domingo, 25 de setembro de 2016

TROVOADA PERSEGUE JORNALISTAS SANTOMENSES. DITADOR AINDA NÃO, SÓ VAI A CAMINHO



Patrice Trovoada continua a pôr e dispor em São Tomé e Príncipe na sequência de ter sido eleito em processo aparentemente democrático (existe o “banho”, em que os candidatos pagam aos eleitores para votarem neles). Trapalhona foi a eleição do candidato presidencial de Patrice, que após algumas irregularidades acabou por ser eleito. 

A soma da situação é a concentração de poderes em Patrice Trovoada depois de obter a eleição de um PR fantoche, Evaristo de Carvalho. De eleito com semelhanças a democraticamente Patrice, PM de São Tomé e Príncipe, dá indícios de desejar o poder absoluto.

Os indícios são já os suficientes para causar a apreensão dos são-tomenses, não se podendo ainda considerar Patrice um ditador. Mas tudo indica que para lá caminha.

Jornalistas já se queixam de perseguições, aparentemente e até provas em contrário o judiciário já está sob o controle de Patrice, conforme denunciam as apreensões de muitos santomenses. A concentração de poderes na pessoa do PM está a esvaziar ainda mais a debilitada democracia existente no país.

Para Patrice a batalha do controle da comunicação social está em curso. É assim que muitos da profissão consideram. A liberdade de imprensa em São Tomé e Príncipe está ameaçada, segundo as preocupações do Sindicato dos Jornalistas. Leiam mais, proporcionado pela RFI sobre África. (PG)

Liberdade de imprensa ameaçada em São Tomé?

A Associação de Jornalistas de São Tomé e Príncipe pediu ao Ministério Público um esclarecimento sobre a denuncia feita pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada, afirmando que um jornalista recebeu uma arma de guerra na Presidência da República. 

A denúncia foi feita pelo primeiro-ministro são-tomense na última entrevista à imprensa publica do país. Sem precisar o nome, Patrice Trovoada terá afirmado que um jornalista recebeu uma arma de guerra na Presidência da República.

" Os jornalistas e, particularmente, aqueles que procuram fazer o seu trabalho com independência não pode ser confundida com a de um mercenário", sublinhou o chefe do executivo.

A Associação de Jornalista do país decidiu entregar uma exposição em que solicita ao Ministério Público o esclarecimento da denúncia feita pelo primeiro-ministro são-tomense. Em entrevista à RFI, Juvenal Rodrigues, presidente da Associação de jornalistas, diz que quer que a pessoa seja identificada.

"Entendemos enquanto Associação de Jornalistas que o poder neste momento tem todas as capacidades de fazer uma investigação concreta, objectiva para perceber se a pessoa que teria recebido a tal arma, não sabemos se recebeu ou não (...) Fomos obrigados a recorrer ao Ministério Público, já que o senhor primeiro-ministro não quis identificar a pessoa, para que faça esse trabalho".

Juvenal Rodrigues denuncia que há uma tendência para perseguir alguns jornalistas."Neste contexto actual de excesso de poder, nós ficamos com a impressão que a tendência é tentar ameaçar, tentar condicionar os trabalhos dos profissionais que não prestam vassalagem ao poder".

Actualmente em São Tomé e Príncipe o chefe de Estado e o primeiro-ministro são da mesma cor política, ADI, uma situação inédita no país e que suscita receios sobre a concentração de poderes.

RFI

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