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terça-feira, 4 de julho de 2017

MALANDROS, RESPEITEM SUA EXCELÊNCIA O POVO



Raul Diniz, opinião

Os militantes do MPLA não têm outra saída senão a de responsabilizar a gestão de 42 como reprovada. Não existe outra saída que ajude amenizar a situação em que JES e o MPLA relegaram o povo a situação deplorável de miséria.  A que ter coragem e deliberar que o PR é inegavelmente corrupto, em seguida responsabiliza-lo como um gestor promiscuo e deploravelmente incompetente. A demanda da corrupção é insanável, e extremamente perigosa por ter havido vontade reprimível em tempo útil.

Sua excelência o povo, nunca foi dado nem achado, sequer foi alguma vez ouvido pelo regime e muito menos pelo PR. Existe em Angola um regime criado a imagem da figura sinistra do ditador infame, que não mede esforços para reprimir o cidadão com medo de ser desafiado a melhorar a gestão da coisa publica.

Senhores empoderados do regime, entendam de uma vez por todas que, não existe democracia sem politica, nem há politica sem debate, sendo assim, não pode haver debate sem opinião. Isso só para reafirmar que não existe verdade politica na campanha eleitoral do meu partido, no MPLA, existe isto sim um exagerado seguidismo dos bajús em busca de benesses. Para agravar ainda mais a situação, não existe no MPLA uma liderança forte e carismática. Por outro lado, o debate politico pereceu, e no seu lugar foi activada a endemia da mentira do herói vivo JES, qual Gangula… até presidente emérito tentaram enfiar-nos goela dentro, mas dessa vez de vergonha em vergonha desconseguir nos obrigar a engolir mais essa.

O país esta em campanha eleitoral, mas pelos vistos o único partido que em 42 anos governa o país, não trouxe nada de inovador, até agora nada de importância relevante foi dito na campanha de João Lourenço.

A começar pela inexistência de afrontoso debate publico-politico, onde as partes se defrontem para esclarecer o eleitor proporcionando-o a escolher livremente quem deseja que o represente e administre a coisa publica.

Todo esforço do regime é o de fugir a todo custo do debate frontal com os seus adversários políticos, a isso se chama vergonhosamente de arrogância, a fuga ao debate visa tão-somente blindar a fraude posta já em marcha com a clara e vergonhosa conivência de um conhecido líder da oposição. Hoje só a UNITA tem condições claras de dizer não a fraude, e ainda a de negar-se a engolir mais um sapo desta vez chamado João Lourenço, o aprendiz de feiticeiro. A UNITA terá de que dizer ao regime, desta vez não, além de reagir frontalmente em conformidade sem medo.

O MPLA conseguiu até enganar muitos cidadãos por um longo tempo com aldrabices a mistura, no caso de Angola duram já 42 anos seguidos de mentiras enganosas esfaceladas. Porém não é possível enganar todos sempre e eternamente. Um dia o povo iria despertar, e esse dia chegou. É verificável a olhos nus, que hoje a indignação do povo se generalizou, o povo reclama hoje em voz alta, sem medo das ameaças do que foi no passado bicho papão JES/MPLA.

A imprensa do estado supercontrolada de perto pelo MPLA, tem por natureza, a ingrata missão de difundir a mentira e sobretudo tentar confundir o pacato cidadão desinformado. Porem, a habitual barulheira propagandística dos meios de comunicação ao serviço da ditadura tem apenas o pendor de favorecer o candidato do MPLA.  Esses meios de (des)informação não interagem positivamente em favor da maioria dos angolanos, ela se traduz numa informação desprezível, e por isso depreciável e também inviável, porque se tornaram um modelo apodrecido e envelhecido, essa comunicação possui uma retórica auditiva inócua.

Pessoalmente prefiro o barulho de uma imprensa barulhenta, mas, livre de qualquer tipo de mordaça, aceito mais facilmente a estreiteza dos caminhos pouco ortodoxos da extrapolação publicista da expectante imprensa fatalista, a uma imprensa silenciada pela frieza de tesouradas esquemáticas da censura sórdida, impostas pelo controlo inebriante do regime déspota amedrontado.

Não cabe ao estado controlar a liberdade de expressão, nenhuma democracia deixa os seus cidadãos propositadamente desinformados, é indecoroso que o estado delimite as fronteiras da liberdade de expressão. Ao contrario disso, cabe ao estado sim proteger e promover a liberdade de expressão, e, ainda garantir esse direito constitucional ao cidadão. Malandros respeitem sem imposições a vontade de sua excelência o povo.

Reafirmo minha divergência politica com José Eduardo dos Santos, e clarifico o meu pensamento, quando me refiro a necessidade de se rediscutir Angola. Angola estará sem um futuro se continuarmos com essa farsante democracia a um só tempo, não temos um sistema politico viável sustentável e coeso. No ponto de vista do meu partido MPLA, o povo somente é soberano no ato da votação, após votação a soberania é transferida para cidade alta e ponto final. Isso tem um nome, chama-se sabedoria saloia.

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