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sábado, 8 de abril de 2017

Angola. GARANTIDO O LIVRE ACESSO AO VOTO


Guilhermino Alberto – Jornal de Angola, opinião*

Terminou sexta-feira o processo de registo eleitoral. Durante sete meses, com uma pequena pausa na quadra festiva, o Ministério da Administração do Território (MAT) fez o melhor para dar ao cidadão os instrumentos necessários para poder exercer, pela quarta vez consecutiva, o seu direito de voto em Agosto próximo.

Mesmo em tempo de grandes apertos económicos,  foram mobilizados extraordinários recursos humanos, financeiros e materiais para levar o documento de acesso ao voto a todo o cidadão com capacidade eleitoral activa. Os recursos, sempre limitados para necessidades ilimitadas, não foram poupados. Milhares de milhões de kwanzas foram gastos para ultrapassar a fasquia dos nove milhões de votantes, num esforço extraordinário para que o cidadão eleitor decida escolher em Agosto, de forma livre, transparente e em sã consciência, o Presidente da República, o Vice-Presidente e os deputados à Assembleia Nacional.

Tudo, mas absolutamente tudo, as autoridades procuraram fazer para que todos possamos em Agosto exercer esse direito cívico e patriótico sem constrangimentos. Por tudo isso, aqui fica publicamente expresso o nosso reconhecimento pelo extraordinário trabalho feito pela equipa mobilizada pelo MAT, que não poupou esforços para que o direito ao voto chegue às zonas mais recônditas do nosso grande país. E seja um facto a consolidação da Democracia, através do voto livre e consciente.

O esforço foi extraordinário e estamos, por isso, todos de parabéns, incluindo todos aqueles críticos que não deixaram de atirar farpas para questionar a transparência de um processo que pode ser facilmente verificável pelos eleitores e pelos principais actores políticos, concorrentes ao poder, através da confirmação em tempo real dos dados do registo. Tudo pode ser feito ao toque de um clic.

Estão também de parabéns os retardatários. Os muitos de nós que temos o velho e péssimo hábito de deixar tudo para depois, como se o tempo fosse um recurso renovável. E abrimos aqui um parêntesis para dizer que até às 22 horas de sexta-feira, os atrasados, aqueles que atiram sempre as culpas para cima do vizinho ou das autoridades, estavam aos magotes no Nosso Centro  do Morro Bento, em Luanda, e noutros postos de registo disseminados pelo país. Todos com a velha e esfarrapada desculpa de que o Governo devia dar mais tempo para as pessoas prepararem bem as coisas. A culpa pelo atraso nunca é nossa. É sempre dos outros.

Poucos, mas muito poucos mesmo, se lembraram de reconhecer o trabalho gigantesco  que estava a ser feito pelos jovens brigadistas e pelas autoridades ao desdobrarem equipas técnicas para que ninguém ficasse sem o cartão de eleitor. Sem reclamações, as equipas do MAT ficaram  sexta-feira nos seus postos de trabalho, até altas horas da noite, para que o último da fila pudesse dali sair com o cartão de eleitor.

E não porque faltassem brigadas de registo instaladas um pouco por todos os bairros do país. Durante sete meses todo esse trabalho era feito tanto por brigadas móveis como fixas. Quantos de nós não fizemos o nosso registo através de brigadas móveis que se deslocaram ao nosso local de trabalho ou de estudo? Quantos? Foram muitos por esta Angola fora. Mesmo com publicidade redobrada muitos postos de registo estavam às moscas nos primeiros meses deste ano.

Apesar de não faltarem agora os críticos de plantão, que nas redes sociais vão debitando o seu fel, a verdade é que tudo foi feito pela Administração Publica para o livre acesso ao voto. Dizer o contrário, apenas para dar nas vistas, é puro exercício de maldade.

Deixemos que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) faça agora a sua parte, porque o MAT fez a sua e muito bem.

PS: Já agora aqui  fica um alerta aos retardatários. O pagamento da Taxa de Circulação foi prorrogado. Que o façam no devido tempo e não obriguem as autoridades à tomada de medidas excepcionais. Se cada um fizer a sua parte, pagando os impostos devidos ao Estado, que afinal somos todos nós, saímos todos a ganhar.

* em A Palavra ao Diretor

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