No
mercado de Xiquelene, na periferia da capital moçambicana, a vida continua e as
notícias de crises múltiplas ainda não apagaram a esperança de quem, sob o
espetro de um futuro incerto, luta pela sobrevivência.
Há
duas décadas, antes mesmo de o sol nascer, Matilde Tivane, 45 anos, faz-se às
escuras ruas do interior de bairro de Polana Caniço, onde vive com os seus dois
filhos, a caminho da sua pequena banca, instalada à entrada do mercado
Xiquelene.
A
imundice do chão de um dos mais populares mercados de Maputo e a fiscalização
das autoridades municipais, proibindo os comerciantes de se instalarem ao longo
dos passeios, eram, até há pouco tempo, as principais ameaças à pequena banca
de Matilde Tivane, composta por "um pouco de tudo" - alface, tomate,
alho, feijão?
Lusa
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