quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Guiné-Bissau. PAIGC E PRS VOLTAM A DIALOGAR PARA FORMAÇÃO DO NOVO GOVERNO



Os dois principais partidos no Parlamento da Guiné-Bissau, o PAIGC (maioritário) e o PRS, voltaram a dialogar hoje para estabelecer bases para a formação de um novo Governo no país, anunciou o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

Simões Pereira reuniu-se com Alberto Nambeia, líder do Partido da Renovação Social (PRS), com quem, disse ter esclarecido “todos os aspetos” que constituem preocupações para o presidente da segunda maior força política no Parlamento guineense.

A comissão política do PRS rejeitou na segunda-feira um convite feito pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para integrar o Governo a ser liderado por Carlos Correia.

A recusa do convite fundamenta-se no facto de, alegadamente, não serem claras as condições para que o PRS integrasse o executivo.

Após ouvir “os esclarecimentos”, de Domingos Simões Pereia, Alberto Nambeia prometeu consultar os órgãos do seu partido antes de dar uma resposta, adiantou o líder do PAIGC.

Na mesma unidade hoteleira onde recebeu Nambeia, o líder do PAIGC esteve reunido com três elementos do seu partido considerados de uma sensibilidade que o contesta enquanto presidente.

Todos os membros do gabinete do presidente guineense, José Mário Vaz, reuniram-se com Domingos Simões Pereira: nomeadamente Otávio Lopes, ministro diretor do gabinete do chefe de Estado, Marciano Barbeiro, chefe da casa civil da Presidência e Fernando Mendonça, conselheiro e porta-voz da Presidência.

À saída da reunião, nenhum dos três quis falar para os jornalistas.

Domingos Simões Pereira disse que a reunião com “os que contestam” a sua direção resultou de uma recomendação do Bureau Político (órgão de decisão) do PAIGC, segundo a qual deve haver “inclusão não só por fora, mas também por dentro” do próprio partido.

“Estamos a discutir as nossas diferenças, estamos a tentar ultrapassar várias situações ainda prevalecentes, mas isto é um exercício permanente”, notou Simões Pereira.

“Um partido como o PAIGC tem que estar disponível para falar com todos”, salientou.


Lusa, em O Democrata

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