27), atingindo o 20.º lugar, sendo ultrapassada apenas pelos valores de Itália, Grécia, Lituânia, Bulgária, Espanha, Roménia e Letónia.

De acordo com o relatório "O impacto da crise europeia", da Cáritas Europa, a taxa de risco de pobreza em Portugal situava-se nos 17,9%, em 2010, quando a média europeia da UE27 era de 16,4%.

A taxa de risco de pobreza em Portugal caiu entre 2004 e 2009, ano em que se situava nos 17,9%, valor que se manteve até 2010. Em 2011 subiu para 18%, o que representa mais de 1,9 milhões de pessoas.

"Este aumento acontece não obstante o facto de o limiar da pobreza ter baixado, entre 2010 e 2011, em linha com uma quebra generalizada dos rendimentos", explica o documento.

Ao mesmo tempo, a taxa de pobreza em Portugal para as pessoas que trabalham, mas que ainda não ganham o suficiente para estar acima do limiar da pobreza, era de 10,3% em 2011, situando-se acima da média europeia (8,4% em 2010), segundos os dados de 2012 do Eurostat, citados pela Cáritas.

Na população das pessoas com 65 ou mais anos, o risco era de 21%, em 2010, e os dados mais recentes sugerem uma taxa de 20%, em 2011, semelhante à taxa de 2009 e superior à média da UE27 (16% em 2010).

"Mesmo que a taxa tenha diminuído, ainda permanece consideravelmente superior à taxa para a população em idade ativa (18-64 anos), fixando-se nos 15,7%", adianta o documento.

Houve também uma diferença de 3,4 pontos percentuais entre o risco de pobreza em homens mais velhos (18%), em 2010, e para as mulheres mais velhas (21,4%), segundo o Eurostat.

Da mesma forma, em 2010, as mulheres mais velhas eram mais propensas a sofrerem privação material grave (10,8%), contra os 7,9%, nos homens mais velhos.

O relatório analisa o impacto da crise económica e das medidas políticas tomadas para a enfrentar, em particular nos cinco países "mais severamente afetados": Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.

O documento aponta para o cenário de uma Europa onde os riscos sociais estão a aumentar, os sistemas sociais estão a ser pressionados e os indivíduos e as famílias estão colocados numa situação de enorme tensão. Conclui ainda que "a prioridade das políticas de austeridade não está a funcionar e será necessário procurar alternativas".

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