quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Uma Aventura na ilha de Timor” uniu alunos de Portugal e Timor numa vídeoconferência




SAPO TL – com vídeos

Isabel Alçada e Ana Magalhães aventuraram-se em terras timorenses e em dez dias captaram a magia de Dili, Baucau e Oecussi para escrever “Uma Aventura na Ilha de Timor”.

As autoras apresentaram a obra na Casa Por Timor, em Lisboa, e em directo para a Escola Portuguesa de Díli responderam às questões colocadas por alunos de Timor e de Portugal. Do lado de Lisboa estava outra turma, maravilhada com a videoconferência e ansiosa por comunicar com os colegas do “outro lado do mundo”, comentavam.

A lenda do avô Crocodilo, o Toké que canta, a elegância e simpatia do povo timorense foram alguns dos ingredientes essenciais para este livro, que conta a história da organização de um festival de música e faz parte de uma colecção de 53 histórias de aventuras, de um grupo de amigos que vive as mais divertidas e perigosas peripécias em pontos geográficos tão curiosos e atraentes como Timor-leste.

Escreveram este livro para “mostrar que os laços entre Timor e Portugal ainda são muito fortes e ao revelar traços da cultura timorense suscitar também interesse nos jovens portugueses em conhecer e visitar Timor-leste”.

Entretanto em Díli ...

Duas turmas sentadas no átrio da Escola, onde decorre a Feira do Livro, aguardaram ansiosas que fosse possível, através da Internet, interpelar Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada sobre a sua nova “Aventura”.

A tarefa não foi fácil porque a Internet em Timor-Leste tem dias, e hoje teimava em estar em dia não. Uma professora desalentada, explica que ainda na véspera tinha sido tudo testado e havia conseguido ver e ouvir “lindamente”.

Hoje não foi bem assim, e sucederam-se as tentativas que já começavam a impacientar as crianças e adolescentes. Finalmente, já a noite se aproximava em Díli quando ouviram o “bom dia” de Lisboa, a que responderam igualmente com um cordial e afinado bom dia coletivo, apesar do adiantado da hora do outro lado do mundo.

“Estou a ouvir-vos perfeitamente”, disse do outro lado Isabel Alçada, cumprimentando o embaixador de Portugal, Luís Barreira de Sousa, que “estava a ver perfeitamente”, os professores e funcionários da Escola Portuguesa de Díli, e “os meninos” que assim voltava a ver.

Foi há cerca de um ano que a escritora, então na qualidade de ministra em deslocação oficial a Timor-Leste e de visita àquela mesma escola, anunciou que estava nos seus planos e nos de Ana Maria Magalhães dedicarem uma Aventura a Timor-Leste.

O livro foi lançado e os alunos da Escola Portuguesa de Díli queriam ouvir mais: afinal, esta é uma aventura especial, onde se “vêem” búfalos, porcos, galinhas, montanhas e mar, como se olha em cada recanto de Timor-Leste, logo desde os arrabaldes de Díli. Alguns já tinham lido o livro e acharam-no familiar.

Florinda demorou três dias a devorar as 240 páginas, numa realidade quotidiana em que, além das tarefas escolares, tem de ajudar a mãe nas lides domésticas e, no tempo que lhe sobra, só pode aventurar-se noutras leituras nas noites em que não falta a luz.

Luís faz a crítica do livro à sua maneira: “gostei bastante, mas só tem lá três distritos. Devia ter os 13 distritos de Timor-Leste e falar deles todos”. Fica a sugestão às autoras para, quem sabe, escreverem a sua 54ª Aventura noutras partes da Ilha de Timor.

1 comentário:

Anónimo disse...

Tretas de ministra em campanha!

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