Amélia
Reis diz que os dados divulgados pelo Novo Banco visam pressionar os emigrantes.
Amélia Reis representa a organização defensora dos emigrantes lesados. É
importante ouvi-la. Ainda mais importante por sabermos que o “banco bom” vem do
“banco mau” e que o espectro maligno do BES continua no agora chamado Novo
Banco. Sabemos igualmente que a falta de honestidade de banqueiros e gestores é
farta.
Exatamente por isso ninguém pode confiar naqueles, nos bancos, nos
banqueiros e nos gestores, por maiores prosápias com que possam estar
artilhados. Aliás, a escola é exatamente a mesma do atual primeiro-ministro
Pedro Passos Coelho – alguém, como já experenciámos e experienciamos, em quem
não se pode confiar. A desonestidade é latente e alastra aos que ocupam os
poderes que ditam a devassa de Portugal e de muitos mais países a nível europeu
e global. Se estamos perante uma mega-associação criminosa... é o que mais parece.
Leia
a notícia veiculada pela Lusa na TSF. Mais vale prevenir. Lembre-se que “o
corno é sempre o último a saber”. O vigarizado também.
Redação
PG
Novo Banco diz que quase um terço dos emigrantes lesados pelo BES já chegou a acordo
São
2.000 dos 7.000 emigrantes que subscreveram produtos comerciais aos balcões do
BES e que agora reclamam a devolução das suas poupanças. Movimento que
representa estes lesados diz que este anúncio serve para pressionar os outros.
Uma
fonte do Novo Banco disse à Lusa que "a adesão à solução para os clientes
emigrantes está a correr de forma muito positiva", sublinha a mesma fonte,
adiantando que à data de sexta-feira, dia 31 de julho, a adesão se traduzia em
"2.000 propostas a clientes assinadas", quase "um terço dos
clientes", conclui a mesma fonte.
Segundo
a mesma fonte, aos 7.000 casos correspondem aplicações num valor global de 720
milhões de euros.
O
Novo Banco começou a apresentar aos emigrantes, há pouco mais de uma semana,
uma solução comercial, para reaver o dinheiro, investindo nos produtos Poupança
Plus, Top Renda e EuroAforro e aguarda agora a aprovação da maioria dos sete
mil clientes para avançar.
Segundo
a mesma fonte, a solução comercial teve de ser autorizada pelo Banco de
Portugal e prevê a assinatura prévia dos clientes para que o Novo Banco e o
Credit Suisse possam anular os veículos financeiros. Só depois será possível
avançar com a proposta comercial que garante pelo menos 60% do capital
investido, e liquidez se essa for a opção, assim como um depósito anual
crescente a seis anos, que possibilita recuperar no mínimo 90% do capital
investido.
Uma
solução que, segundo Amélia Reis, uma das porta-vozes do Movimento dos
Emigrantes Lesados, com sede em França, não agrada aos clientes.
Ouvida
pela TSF, Amélia Reis diz que o anúncio feito este sábado não é inocente, o
Novo Banco sabe que é dia de chegada a Portugal de muitos emigrantes e está a
tentar forçar o acordo com a solução proposta.
A
porta-voz do movimento diz ainda que o Novo Banco está a pressionar os lesados
para que aceitem antes de 15 de agosto, quando o prazo fixado pelo banco vai
até ao fim do mês.
Amélia
Reis diz ainda que se mantêm as manifestações previstas para dia 10 de agosto
em Lisboa, de 26 de setembro em Paris.
A
situação dos emigrantes não é a única que o Novo Banco tem para resolver,
depois da resolução do BES em agosto do ano passado. Segundo a mesma fonte,
desde outubro do ano passado que o Novo Banco está a resolver situações que
tinham como ativos subjacentes dívida sénior do BES que transitou para o Novo
Banco.
Segundo
os dados facultados à Lusa pelo Novo Banco, as soluções apresentadas desde
Outubro envolveram um total de quase 14.000 clientes e um valor aplicado de
2.120 milhões de euros.
Ainda
segundo a mesma fonte, em matéria de depósitos, e tal como o Expresso noticiou
na semana passada, o Novo Banco ultrapassou pela primeira vez o BES, numa base
comparável.
Um
resultado que foi possível porque desde setembro do ano passado os depósitos
aumentaram seis mil milhões de euros, quatro mil milhões em 2014 e cerca de
dois mil milhões este ano.
Lusa, em TSF
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