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quinta-feira, 27 de abril de 2017

EURODEPUTADOS PORTUGUESES APONTAM “A PORTA DA RUA” A DIJSSELBLOEM - com vídeo




Durante o debate sobre a segunda revisão ao programa de ajustamento à Grécia, Paulo Rangel (PSD), Pedro Silva Pereira (PS) e João Ferreira (PCP) criticaram o atual presidente do Eurogrupo.

Esta quinta-feira, durante o debate sobre a segunda revisão ao programa de ajustamento à Grécia, no Parlamento, os eurodeputados portugueses Paulo Rangel (PSD), Pedro Silva Pereira (PS) e João Ferreira (PCP) lançaram farpas ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e defenderam a sua demissão imediata. Naquela que deveria ser uma reunião com os olhos postos em Atenas, acabou por se tornar um pedido de saída em praça pública.

“Eu aqui, no Parlamento Europeu, digo-lhe cara a acara e olhos nos olhos, que nós não nos satisfazemos com um simples pedidos de desculpas. O senhor presidente do Eurogrupo não tem condições para continuar”, afirmou o social-democrata Paulo Rangel. “Senhor Dijsselbloem, aqui, numa instância que representa os povos europeus, digo-lhe: só tem uma saída, é demitir-se e demitir-se o quanto antes”, realçou.

Pedro Silva Pereira também não se poupou em palavras críticas: “As explicações que veio dar a este Parlamento sobre as suas inaceitáveis declarações sobre os países do sul chegam tarde, não apagam a gravidade dos seus insultos e não lhe devolvem nem a credibilidade nem as condições politicas para prolongar o seu mandato como presidente do Eurogrupo”, afirmou o eurodeputado socialista.

“Mostrar-lhe a porta da rua, como lhe fizeram os eleitores do seu país, seria, para não ir mais longe, um ato de elementar bom senso e civilidade. Mas o facto de ainda se sentar aí diz muito do estado miserável a que tudo isto chegou”, disse, por sua vez, João Ferreira, do PCP. “Senhor Dijsselbloem, apesar de ainda ocupar essa cadeira, não se iluda: aquilo que representa não tem futuro”, acrescentou.

Ainda esta manhã, Jeroen Dijsselbloem reforçou a ideia de que as suas declarações ao Frankfurter Allgemeine Zeitung foram mal interpretadas e que nunca pretendeu ofender os países do sul da Europa. O presidente do Eurogrupo enfatizou que a última coisa que pretende é criar divisões na zona euro. Recorde-se que o líder do Eurogrupo já tinha comentado as polémicas afirmações ao jornal, recusando-se a emitir um pedido de desculpas oficial.

Mariana Bandeira | Jornal Económico

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