sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Portugal: GOVERNO CONTRA-ATACA MOODY’S NUMA CARTA




VC – Agência Financeira

«Superficial», «arrogante» e «deplorável»: é desta forma que o IGCP classifica a decisão da agência de notação financeira sobre o rating de Portugal

Depois do ataque da Moody`s, o contra-ataque do Governo. O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público escreveu uma carta aos mercados, pedindo aos investidores para ignorarem a decisão daquela agência de notação financeira sobre o rating de Portugal, que foi atirado para o «lixo».

São vários os adjectivos depreciativos utilizados para classificar a posição da agência: «A análise da Moody`s é superficial, baseada mais em opinião do que em evidência e demonstra alguma arrogância por não ter em conta algumas das conclusões da troika após um trabalho mais profundo e uma lista de contactos muito superior», lê-se na missiva divulgada esta sexta-feira nas edições do jornal «Público» e «Diário Económico».

A machadada na classificação da República indignou também o Banco Central Europeu. Está em causa uma «declaração tão severa» - um corte de rating em quatro níveis - sem que aquela agência de notação financeira tenha falado com «qualquer membro do novo Governo e mesmo antes de avaliar os riscos da execução orçamental!», acusa a carta assinada por Maria Luís Albuquerque, segundo o «Público». Ela é a actual coordenadora da Área de Gestão da Dívida e de Liquidez do instituto que gere a dívida pública, um organismo na dependência do Ministério das Finanças.

O Governo entende assim que a Moody`s se precipitou e tomou uma decisão «deplorável». A agência «não deu o benefício da dúvida». O Executivo espera que os mercados não sigam o mesmo caminho e confiem na determinação do Governo.

Daí que se comprometa a continuar empenhado na aplicação do acordo assinado com a troika, que prevê, em troca, um resgate financeiro de 78 mil milhões de euros.

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