sexta-feira, 25 de novembro de 2016

OBRIGADO, PASSOS E CAPANGAS, PELA VIDA INDIGNA DE MILHÕES DE PORTUGUESES



A notícia arrepia, apesar de não ser grande novidade. Cerca de quatro milhões de portugueses têm uma vida indigna. Lemos e retirámos do JN, publicado ontem pouco antes das 14 horas.

É evidente que já antes de Passos Coelho se apossar do governo de Portugal graças às monstruosas mentiras que proferiu à laia perfeita de descarado vigarista, já os portugueses andavam a sofrer de muita penúria, de pobreza extrema, inclusive. Passos só veio agravar a situação do país e dos portugueses. Se não fosse ele outro do mesmo jaez o faria, porque a ordem global e na UE era “roubar os povos” para beneficiar os banqueiros e respetivos bancos, o grande capital. Seitas onde se alojam grandes criminosos, grandes vigaristas.

“Obrigado, Passos e capangas, pela vida indigna de milhões de portugueses”, terão dito ou sentido os que após tanta sementeira de miséria ainda foram votar em Passos nas últimas legislativas. Só quase por sorte e discernimento de homens e mulheres de boa-vontade Portugal se livrou do estupor e associados novamente a desgovernar-nos e a governarem as seitas que nos acossam e que nos miserabilizam.

Nada do anteriormente escrito é novidade. Nem a notícia. Que até tem indicativos de números por baixo. A situação real é muito pior. Apesar disso leia e medite, é sempre bom exercitar a “caixa das minhocas” – a que chamam cérebro. (MM / PG)

Um terço dos portugueses não tem dinheiro para ter uma vida digna

Mais de metade dos consumidores portugueses (51%) afirmam que não paga as faturas dentro do prazo por falta de dinheiro, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira.

De acordo com o Relatório de Pagamentos Europeu do Consumidor, desenvolvido pela Intrum Justitia, apesar de 94% dos inquiridos considerarem que "é importante pagar sempre" as contas dentro do prazo, 29% afirma que, neste momento, "não tem dinheiro suficiente para ter uma vida digna".

O estudo, feito a partir de dados recolhidos numa pesquisa realizada em simultâneo a 21317 cidadãos europeus de 21 países e que contou com a participação de 1010 portugueses, visou conhecer a situação e saúde financeira das famílias face ao atraso nos pagamentos.

Segundo o trabalho, mais de metade dos consumidores portugueses (51%) dizem que não paga, dentro do prazo, as faturas "por falta de liquidez", ao passo que os restantes 49% referem que não pagam atempadamente por outros motivos, tais como "esquecimento ou vontade".

Cerca de metade dos consumidores portugueses entrevistados referiu ainda que não pagou algumas das suas contas a tempo nos últimos 12 meses, uma percentagem idêntica à média europeia (48%).

O trabalho conclui também que 17% dos inquiridos pediram dinheiro emprestado nos últimos seis meses, um ligeiro aumento face ao ano anterior (15%).

E mais de metade das pessoas que pediram dinheiro emprestado (65%) escolheu a família como principal fonte de financiamento, seguindo-se os amigos (23%), enquanto 14% pediu um empréstimo ao banco.

Apesar de cumprirem a obrigação de pagar as suas contas, 59% afirma que depois de as pagar, "fica preocupado por recear não ter dinheiro suficiente".

Dos portugueses inquiridos, 58% afirmam que não conseguem poupar dinheiro todos os meses.

Entre os 42% que economizam dinheiro mensalmente, afirmam fazê-lo para fazer face a despesas imprevistas, para viajar e para o caso de perderem o emprego.

No entanto, 35% afirmam que poupam algum dinheiro a pensar na reforma e, neste âmbito, 63% investem as suas economias em contas poupança, um valor bastante elevado, quando comparado com o investimento em ações e participações (10%) ou a subscrição de títulos do Tesouro (15%), apesar da atual tendência em baixa das taxas de juro.

Relativamente ao âmbito familiar, 46% dos entrevistados portugueses acreditam que vão precisar de ajudar financeiramente os seus filhos, mesmo quando estes saírem de casa, 29% confessam que por razões financeiras os seus filhos não podem sair de casa tão cedo como desejariam e 27% defendem que os filhos vão ter maiores dificuldades financeiras do que eles.

As finanças também afetam a situação dos casais, pelo que 20% dos inquiridos em Portugal afirmam que as razões económicas são um dos motivos para manterem ou prolongarem o seu relacionamento, um valor ligeiramente menor do que o verificado no ano passado (24%).

Segundo o estudo, 58% dos inquiridos tem cartão de crédito, 26% gasta dinheiro regularmente em compras pela Internet, 33% fez este ano mais compras na Internet e 50% prefere receber as suas contas em formato digital.

No que respeita à emigração verificou-se, este ano, uma diminuição do número de pessoas que pondera sair do país (17%), face aos 40% no ano passado.

No caso de virem a optar por sair de Portugal, a maioria escolhe o Reino Unido (24%), a França (10%) e a Suíça (9%) como países de acolhimento.

Portugal está contemplado nas opções como destino de emigração de 11% dos franceses e de 5% dos suíços, o que se apresenta como novidade nas conclusões deste trabalho.

A Intrum Justitia é uma consultora europeia de serviços de gestão de crédito e cobranças.

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