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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Angola. MPLA: MUDAR É A SAÍDA PARA SER LIVRE



Raul Diniz, opinião

O presidente da república e chefe do MPLA, partido que sustenta o governo ainda não entenderam, que divergir e/ou construir pontes construtivas extraídas de pensamentos livres diferenciados, não significa ser inimigo da paz nem do presidente da república como sói dizer-se.

SÓ EM DEMOCRACIA O PODER CONTROLA O PODER, SOBRETUDO QUANDO EXISTE UM ENVOLVIMENTO PACIFICADO E INDEPENDENTE ENTRE PODERES. O PODER IRRESTRITO CONCENTRADO NAS MÃOS DE UM SÓ HOMEM ESTRANGULA DE SOBREMANEIRA O EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA PRETENDIDO NUM ESTADO DE DIREITO PRETENDIDO.

Por outro lado, o debate produzido com elevada contundência desde que aberto e franco, sobretudo se consubstanciado em verdades divergentes acerca da supremacia ininteligente protagonizada pelo MPLA, de maneira alguma significa desconstruir a governabilidade do país, e muito menos periga a pacificação dos espíritos.

O MPLA e a sociedade angolana encontram-se de costas viradas, aliás, o “M” se divorciou dela faz tempo e deseja reduzi-la em pô. A sociedade cível há muito tempo desmarcou-se daquilo que é o objetivo central do seu itinerário politico, o de reprimir o povo para manter a qualquer preço no poder José Eduardo dos Santos.

PENA É QUE OS DOUTRINADOS ANALISTAS E/OU CRÍTICOS ENSAÍSTAS DA NOSSA MEDIANA PRAÇA POLITICA NÃO VISLUMBREM ESSA DEMANDA ANTIRREPUBLICANA EXERCIDO PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA E DO MPLA, E TENTAM AGORA A TODO CUSTO TRANSFERIR A ATENÇÃO PARA O JUIZ JANUÁRIO DOMINGOS COMO DISTRAÇÃO PARA ESCONDER A VERDADE DEBAIXO DO TAPETE QUE É A FALÊNCIA TOTAL DO REGIME.

Todo mundo tem conhecimento que a culpa do insucesso do julgamento dos jovens revolucionários não cabe exclusivamente ao desgraçado juiz mirim Januário Domingos. A culpa do enunciado fiasco que se transformou o julgamento dos Jovens revolucionários cabe em primeiro lugar ao digníssimo camarada, ordens superiores.

O PERTURBADOR DA ORDEM SOCIAL PÚBLICA O JUIZ JD APENAS É SOLDADO DO (SIS) SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO E SEGURANÇA, JANUÁRIO DOMINGOS PARA TODOS OS EFEITOS NÃO PASSA DE UM BODE EXPIATÓRIO. FAZER DESSE ENERGÚMENO DESSECADOR DA JUSTIÇA O ÚNICO CULPADO É NO MÍNIMO UM ATO MIRABOLANTE DE PROPORÇÕES CATASTRÓFICAS INACEITÁVEIS.

José Eduardo dos Santos atirou humanamente o país todo para a estrada da amargura, ali ficou o país todo atolado num lamaçal espiritual, sitiado pelo vale tenebroso da morte.  A presidente da republica quer agora passar-se por inocente, é ridículo e até impensável fazer do juiz JD o único responsável da trama judicial frustrante. Atirar para a fogueira o aprendiz de feiticeiro não acaba com a arreliante frustração social que o povo vive.

O GOVERNO DE JES AO INVÉS DE PROCURAR ENCONTRAR UM BODE EXPIATÓRIO PARA RESPONSABILIZA-LO DO FIASCO QUE FOI O JULGAMENTO, DEVERIA APRESENTAR AO PAÍS UM PEDIDO DE DESCULPAS, E COMEÇAR UM NOVO CICLO COM NOVA ABORDAGEM POLITICA CIVILIZACIONAL.

Intentar precipitadamente transformar o juiz JD no único culpado e atira-lo para a fogueira, no mínimo é uma atitude burra e desleal da parte do estado maior que formatou e colocou em pratica a peça inviável de golpe de estado, que levou os revús a cadeia e posteriormente para o tribunal condenatório. É imperativo que casa de segurança da presidência da republica comece a agir com prudência, e perceba que a Angola de ontem a muito ficou no passado.

APESAR DOS DINOSSAUROS DO REGIME CONTINUAR ESTAGNADOS NO PASSADO, ISSO NÃO SIGNIFICA QUE A SOCIEDADE ESTÁ IRREMEDIAVELMENTE PERDIDA NESSE UNIVERSO VISCOSO DE INIQUIDADES VARIAS.

É verdade que custa menos ao regime enlamear o juiz Januário Domingos com o ósculo do beijo acido de Judas do que atirar para a fogueira da perdição os verdadeiros culpados vendilhões do templo. Mesmo com o apoio medíocre dos eruditos falsários fazedores de opinião do GRECIMA, que a todo custo atentam contra a verdade com a pretensão de destorcê-las, o insucesso deles esta garantida mediante a ineficácia da sua fragilizada credibilidade. Camarada, é chegado o tempo de colocar para fora a amargura que agride a alma, apontar o dedo aos verdadeiros culpados, e, com eleva espirito patriótico chamar os bois pelos nomes.

É verdadeira a participação direta do patético general José Maria, por sinal meu velho amigo, a culpa principal deve e tem que recair por cima do principal culpado para que a culpa não morra solteira. A não acontecer assim, teremos a repetição do acontecido em 27 de Maio de 1977, altura em que o dr Antônio Agostinho Neto enalteceu reiteradamente em público que não haveria perdão nem julgamento para os fraccionistas de então, e tudo aconteceu como todos sabem.

DESTA VEZ NÃO FOI DIFERENTE, O PR JES APARECEU EM PUBLICO ACUSANDO OS JOVENS REVÚS DE GOLPE DE ESTADO, INCLUSIVE TECEU ANALISES INJURIOSAS COMPARATIVAS ENTRE OS DOIS EVENTOS. FICARIA MAL NÃO DEIXAR CAIR À CULPA DO SUCEDIDO NOS OMBROS DO PR JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, QUANTO AO RESTO, FICA POR ASSIM DIZER, O RESTO, É O RESTO MESMO, E NADA MAIS DO QUE O RESTO.

Temos que fazer muito mais e melhor do que culpar unicamente o burro do Juiz Januário Domingos, se for verdade que o principal objetivo é fazer justiça aos jovens revolucionários, vitima do crime hediondo que foi o indecente Julgamento, então será melhor em primeiro lugar, estancar o estado avançado de gangrena cívico-social-cultural em definitivo. Segundo, ajudar a fortalecer drasticamente as instituições do estado, hoje partidarizadas.

Essa situação vergonhosa vigente tem um culpado, e esse culpado tem um nome, e o nome desse culpado, é nada mais, nada menos que o presidente do partido MPLA, e também presidente da republica, José Eduardo dos Santos.

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