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segunda-feira, 12 de junho de 2017

A BOMBA “EN MARCHE” E O PASSOS COELHO SEMPRE DESPROVIDO DE VERGONHA



Os franceses andam à rasquinha. Uns não sabem em quem votar porque a descredibilidade que envolve os partidos políticos e os políticos na generalidade é evidente, outros votam naquilo que consideram o mal menor em busca de um salvador ou de uns quantos salvadores. Os primeiros, nestas eleições de ontem de primeira volta em França, ultrapassaram a metade dos eleitores. Os outros, menos de metade registados nos cadernos eleitorais, lá foram ao sacrifício e apostaram maioritariamente no partido do recém-eleito presidente da República, Macron. Assim temos o En Marche como partido mais votado depois de Macron ter sido eleito. Preocupante é o facto de os eleitores franceses andarem mesmo à rasquinha. Pela parte dos políticos parece que não se ralam grande coisa com isso embora digam o contrário. O Partido Socialista francês já foi. Hollande deixou-o todo partido, escavacado. Acontece. Acontece principalmente quando num dito partido socialista põem a chefiar os não socialistas, nem um bocadinho socialistas. No PS de Portugal também vai acontecendo isso. Veio agora Costa salvar o partido. Mas só mais lá para a frente, no tempo, chegaremos à conclusão se de facto tal aconteceu. Socialista lá pelo PS há já muito poucos. A começar por Assis e os das suas faldas.

São as eleições francesas que abrem o Curto de hoje, elaborado pelo grande Nicolau Santos. Não dá para ignorar o que ele escreve. E chama bomba a Macron, atual PR francês. Oh diacho! Referir bombas em França é problemático, meu caro. O melhor é revistar o “menino” Macron. De tão jovem que é merece o epíteto. Facto é que, como diz Nicolau, o “menino” Macron teve uma ascenção espetacular, a fazer lembrar os esfomeados que por entre toneladas de carne podre tudo fazem para selecionar a menos podre. É assim a vida e a luta pela sobrevivência da democracia mais ou menos. O mal menor talvez esteja no Eliseu… com Macron. Talvez. No Parlamento talvez esteja melhorzinho com o En Marche. Talvez.

“Para compreender melhor o que se está a passar em França” Nicolau sujere leituras de uns quantos da nossa praça das letras. Vão nessa. Claro que eles são do sistema e até podem estar a produzir visões inquinadas. Mas ler faz bem, mesmo que não se coadune com o certo ou errado. São visões e opiniões. Válidas, como qualquer outra. Vá nessa.

Nesta prosa do Curto vem aí a Theresa May. Depois o Trump. Escrevendo bem e depressa basta dizer que na Europa e nos EUA até parece que existem só políticos de merda. Desculpem lá o desabafo mas é o que nos dão a ver e sentir.

Portugal. Temos um exemplo flagrante num danoso Passos Coelho que se diz social-democracta. Mas é isso o tanas e o badanas. Neste fim-de-semana, a propósito da nomeação de um “chefão” para a TAP (pelo governo) o descarado e mentiroso compulsivo que é esse tal Passos declarou que o PS, ou Costa, ou o governo, ou todos, menos ele e seus capangas, deviam ter vergonha. O tipo é mesmo um descarado de primeira apanha das coisas podres. Eis que ele é que nem sabe o que é isso de vergonha. Nem sabe o que é isso de honestidade, de verdade. Com tanta aleivosia talvez possamos considerar que o sujeito não bate bem da bola. É triste que os portugueses tenham chegado ao ponto de votarem e elegerem um doente mental para um cargo de suma importância. Pois. Mas o pior já passou, ele já está como há-de ir, com os pés para a cova funda dos desastrados políticos… Talvez. Mas nunca fiando. O tipo é mesmo um safado da política que obstinadamente se mantém à tona, mais que não seja para fazer jorrar trampa quando abre a boca. Adiante, que se faz tarde.

Agora por isso, terminemos. Hoje há marchas dos santos populares. Amanhã há mais… Curto Talvez. Siga para continuar a ler este Curto do Nicolau. Vá nessa.

MM | PG

O homem-bomba da política francesa

Bom dia. Este é o seu Expresso Curto.

Nicolau Santos | Expresso

Em Agosto de 2014, Emmanuel Macron era ministro da Economia do governo socialista de François Hollande. Em abril de 2016, cria o movimento político Em Marcha!. Em agosto, anuncia a saída do Executivo. Em novembro, formaliza a candidatura ao Eliseu. Em 23 de abril, de 2017, passa à segunda volta das presidenciais francesas, juntamente com Marine Le Pen, líder da Frente Nacional. No dia 7 de Maio, torna-se o mais novo presidente da República francesa, com 39 anos. E ontem, dia 11 de junho de 2017, o seu partido vence de forma esmagadora a primeira volta das eleições legislativas francesas, apesar da abstenção histórica e a segunda volta confirmará que o presidente vai contar com uma maioria absoluta no parlamento.

Ou seja, em pouco mais de um ano, Macron torna-se dono e senhor da política francesa, destruindo o Partido Socialista e deixando também os republicanos em sérias dificuldades. – embora Paulo Portas tenha dito ontem, no seu comentário na TVI, que o centro-direita é o único que resiste e que será a partir daí que se organizará a resistência a Macron. Também a Frente Popular perde o fôlego que Marina Le Pen tinha ganho nas presidenciais. Seja como for, é seguramente um trajeto extraordinário o de Emmanuel Macron e a prova de que os dois partidos tradicionais da política francesa deixaram de representar a maioria dos cidadãos.

Para compreender melhor o que se está a passar em França e os impactos interno e externo da revolução Macron há que ler Jorge Almeida Fernandes, “A lenta emergência de um novo sistema partidário”,Teresa de Sousa “Merkel e Macron: a última oportunidade” e José Pacheco Pereira “Corso, Ricorso”. Que o jovem presidente veio para abanar a França e dar um novo impulso à integração europeia e outro peso mundial ao projeto europeu, veio. Se o vai conseguir é outra história.

Em Inglaterra, a primeira-ministra Theresa May tenta sobreviver “no corredor da morte”, como titula o Público. May nomeia opositores do "Brexit" para altos cargos, ainda não conseguiu acordo com unionistas da Irlanda do Norte e enfrenta vários inimigos: opositores no seu Partido Conservador e Jeremy Corbyn, o líder do Labour, que espera novas eleições ainda este ano.

Na Síria, o líder do Daesh terá sido morto. Os jornais The Mirror e Daily Mail escrevem que Abu Bakr al-Baghdadi foi uma das vítimas mortais dos ataques aéreos de sábado sobre a cidade de Raqa.

Cantinho de Trump: O antigo procurador federal do distrito de Nova Iorque, Preet Bharara, acusou o Presidente norte-americano, Donald Trump, de o ter despedido por se ter recusado a atender-lhe um telefonema. Em declarações à cadeia de televisão ABC, o advogado, de origem indiana, revelou ter recebido - quando Trump ainda era presidente eleito - dois telefonemas deste que o deixaram "desconfortável". Em março recebeu um terceiro, que terá recusado atender. Menos de um dia depois foi informado de que iria abandonar o cargo.

Outro despedido, James Comey, ex-diretor do FBI, a quem o presidente já tinha apelidado de “bufo” por ter revelado as conversas que manteve com Donald Trump, agora acrescentou-lhe o epiteto de “cobarde” por ter divulgado notas à imprensa mostrando que o chefe de Estado lhe pediu para desistir de uma investigação sobre a Rússia.

E ainda: segundo o The Guardian, Trump terá telefonado ontem à primeira-ministra britânica, Theresa May, para lhe dizer que não iria aceitar o convite de Estado para visitar o país enquanto forem previsíveis protestos nas ruas. A notícia foi no entanto desmentida pelo gabinete de May.

OUTRAS NOTÍCIAS

A nomeação de Diogo Lacerda Machado para administrador não executivo da TAP está a aquecer a política portuguesa. Pedro Passos Coelho está indignado, fala em “pouca vergonha” e numa “nódoa” na administração da companhia e o Bloco de Esquerda diz que é tempo de deixar cair velhos hábitos. O primeiro-ministro, que se encontra no Brasil, não comenta mas o ministro do Planeamento, Pedro Marques, diz que vergonha foi o governo PSD/CDS ter privatizado a TAP “pela calada da noite” quando já só estava em funções de gestão.

Entretanto ontem, no seu habitual espaço dominical de comentário na SIC, Luís Marques Mendes, a pitonisa da República, revelou que Esmeralda Dourado, administradora da SAG, Bernardo Trindade, ex-secretário de Estado do Turismo e António Gomes de Menezes, ex-presidente da companhia aérea SATA serão os outros três administradores não-executivos da TAP indicados pelo Estado. Estes nomes vêm juntar-se aos outros membros do elenco da administração que tinham sido revelados pelo Expresso: Miguel Frasquilho, ex- presidente da Aicep, que será o presidente do conselho de administração, Ana Pinho, presidente do conselho de administração de Serralves e o advogado Diogo Lacerda Machado.

Quem está de regresso é o ex-ministro grego das Finanças, Yannis Varoufakis, que conta um interessante episódio ocorrido no Eurogrupo quando estava em funções no livro que lançou recentemente, Adults In The Room: My Battle With Europe’s Deep Establishment, ed. Random House. Varoufakis lembra um episódio em que Angela Merkel desautorizou o seu poderoso ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble relativamente a um acordo para os novos termos de financiamento à Grécia. No Eurogrupo, Schäuble não se calou, manifestando-se várias vezes – “perdi-lhe a conta”, escreve Varoufakis. Mas, e é aqui que entra a parte que nos toca, o ministro alemão não ficou sozinho a criticar o acordo patrocinado pela sua própria chanceler: “Os únicos ministros que o apoiaram foram a portuguesa [Maria Luís Albuquerque] e o meu vizinho do lado, o ministro espanhol Luis de Guindos, que falou mais de dez vezes – seguramente reflectindo o medo do seu Governo por qualquer êxito do Syriza que pudesse suscitar apoio para o Podemos nas eleições que se avizinhavam em Espanha.” Contactada pelo Público, Maria Luís Albuquerque declinou “amavelmente”, segundo o jornal, fazer qualquer comentário. Pois, o calado é o melhor…

Portugal pode vir a ter um novo partido. Membros da Associação Iniciativa Liberal andaram neste fim de semana na Feira do Livro, em Lisboa, a recolher assinaturas para a constituição de um novo partido em Portugal. "Estamos a começar uma maratona", afirma ao Diário de Notícias Rodrigo Saraiva, um dos fundadores da associação. Era mesmo o que cá faltava.

E agora uma daquelas novidades que estávamos mesmo à espera que acontecesse: os clientes portugueses do Banco Popular, recentemente comprado pelo Santander, vão pagar mais comissões, segundo o Jornal de Negócios. A maioria das comissões são mais elevadas no Santander do que no Popular. A excepção é a comissão de manutenção de conta, que é mais baixa na entidade liderada por Vieira Monteiro. Diferença pode custar mais de 30 euros por ano. Ou seja, não só não há almoços grátis, como também não há resoluções de bancos que não sejam pagas pelos mesmos de sempre.

Desgraças nacionais: a circulação no túnel do Marão esteve ontem interrompida depois de um autocarro se ter incendiado no seu interior. Quatro jovens foram atendidos no hospital local mas não houve vítimas mortais. O trânsito já foi entretanto reaberto.Já o mesmo não se pode dizer do início da época balnear. Na praia da Baía, em Espinho, dois jovens desapareceram depois de terem tentado recuperar a bola com que jogavam e que foi parar ao mar. A praia ainda não estava vigiada. Só a partir de 15 de Junho. No rio Vouga, junto à ponte de Cernada, concelho de Águeda, morreram dois irmãos, um menino de 11 e uma menina de 14, que o tentou ajudar. A praia não estava vigiada.

FRASES

“Só dança quem está na roda”. Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil, explicando assim, já devidamente aculturado, o facto do presidente daquele país, Michel Temer, ter cancelado o encontro que estava previsto com o Presidente de Portugal. E, pelos vistos, desta vez Marcelo não entrou na roda.

“Uma coisa nada tem a ver com a outra”. Pedro Passos Coelho, que se manifestou muito crítico da nomeação de Diogo Lacerda Machado, amigo do primeiro-ministro, para administrador não executivo na TAP mas que já não vê qualquer problema na indicação de Miguel Frasquilho, membro do PSD, para presidente não executivo da companhia. Há lógicas difíceis de entender.

“Se Macron prosseguir em França a mesma política de austeridade dos últimos anos, com os mesmos alvos sociais, os demónios que parece apaziguar, levantar-se-ão todos de novo”. José Pacheco Pereira, Público, avisando que os ventos de esperança que o Presidente da França trouxe podem cair na tentação de repetir velhas receitas.

O QUE ANDO A LER

Nestas mini-férias, recomendo quatro livros: o último volume dos quatro escritos por Elena Ferrante,“História da menina perdida”; “Economia com todos”, pelos autores do blogue “Ladrões de bicicletas”, altamente recomendado a todos os que pensam que não há só a TINA (There Is No Alternative”) para resolver os problemas económicos; e dois livros de poesia, “Poesis”, de Maria Teresa Horta, edições Dom Quixote, um grande regresso de uma enorme poeta (ou poetisa, escolha o leitor) portuguesa, com uma escrita sublime e filigranada; E “ver no escuro”, de Cláudia R. Sampaio, edições Tinta da China, uma nova e grande promessa da poesia portuguesa.

E pronto, caro leitor. Agora que já leu este Expresso Curto, prepare-se para as festas populares desta noite do Santo António, se vive em Lisboa, a que se junta o feriado católico de quinta-feira, o que quer dizer que haverá muita gente a fazer uma grande pooooooonte por estes dias. Mas sempre que sentir falta de informação, passe pelo Expresso online e pelo Expresso Diário, sempre às 18 horas de cada dia da semana. Tenha umas excelentes mini-férias, se é o caso, ou bom trabalho, se for o outro caso.

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