sábado, 2 de fevereiro de 2013

Angola: Perspectivas de cooperação com a China tendem a crescer - jurista da ANIP




Angola Press

Luanda - O jurista da ANIP Flávio Inocêncio considerou, em Beijing, que as relações Angola-China têm potencial para crescer, tendo em conta as sinergias entre os dois países associadas à necessidade ao know how (conhecimento), ao petróleo e o acesso ao capital.

O especialista da Agência Nacional Para o Investimento (ANIP) fez esta antevisão quando apresentava a comunicação Investimento Privado em Angola durante a conferência realizada em Pequim para a celebração dos 30 anos do estabelecimento das relações entre os dois países.

As relações sino-angolanas têm potencial para crescer, considerando as sinergias entre os dois países e ao facto de Angola precisar do know how chinês e o acesso ao capital, enquanto a China necessita de petróleo angolano - disse o jurista, recordando que o seu país está a exportar mais petróleo para o Oriente do que aos Estados Unidos.

Na sua apresentação, o jurista lembrou que a maior parte do investimento chinês em Angola, de 2002 a 2012, foi negociado directamente pelo Governo angolano, o Internacionl Fundo Limited (CIF) e o Banco de Exportação e Importação da China (Eximbank).

Para si, estes acordos abriram linhas de crédito enormes para o país, após o fim da guerra em 2002, colocando a China como uma das razões para a rápida recuperação de Angola da destruição da guerra.

Em sua opinião, pode-se dizer que a reconstrução do país, que começou após o fim da guerra, tem sido possível graças aos investimentos chineses em Angola.

"A cidade do Kilamba Kiaxi, em Luanda, construída e financiada pelos chineses é um exemplo de um projecto de sucesso, que o Governo angolano espera replicar em diferentes províncias do país" - adiantou.

As relações económicas e comerciais entre a China e Angola aumentaram na última década e neste período a ANIP registou investimentos no valor de uns 43 mil milhões 346 milhões 100 mil kwanzas.

A maior parte do investimento chinês em Angola foi focado na construção em um total de 147 projectos, o que representa 75,10 porcento do montante total do investimento em Angola no valor de 32 mil milhões 555 milhões 400 mil kwanzas (conversão em cotação não oficial).

Embora, o investimento chinês na última década, em Angola, tenha sido na construção, actualmente os investimentos de empresas chinesas estão a se diversificar em diferentes sectores de actividade como a indústria, comércio e serviços - aponta a comunicação de Flávio Inocêncio, um dos quatro oradores angolanos na conferência.

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