sábado, 8 de outubro de 2016

NEGATIVO SOBREPÕE-SE AO POSITIVO EM ANGOLA, ATÉ QUANDO?



Pelo que se lê e vê à distância Angola está vezes demais na ribalta das injustiças sociais e isso desmente com todas as letras e imagens as alegadas intenções do regime que se diz “do povo, para o povo”. A desilusão dos que acreditaram em tempos nas intenções de práticas de justiça social, distribuição da riqueza produzida e extraída, é patente e transporta-nos para a indignação, para a revolta, para as justas críticas ao regime angolano comandado e supervionado, dominado, por José Eduardo dos Santos.

Evidentemente que quem sai a tirar vantagens políticas dessas situações e críticas são os opositores declarados e não declarados. Sendo que alguns nem sequer merecem crédito porque se vierem um dia a ser poder aplicarão práticas semelhantes ou ainda piores que o atual regime de Eduardo dos Santos. Numa simples frase: o esbulho, a corrupção, os roubos das riquezas de Angola que inequivocamente pertencem aos angolanos continuarão a ocorrer por outros poderes e outras elites partidárias. Esse risco é enorme e demonstra que talvez por isso é que os angolanos em eleições, sejam elas em alguma percentagem manipuladas ou não (há indicadores que revelam que são), continuam a manter o regime de Eduardo dos Santos no poder – que é como quem diz: ainda não existem em Angola partidos políticos da oposição que inspirem confiança plena aos eleitores. Talvez um dia isso ocorra. Oxalá.

O ideal, pelo visto (na perspetiva de quem acompanha Angola do exterior), seria o MPLA renovar-se, expurgar-se da clique imposta pelos mesmos de sempre, da elite mais ou menos afeta aos delapidadores das riquezas angolanas que pertencem ao povo. Tal processo é possível mas imporia a necessidade de militantes o mais possível impolutos sanearem os que se desviaram do espírito coletivo e comunitário, nacionalista, patriótico, e soberano. Seguindo políticas permanentemente direcionadas para a justiça social e para a equilibrada e justa distribuição da riqueza.

Uma coisa é certa: o regime em curso e imposto por Eduardo dos Santos não é justo, nem é de esquerda – como alguns da oposição vão apontado pelo simples facto de serem de direita e terem alianças mais ou menos secretas com grandes grupos económicos que querem esbulhar ainda mais o que pertence legitimamente aos angolanos e a mais ninguém.

Se perguntarem a razão deste apontamento sobre Angola, aqui e agora, terão como esclarecimento que se deve ao facto de o PG estar a atravessar um período de publicações incertas. Em alguns dias há novas postagens e noutros não. Tal facto não nos tem permitido acompanhar os acontecimentos em Angola como era hábito. Quase não tem havido espaço no PG para os que são opositores ao regime nem para os que são a favor. Nem também para os que são o regime, são suporte do regime, como é o caso do Jornal de Angola – que tantas vezes faz lembrar o jornal Diário da Manhã e o Época do regime do colonial-fascista de Oliveira Salazar. Mesmo assim o JÁ tem tido aqui lugar… Bastantes vezes temos dali compilado e publicado notícias e opiniões absolutamente válidas para uma sociedade que se queria coletivamente muito mais justa. Em que o domínio fosse realmente do povo e não de elites mafiosas, criminosas e assassinas.

Por via do raro édito de notícias e opiniões sobre Angola, como era ponto de honra no PG – afinal sobre os países lusófonos – trazemos à liça algumas ligações que convidamos os interessados a lerem depois de um clic. Dos títulos consta o positivo e o negativo sobre Angola, pese embora que para a maioria dos angolanos o negativo se sobrepõe e nem sequer é notícia. Até quando? (MM / PG)

Jornal de Angola
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Rede Angola

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Angop

O País

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