domingo, 28 de abril de 2013

Divida externa de São Tomé e Príncipe é "um obstáculo ao desenvolvimento" - Banco Central




MYB – GC - Lusa

São Tomé, 28 abr (Lusa) - A governadora do Banco Central de São Tomé e Príncipe (BC), Maria do Carmo Silveira disse que o peso da divida externa "constitui um obstáculo para o programa de desenvolvimento" do seu país.

"É uma situação que eu considero preocupante e que deve preocupar todos os dirigentes são-tomenses. Porque o peso da divida é realmente um obstáculo para o desenvolvimento do país", disse Maria do Carmo Silveira.

O mais preocupante é que a tendência, segundo a governadora do banco central é de cada vez mais endividamento e as alternativas são poucas.

"O país não produz o suficiente para suportar as suas despesas e naturalmente que o recurso ao endividamento externo tem sido uma medida corrente", explicou a governadora do banco central são-tomense.

Em entrevista sábado a televisão publica (TVS), Maria do Carmo Silveira fala no crescimento, nos últimos anos da divida externa de São Tomé e Príncipe, reconhece que não há outra alternativa senão endividar-se, mas defende que é necessário encontrar-se "estratégias" para esse endividamento.

"O que temos que fazer necessariamente é adotar uma estratégia de endividamento. Isso quer dizer que, se no passado nós endividávamos para pagar salários, os recursos provenientes da divida externa têm que ser utilizados para potenciar o crescimento do setor produtivo para que possa gerar rendimentos futuros para poder permitir que nós paguemos essa divida", defendeu a governadora.

São Tome e Príncipe tinha uma divida externa de 380 milhões de dólares. Em 2007, mais de 200 milhões de dólares desta divida foi perdoada pelo Banco Mundial no âmbito multilateral. Outros cerca de 80 milhões foram perdoados a nível bilateral.

Cinco anos depois o ritmo de crescimento "foi galopante", segundo a dirigente e atualmente a dívida representa cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB).

A maior parte da riqueza produzida é consumida pelo serviço da divida, uma situação que a governadora do BC considera de "insustentável".

Maria do Carmo Silveira sublinhou que a economia nacional não tem o nível de liquidez que permita aos bancos assumir o seu financiamento.

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