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sábado, 14 de janeiro de 2017

Centenas de gambianos chegaram à Guiné-Bissau


O número de entradas de gambianos na Guiné-Bissau pode estar relacionado com a situação da Gâmbia.

Na última semana entraram na Guiné-Bissau "cerca de 500 pessoas” provenientes da Gâmbia, segundo os dados atualizados à DW por Janaina Galvão, oficial de soluções duradouras do gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Guiné-Bissau.

Para já não há muitos detalhes sobre o perfil destas pessoas que entram no país:”não temos informação se são somente gambianos ou guineenses que residiam na Gâmbia”, explica a responsável do ACNUR.

Casa de amigos e familiares

O ACNUR acredita que as pessoas que estão a chegar à Guiné-Bissau estão a alojar-se em "casa de amigos ou familiares”.

Segundo Janaina Galvão, "são pessoas que têm até ao momento algum tipo de contactos já na Guiné-Bissau, alguns familiares, ou são gambianos com antecedentes guineenses”. Uma possibilidade justificada pelo facto de essas pessoas se estarem a dirigir "já para as regiões de Bafatá, de Buba ou Bissau”.

Incertezas políticas podem justificar fluxo

As incertezas políticas vividas na Gâmbia podem justificar este elevado número de entradas na Guiné-Bissau em um curto espaço de tempo. O Presidente Yahya Jammeh recusa-se a deixar o poder. A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinha ameaçado com uma intervenção militar no país, caso o Presidente cessante não abandone o poder até ao próximo dia 19 de janeiro.

Janaina Galvão ressalva que a instabilidade na Gâmbia pode ser um motivo para a situação registada na Guiné-Bissau. "Imaginamos que esteja relacionada com a situação de instabilidade mas não temos informações sobre o motivo específico de que cada uma delas”.

Avaliar a situação

O ACNUR está já em campo a avaliar a realidade das fronteiras da Guiné-Bissau. Uma missão foi enviada para recolher informações sobre a intensidade do movimento de entradas e identificar possíveis locais de acolhimento, caso venha a ser for necessário.

O gabinete da organização está a trabalhar em conjunto com a Comissão de Apoio aos Refugiados na Guiné-Bissau. O secretário executivo da comissão é que, esta semana, denunciou o caso. À Agência Lusa, Tibna Sambé Na Wana dava conta que 414 pessoas entraram "pelo posto de Djegue, em São Domingos”, na fronteira com o Senegal, entre os dias 6 e 9 de janeiro.

Marta Melo – Deutsche Welle

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