quinta-feira, 8 de março de 2012

Manifestação convocada para sábado em Luanda para exigir afastamento...

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 ... de presidente da CNE e do PR

RTP - Lusa

Luanda volta no sábado a ser palco de uma manifestação antigovernamental, convocada pelo autodenominado Movimento Revolucionário Estudantil, para exigir o afastamento da presidente da Comissão Nacional Eleitoral e a demissão de José Eduardo dos Santos, disse à Lusa fonte da organização.

Mário Domingos, contactado telefonicamente pela Lusa a partir de Lisboa, disse que a manifestação se inicia com uma concentração no município do Cazenga, seguindo-se uma marcha até à Praça da Independência, e depois até à Cidade Alta, no coração de Luanda, onde se localiza a residência oficial do Presidente da República.

"A continuação de Suzana Inglês à frente da CNE não garante eleições livres nem justas e é para exigir o seu afastamento que nos vamos manifestar nas ruas. Vamos também exigir a demissão de José Eduardo dos Santos, Presidente não eleito e há 32 anos no poder", sublinhou.

A manifestação de sábado vai ser a primeira deste ano levada a cabo pelos mesmos organizadores que há cerca de um ano, a 07 de março, desencadearam nas ruas da capital angolana iniciativas antigovernamentais, e que na maior parte das vezes foram reprimidas pela polícia, com detenções e espancamentos.

"Se a polícia voltar a impedir-nos de exercermos o direito constitucional de reunião e manifestação estamos preparados para desencadear uma campanha de desobediência civil a nível nacional", assegurou Mário Domingos, sem precisar que tipo de ações tencionam, nesse caso, levar por diante.

Além do desafio às autoridades, o Movimento Revolucionário Estudantil incita os partidos da oposição parlamentar para serem coerentes e juntarem-se ao protesto de sábado.

No comunicado enviado à Lusa e em que convocam a manifestação, os organizadores exortam os partidos da oposição "a dar o passo que falta".

A designação de Suzana Inglês para a presidência da CNE desencadeou uma série de iniciativas dos três maiores partidos da oposição com representação parlamentar, UNITA, PRS e FNLA, junto do Conselho Superior da Magistratura Judicial e do Tribunal Supremo, onde interpuseram uma providência cautelar, e que foram liminarmente rejeitadas por estes dois órgãos judiciais.~

Em consequência, aqueles três partidos ameaçaram boicotar as eleições gerais de setembro, e estão a preparar a ação principal como último recurso junto do Tribunal Supremo.

A oposição angolana contesta a nomeação de Suzana Inglês para presidente da CNE alegando que esta não é magistrada, como prevê a legislação, mas sim advogada com inscrição na Ordem dos Advogados de Angola, além de apontar parcialidade da responsável por ter pertencido a uma estrutura feminina do MPLA, partido no poder.

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