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quinta-feira, 11 de maio de 2017

TRUMP NÃO. VAMOS AO “MATA LEÃO” E LESÕES CEREBRAIS QUE PODE CAUSAR & OUTRAS


Trump. Trump e mais Trump. Que fartum de que padecemos por via dos ditos e feitos da avantesma que é presidente do império em queda. Não, hoje não vamos por aí.

“Mata Leão” não é o tema de abertura deste Expresso Curto mas Henrique Monteiro, que hoje serve a cafeína, vai lá – ao triste assunto do triste agente de autoridade que é da GNR. A ação do agente foi feia de mais para ser classificada de merecedora de um louvor, como explicita o sindicato da corporação que só por si tem tristes histórias do passado, incluindo assassinatos (Catarina Eufémia, p.ex.) e isso são nódoas que nem o melhor detergente anula. São outros tempos, sabemos. A GNR está hoje de cara mais lavada, até merece ser louvada em muitas ações de proteção e bem-estar das comunidades que serve, sem dúvida, mas os seus agentes têm de usar métodos compatíveis com os padrões de um país que se quer regido por ações inteligentes e de respeito pelos cidadãos, mesmo agindo contra os prevaricadores. A prática do “Mata Leão” não deve ser usada por aqueles a quem pagamos para nos protegerem, muito menos quando os prevaricadores não agem de forma violenta, como foi o caso no Montijo. Além disso, sabem por acaso que o “Mata Leão” pode causar lesões cerebrais graves? Como é que tal ação de controle daquela situação de alegada prevaricação está prevista nos procedimentos das forças de segurança?

Imagine-se que a ação do agente, praticando o “Mata Leão”, traria sequelas graves a nível de lesões cerebrais do “criminoso verbal”. E por isso, a quem não agiu violentamente mas sim verbalmente, é legitimo causar um mal maior para o calar, para o controlar? Se o agente da GNR considerou que a falta cometida pelo individuo carecia de controle e até de eventual procedimento criminal o que tinha de fazer era algemá-lo e detê-lo. Como não estava de serviço, provavelmente, não possuía algemas consigo. Pois então só tinha de solicitar a presença de agentes de serviço que tivessem as condições adequadas para imobilizar, deter e levar o indivíduo. Simples, em vez de optar por assumir a tarefa de ser o tampão às palavras e ação vídeo do prevaricador. A liberdade de expressão existe, está consagrada constitucionalmente, assim como as consequências criminais do que é dito., se for caso disso. Ninguém tem autoridade para calar à força, violentamente, os cidadãos. O que existe é eventual desrespeito pela autoridade ou outros e isso tem procedimentos legais que conduzem à punição adequada. A democracia é isso, o respeito pelos princípios constitucionais, pela lei, é isso. Nenhum agente tem direito a usar de violência física para quem não usa tal violência mas somente e eventualmente a verbal, como é o caso no que se vê.

Quanto ao sindicato e a opinião de louvar o agente pelo que fez… Provavelmente até é um bom homem e um bom agente, mas na situação a que assistimos cometeu uma grande argolada, grande e feia, e, sobretudo, perigosa. Louvem-no pelo que fez de bem, não por este triste caso e triste procedimento do uso do “Mata Leão”.

Saberão os que usam aquele método que em Inglaterra o “Mata Leão foi muito usado na brincadeira por alunos em escolas porque – ao que é dito – viram usar esse método? Sabiam que depois da tal “brincadeira da miudagem”, por indução, se registaram problemas cerebrais graves em alguns jovens? Esperemos que a ação do agente e respetiva publicidade não traga problemas maiores para a juventude portuguesa.

Toda a situação está subordinada a inquéritos no caso do Montijo, pretende-se que seja justa e punitiva para os intervenientes que não estiveram bem e violaram a lei, mas também princípios básicos dos direitos legais dos cidadãos (pelo visto). E acabe-se com o “Mata Leão”, não se brinque com o fogo por dá cá aquela palha. Saiba mais, se continuar a ler.

CT ! PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto 

Henrique Monteiro | Expresso

Quando passou o susto de Marine Le Pen, renasce o susto de Trump.

O modo como despediu o diretor do FBI é mais do que suspeito… é qualquer coisa que faz lembrar o passado. Chamam-lhe a matança de terça, porque foi há dois dias que o assunto veio a público. E porquê?

O The New York Times afirma não ter dúvidas de que James Comey, o diretor do FBI despedido por Trump, tinha pedido há dias mais verba e mais meios para investigar as eventuais conexões do presidente com a Rússia. O Governo de Trump já desmentiu, mas o jornal mantém a história e mostra a curta carta de adeus de Comey ao pessoal do FBI..

Antes de Trump só Richard Nixon se atreveu a demitir um diretor do FBI que investigava o Presidente. Foi durante o caso Watergate, numa sequência que ficou conhecida como o massacre de sábado à noite. Como se sabe, Nixon acabou mal, obrigado a demitir-se. A CNN compara os casos.e Beverly Gage, no NYT deixa a interrogação: será que esta ação inédita do Presidente vai criar outra 'garganta funda' (como ficou conhecido o informador secreto do escândalo Watergate)?

Entretanto, o senado notificou Michael Flynn, o conselheiro de Segurança de Trump, obrigado a demitir-se em fevereiro por não ter revelado em toda a extensão a natureza das suas relações com a embaixada russa. O comité que superintende os serviços secretos exige legalmente que todos os documentos relacionados com os contactos com Moscovo sejam mostrados, como já havia pedido a bem, e sem sucesso, em abril passado.
A Rússia, também acusada de interferir nas eleições francesas, a favor de Le Pen, já veio dizer que se trata de um assunto interno americano.

Pois.

OUTRAS NOTÍCIAS


O caso do homem detido na Repartição de Finanças do Montijo, que depois de imobilizado ficou momentaneamente sem sentidos, devido a um golpe de um agente da Guarda Nacional Republicana à paisana, tem muito que se lhe diga. Foi uma ação proporcional, ou não? Que cada um avalie, mas há regulamentos explícitos e, aparentemente, o cidadão (brasileiro) a ter agredido alguém só o fez verbalmente, o que não daria direito ao uso da força. Porém, contra ele, tem o facto de ter sido avisado durante 15 minutos, pelo próprio agente, fora das instalações, de que não poderia proceder do modo que estava a fazer. Felizmente há inquéritos, juízes e organismos especializados para dirimir estes casos. A nós cabe dar as informações e não julgar. O sindicato da GNR quer um louvor para o agente, mas o cidadão apresentou queixa do GNR, depois de ter ido a tribunal que lhe fixou termo de identidade e residência. O Ministério Público dispõe-se a investigar tudo.

Já o Papa Francisco, considerando-se um pecador entre os pecadores, gravou uma mensagem para os portugueses. Simpaticamente, como se pode ver seguindo o link, diz, em português com sotaque argentino, que não pode ir a todo o lado, mas que conta connosco. É já amanhã que chega à base de Monte Real e parte daí, de helicóptero para o Santuário de Fátima. Desde ontem as fronteiras estão fechadas, mas no último balanço feito pelas autoridades, ontem ao fim da tarde. de 11500 pessoas inspeccionadas só 10 foram impedidas de entrar, devido a a falta de identificação.

O nível de emprego subiu e há mais cerca de 140 mil trabalhadores. Quase todos contabilizados pelas entradas para o quadro e pelo boom do turismo. Porém, de acordo com o DN de hoje os salários só cresceram 1,6%

A greve dos médicos, que se prolonga por hoje, teve uma adesão de 90%, dizem as organizações que representam os clínicos. E sim, estão dispostos a voltar à negociação amanhã, apesar de sublinharem a “incompetência do Governo” – mas não é amanhã que há tolerância de ponto? Eis algo a seguir com atenção.

A líder do CDS, Assunção Cristas (que é também candidata à Câmara da capital), quer 20 novas estações de metro em Lisboa. Disse-o ontem num debate parlamentar em que o primeiro-ministro se mostrou tão otimista como seria de prever.

Facto inédito foi uma avaria no abastecimento de combustível dos aviões ter provocado um enorme caos no aeroporto de Lisboa. Durante a noite o assunto foi resolvido e realizaram-se voos para recuperar os atrasos

E o Porto, para não se ficar a rir, teve uma avaria generalizada nos semáforos que provocou o caos no trânsito.

Em França vão existir novos movimentos. Benoît Hamon vai fazer um dentro do PS, espécie de ala esquerda, uma vez que as suas propostas foram parar ao lixo; entretanto, um grupo de dirigentes socialistas escreveu no diário Le Monde um manifesto intitulado Dès Demain (A partir de amanhã), de cunho europeísta enquanto Manuel Valls, o ex-primeiro-ministro socialista derrotado nas primárias que se ofereceu despudoradamente a Macron, pode ser expulso; Mélenchon candidata-se contra o PS e tem problemas com o PCF, e Macron organiza o seu République En Marche. Sim as eleições do mês que vem prometem muito.

No Brasil, Lula da Silva começou a ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro a propósito do Lavajato. Este último é, segundo as sondagens, o único homem que naquele enorme país é capaz de bater o ex-Presidente em eleições..A cidade de Curitiba, onde decorreu a audiência foi alvo de diversas manifestações.

A Apple bateu mais um recorde. Tornou-se a empresa cotada em bolsa mais valiosa de sempre. Se continuar a este ritmo chega bilião de dólares de valor no final deste ano (são 918 mil milhões de euros, aproximadamente cinco vezes o valor do PIB português).

Depois da Juventus foi a vez do Real Madrid, ou melhor o Real de Zidane e Benzema se lermos na imprensa francesa. Apesar de ter perdido 2-1 com o Atlético madrileno, vulgo colchoneros, o Real de Ronaldo (versão portuguesa) vai encontrar 'A velha senhora'. Isto em português diz-se que Juventus e Real Madrid jogam a final da Liga dos Campeões. É dia 3 de junho, em Cardiff, País de Gales. A quinta final da Liga para Ronaldo; a 15ª para o Real.

E um caso tremendo faz manchete em desportivos e tem destaque em jornais como o Correio da Manhã ou o Jornal de Notícias: os diretores de comunicação do Sporting e do Porto encontraram-se em segredo.

FRASES

“Perdi o meu bebé, ela afogou-se, mas Deus não me permitiu morrer… Quero dizer aos meus compatriotas… para não virem, não é fácil chegar aqui… O mar não é amigo, muitas coisas acontecem”, sobrevivente de um naufrágio, segunda-feira, no Mediterrâneo que pediu à Reuters para ser identificada pelas iniciais S.J. Em dois barcos morreram nesse dia 245 pessoas, das 1300 que já faleceram este ano, segundo o ACNUR

“Despedi-o porque não estava a fazer um bom trabalho”, Donald Trump sobre a demissão do diretor do FBI James Comey

“Isto é um grotesco abuso de poder” Jeffrey Toobin, principal comentador de casos legais da CNN

“Os problemas económicos da França são três: baixo emprego, baixo crescimento e uma enorme escalada da despesa pública”, Martin Wolf, editorialista do Financial Times, ainda sobre os desafios de Macron

"Se eu tiver que mentir para vocês, prefiro que um ônibus me atropele em qualquer esquina", Lula da Silva, depois de ter sido ouvido pelo juiz Sérgio Moro, no caso Lavajato

O QUE EU ANDO A LER

Não entendam isto como clubite, obrigação, graxa ou promoção. Mas ando a ler um livro de um colega da Impresa, cara conhecida da SIC – Rodrigo Guedes de Carvalho. Posso dizer que, em minha opinião, entre aqueles que podemos considerar vedetas de televisão que escrevem romances ele me parece o mais sólido, o que melhor escreve. Acresce que é bastante culto e não sei se isso o prejudica. Sei, também, que é difícil para muitos acreditar que se pode ter mais de um talento na vida e, assim sendo, quem apresenta o ‘Jornal da Noite’ não pode ser um escritor ‘sério’. Terminadas estas advertências vamos ao quinto romance, saído 10 anos depois do quarto (‘Canário’), que talvez tenha sido o melhor de todos (ainda não cheguei ao fim destas 468 páginas com entrelinha e corpo de letra generosos). Este, ‘Pianista de Hotel’ (profissão pela qual eu poderia ter optado, juro) chamou-me pelo título, embora o título possa ser enganador para quem pensa encontrar aqui a vida (triste) de alguém que toca para quem o não ouve. Aliás o livro começa por falar num instrumento estranho – a melódica – que é um teclado de sopro, mas enfim, passemos à frente. O que interessa – ou o que me interessa – é o poder redentor da música. Um dia, António Mega Ferreira, após uma doença que quase o levou, disse que tinha sido a música a salvá-lo. Jamais me esqueci dessa frase. E não sei se Rodrigo a ouviu. Apenas sei que a aplicou na sua escrita. Resta dizer que o livro foi editado D. Quixote, que é da Leya e que, para já vale a pena. Não cuido que me desiluda nas páginas que me restam.

E pronto, aqui fica o Expresso Curto de hoje. Já sabem que logo às 18 horas terão o Expresso Diário e amanhã, à mesma hora, de novo o Curto, servido por Ricardo Costa. Ao longo do dia www.expresso.pt dá-lhe todos os pormenores à medida que caminhamos para um fim de semana alucinante. Fátima (e o Papa Francisco); Futebol e… bem é o Salvador Sobral na final do Festival da Canção. Há de tudo – e esperamos não falhar nada.

Bom dia!

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