segunda-feira, 29 de setembro de 2014

MOÇAMBIQUE LEVA PALESTINA, SAHARA OCIDENTAL E CUBA À AG DA ONU




Moçambique reiterou, no fim-de-semana, a necessidade de uma resolução da questão palestina e do Sahara Ocidental, e pediu o fim do bloqueio a Cuba por parte dos Estados Unidos.

Discursando perante a Assembleia Geral (AG) das Nações Unidas, o Ministro dos Negócios Estrangeiros moçambicano, Oldemiro Baloi, salientou, segundo a LUSA, que o país reitera o apelo para “uma solução justa e duradoura para a Palestina, por meios pacíficos”, de acordo com o direito internacional e com as resoluções das Nações Unidas.

E quanto ao Sahara Ocidental, saudou a iniciativa de a União Africana (UA) ter nomeado Joaquim Chissano, antigo chefe de Estado moçambicano, como enviado especial na busca “de uma solução que assegure a realização do direito do povo saharaui à autodeterminação, à qual Moçambique reafirma o seu apoio incondicional”.

“A liberdade de escolha do sistema político e de comércio é um direito inalienável de todos os Estados, independentemente da sua dimensão. Nesse sentido, a necessidade de pôr fim ao embargo económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba continua a ser motivo de preocupação, por ter motivos políticos e impedir o desenvolvimento socioeconómico de Cuba. Por isso, Moçambique associa-se a todos os países que exigem o fim imediato desta medida injusta e unilateral”, disse também Oldemiro Baloi.

No discurso, o representante de Moçambique lembrou as metas de desenvolvimento do milénio, disse que era importante acelerar as que estão atrasadas e garantir a sustentabilidade das que foram atingidas, e acrescentou que o país já está a preparar a agenda para depois de 2015, que tem como objectivo geral a erradicação da pobreza.

E considerou urgente a conclusão das negociações de Doha (da Organização Mundial do Comércio sobre a diminuição de barreiras comerciais), cujos avanços Moçambique vê com esperança, como vê, acrescentou, o crescimento económico do continente africano, que deve atingir os 5,3 porcento este ano.

E 2015, disse Baloi, quando a ONU faz 70 anos, a data representa “uma oportunidade histórica” para reformular compromissos mundiais e tomar medidas para acelerar as reformas que estão previstas na organização, em especial no Conselho de Segurança.

“A incapacidade das Nações Unidas em resolver situações de conflitos e de instabilidade no Médio Oriente ou no leste europeu coloca em causa a sua autoridade como entidade mundial e fórum político multilateral para promover o diálogo no quadro do multilateralismo”, disse.

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