segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ministra da Justiça são-tomense admite falta de meios para combater tráfico de droga



MYB – APN - Lusa

São Tomé 27 Mai (Lusa) - A ministra da Justiça de São Tomé e Príncipe reconheceu hoje que o governo não tem meios técnicos para combater o tráfico de droga e garantiu que recorrerá à "cooperação internacional" para fornecer "meios eficazes" à polícia.

Edite Tenjua falava aos jornalistas na incineração de droga avaliada em quase 400 mil euros levada a cabo numa lixeira perto de São Tomé pela Polícia de Investigação Criminal (PIC).

A governante reconheceu que o governo não tem meios técnicos para combater o tráfico de droga e afirmou que pretende "recorrer a cooperação internacional" para dotar a PIC de "meios eficazes para combater o trafico e consumo de drogas".

Entre as drogas queimadas hoje pela PIC encontrava-se haxixe, marijuana e medicamentos com resíduos de heroína.

Segundo a ministra da justiça, a destruição dessas drogas constitui "um sinal do governo aos traficantes e consumidores que o governo está empenhado em combater o tráfico e consumo de estupefacientes no país".

A incineração acontece 48 horas depois de o governo são-tomense iniciar uma campanha de combate e prevenção da droga. O evento arrancou no liceu nacional, com uma palestra que abordou a situação da droga em São Tomé e Príncipe e em África.

O ministério da Justiça, que organiza o evento, promete correr o país para sensibilizar os jovens, adultos e adolescentes para os riscos do consumo e venda de drogas.

Segundo a directora do projeto de luta contra a droga do ministério da justiça, Ivete Lima, "o que se pretende é reduzir em 90 por cento o consumo da droga no país".

As autoridades associam o consumo de droga ao aumento da delinquência e da criminalidade violenta. Nos últimos dois anos, o número de consumidores de droga identificados aumentou de 25 para 200, com maior incidência nos motoqueiros, agricultores e estudantes.

Cannabis e liamba são as drogas mais consumidas no país, onde o tráfico e consumo da cocaína também são realidade preocupante para o governo que pretende utilizar a capacidade mobilizadora das igrejas no combate e prevenção a droga.

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