quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cabo Verde: BRIGADEIRO ADMITE HIPÓTESE DE DEVOLVER A PATENTE




Novas promoções geram polémica nas FA 

Liberal (cv)

Ainda ninguém percebeu muito bem os critérios de imposição das novas patentes. O oficial superior em questão, que já foi Chefe do Estado-Maior, considera bizarro que, a partir de agora, qualquer ocupante do cargo, ao abandonar a função, seja automaticamente despromovido

Praia, 21 fevereiro 2013 - Numa altura em que as Forças Armadas (FA) de Cabo Verde acabam de empossar os seus primeiros generais e brigadeiros (na foto), e que Jorge Tolentino já fez saber que quer “descer na próxima estação” deixando o cargo de ministro da Presidência do Conselho de Ministros e da Defesa Nacional, vive-se, agora, um ambiente de arrufo no seio dos antigos chefes de Estado-Maior. É que essas promoções não caíram bem, em alguns desses militares.

De acordo com um dos antigos CEMFA, na reforma, que ora é promovido à patente de brigadeiro e que não quis identificar-se, ele deveria ter sido empossado no posto de major-general, por ser essa a patente de um oficial que desempenhou essas funções.

“Das duas ou uma: ou todos os antigos CEMFA são promovidos à patente de major-general, ou doravante os oficiais generais, ao deixarem as funções de CEMFA, são automaticamente despromovidos a brigadeiro”, assevera aquele militar, admitindo a hipótese de devolver a sua patente de brigadeiro à procedência.

É que estas promoções surpreenderam muitos quadros das FA, incluindo os que foram promovidos, pois ainda não perceberam, segundo a nossa fonte, os critérios que estiveram na origem da imposição da nova patente por distinção de alguns oficiais, que se encontram na reserva e na reforma.

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