segunda-feira, 6 de junho de 2016

Futebol. Guiné-Bissau no CAN 2017 "é como uma nova independência" - selecionador-adjunto

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O apuramento da Guiné-Bissau para a Taça das Nações Africanas (CAN) em 2017 em futebol "é como se fosse uma nova independência nacional", disse hoje à Lusa, Romão dos Santos, selecionador adjunto da Guiné-Bissau.

"Este feito é como se fosse uma nova independência nacional. Esta alegria irá durar no tempo. Hoje, é o melhor dia nos últimos 30 anos da Guiné-Bissau", referiu, depois de a seleção dos 'djurtus' garantir pela primeira vez o acesso à fase final da CAN.

Para o técnico, "todos os guineenses estão de parabéns", numa altura em que o país volta a atravessar momentos de tensão, fruto de uma crise política prolongada.

"Agora, que deixem os que percebem de futebol tomar conta do futebol, para que possamos ir com dignidade para a CAN, no Gabão", referiu, numa alusão às necessidades organizativas de base do país.

Para exemplificar, Romão dos Santos deixou uma pergunta no ar: "Acha normal que a equipa técnica nem consiga ir ver os jogadores a Portugal (onde a maioria do plantel da seleção joga)".

"Precisamos de muita organização na Federação e muito investimento do Governo. A CAN não é brincadeira, é a prova mais importante do futebol em África e vamos lá representar a nossa bandeira", concluiu.

A Guiné-Bissau garantiu hoje um lugar na edição 2017 na Taça das Nações Africanas (CAN) em futebol, face ao desaire do Congo no Quénia, por 2-1, em encontro da quinta e penúltima jornada do Grupo E.

A derrota foi festejada de forma espontânea nas ruas de Bissau com diversas pessoas reunidas em grupos com bandeiras do país e a entoar cânticos de apoio à seleção.

A uma jornada do final, a formação guineense soma 10 pontos, contra seis de Congo e da Zâmbia e quatro do Quénia, que hoje conseguiu o primeiro triunfo.

Na fase final do CAN2017, que se realiza de 21 de janeiro a 12 de fevereiro, no Gana, a Guiné-Bissau junta-se ao país anfitrião, à Argélia, aos Camarões, ao Egito, a Marrocos e ao Senegal.

No sábado, a Guiné-Bissau recebeu e bateu a Zâmbia por 3-2, com golos de José Luís Lopes, aos 14 minutos, de grande penalidade, Frederic Mendes, aos 35, e Toni Brito, já nos descontos, aos 90+3.

Pelos zambianos, marcaram Kalaba, aos 26 minutos, e Katongo, aos 51.

A única prova internacional em que a Guiné-Bissau já chegou à fase final foi a Taça Amílcar Cabral, um troféu de futebol sub-regional (participam alguns países da África Ocidental): em 1983 a seleção guineense foi derrotada na final pelo Senegal.

LFO/MB (PFO) // PFO - Lusa

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