quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Portugal. Incêndios. “É URGENTE AGIR. DE QUE É QUE ESTÃO À ESPERA?”



De toda a área ardida na Europa, mais de metade é portuguesa. Depois da calamidade, é hora de pensar no problema.

Depois dos incêndios que assolaram o país nas últimas semanas – e dos fogos que continuam a lavrar –, “é urgente”, no entender de Joaquim Jorge, “que o Governo de António Costa torne a possibilidade de meios necessários ao combate aos incêndios, para que acontecer este cenário dantesco, horroroso e assustador”.

As declarações do fundador do Clube dos Pensadores surgem depois de “o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, ter afirmado que seria ‘inevitável que a Força Aérea venha a ter capacidade de combater fogos florestais’, mas lembrado que, de momento, a Força Aérea não tem nem aviões nem helicópteros com capacidade para o fazer”.

“De que é que estão à espera?”, questiona. “O país tem muito a ganhar com essa operacionalidade. Está na hora de, de uma vez por todas, Portugal ter meios de combate aos incêndios. Ou daqui a uns dias já ninguém fala em incêndios”.

“Não vamos agora atirar as culpas de uns para os outros, todos tiveram culpas. A prevenção não faz parte do léxico dos nossos políticos, em antecipar as consequências dos incêndios”, lamentou, atirando culpas: “Os Serviços Florestais começaram o seu desaparecimento com um governo PS – extinção do Corpo de Guardas Florestais – terminou com um governo PSD/CDS”.

Num artigo em que refere que é evidente que “há mão criminosa” nos incêndios que lavram pelo país, Joaquim Jorge deixa um agradecimento “aos bombeiros e a todos que têm colaborado na extinção de fogos em Portugal”. “Se há pessoas que merecem ser condecoradas é esta gente, que dá tudo, até a própria vida, sem querer nada em troca. Sem eles a tragédia seria ainda maior”, rematou.

Goreti Pera – Notícias ao Minuto

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