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domingo, 13 de abril de 2014

Portugal: A SÃOZINHA DA BANHARIA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA?




A Sãozinha lá  se espalhou outra vez. Quando abre a boca até parece que foi nascida na Banharia, repleta de caragos, de alhos e bugalhos. Quanto se sabe esta Sãozinha não é filha do murcão que andava a vender os vira-vento lá pelo mercado do Bulhão, que pela surra também vendia preservativos (camisas de vénus) numas caixas que pareciam de fósforos mas não eram. Ele tinha uma filha Sãozinha, lá isso tinha, mas não esta. De certeza, porque essa Sãozinha faleceu tuberculosa. Outros tempos, também muito difíceis graças ao salazarismo. O pai, esse tal murcão era um enorme desbocado, o seu léxico era constituído por palavrões dizeres e respostas inadequadas, desrespeitosas. Por isso não cativava nem fazia amigos fora dos seus iguais. O que fazia sempre que abria a boca era inimigos ou, pelo menos, quem o abominasse. A Sãozinha, ao que se presume, não é filha daquele murcão, por isso não aprendeu com ele, nem deve ter nascido na Banharia (cá pelo Porto). Pois se calhar não. Mas olhem que até parece que sim. E é ela a segunda figura da República Portuguesa. Que vergonha. Pensando bem, afinal, a Sãozinha e Cavaco (primeira figura) até fazem um bom par-de-jarras. Ou de bestas. “O problema é deles”, disse a Sãozinha, já agastada, sobre a fala ou não fala dos Capitães de Abril. Esqueceu-se a Sãozinha que graças  a esses Capitães de Abril é que ela enche os alforges de euros e mordomias escandalosas e que só por eles, pela sua ação em 25 de Abril de 1974 – juntamente com o povo português e os partidos anti-fascistas então na clandestinidade – é que ela, a Sãozinha, se senta na cadeira de Presidente da Assembleia da República. E que por isso é que os seus correlegionários do PSD e do CDS têm oportunidade de andar a brincar ao faz-de-conta da democracia. Desbocada como o murcão dos vira-vento. Carago, Sãozinha, deixou de ser pobre à custa do 25 de Abril e da política mas olhe que é muito mal agradecida. Até parece que nasceu mesmo na Banharia e que faz garbo disso quando abre a boca e solta bacoradas indignas do seu cargo político. Valha-a a santinha das mulheres da vida da Banharia. Ao menos isso e uma barra de sabão para lavar essa boca. Pode lá ser, a Sãozinha ressuscitar e agora estar toda finória (quando não abre a boca) na AR. E até reformada aos 42 anos. Que sorte. Ou será que nojo?

Graça Pádua – Balneário Público

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