sábado, 12 de novembro de 2011

FOME EM PORTUGAL, O PIOR ESTÁ PARA ACONTECER



Aires Melon Pereira – Portugal Direto

A questão que se põe aos portugueses prende-se com nem querer saber a verdade sobre a crise que existe, alegadamente por responsabilidade de todos. A maioria não acredita que seja de sua responsabilidade que o país está endividado mas faz de conta que acredita naquilo que os políticos dizem e vai aceitando as medidas de austeridade que todos os dias empurra os portugueses para a miséria.

Foi notícia ainda há dias que as escolas estão a deparar com a presença de alunos que vão para as aulas com fome, com "insuficiência alimentar" - o eufemismo é também usado pelo presidente da república, Aníbal Cavaco Silva. Sobre isso nem uma palavra foi dita pelo atual primeiro ministro, Pedro Passos Coelho. Considerando a iliteracia e o analfabetismo dos portugueses muitos haverá que não entendem o que quererão dizer. Seria mais simples e entendível para todos se usassem a palavra fome porque é disso que se trata, é isso que acontece: há crianças que vão para as aulas, para as escolas, com fome. Há fome em Portugal e não são só as crianças, nem os velhos, que dela padecem. É curioso porque quando Aníbal Cavaco Silva era primeiro ministro - por mais de 10 anos - também a fome se instalou em Portugal. Que o diga a região de Setúbal, do Alentejo, da Grande Lisboa... Agora que é presidente da república, que o partido que comanda pelos bastidores também está no poder... voltou a existir fome com larga incidência em Portugal. Coincidências.

Em outro dia de parlamento a discutir o Orçamento de Estado e de citações de números e mais números, de milhões e mais milhões, de biliões e mais biliões, ficam os portugueses a saber que a situação vai agravar-se muito mais e que se agora existe fome muito mais irá haver. Que se existe bastante miséria, muito mais haverá no ano que vem, e no outro, e no outro... Até que aconteça "milagre" se acaso os portugueses continuarem passivos como zumbis e não exigirem o abandono desta senda de austeridade injusta sempre para os mesmos. É mais que tempo de exigir mais e maior justiça nos sacrifícios que estão a esmagar os portugueses através das carências múltiplas causadas pela carestia, arquitetada e posta em prática por Passos Coelho, um marioneta de poderes ocultos, e todos que são conhecidos como governantes deste desastre nacional - os políticos em que os portugueses votaram e têm votado, dentro do desgraçado "arco dos partidos da governação" conhecidos por PS, PSD, CDS. O que muda são as siglas, de algum modo o palavreado utilizado e pouco mais. As mentiras são a prática destes políticos que se mostram agremiados em associação criminosa e lesa pátria, a governação é sempre a mesma e os conhecidos mafiosos também. Nem mudam nos seus clientelismos.

É aos portugueses que compete fazer com que tudo seja diferente e que os métodos passem a usar a honestidade como prática em vez das práticas destes políticos desonestos que legislam a seu favor, dos lobbies que representam, entre imensidões de outros interesses que têm a maioria de responsabilidades na divida que dizem ser causa de todos nós. Que não é, mas que pagamos com desemprego, miséria e fome, perdão: insuficiência alimentar.

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