domingo, 4 de novembro de 2012

Portugal: PS não será cúmplice da criação de um Estado 'low cost' - Seguro

 

AMF - MBA
 
Viseu, 04 nov (Lusa) - O secretário-geral do PS, António José Seguro, avisou hoje o primeiro-ministro que o seu partido não será cúmplice na criação de um Estado 'low cost' para os portugueses.
 
Ao intervir em Viseu, na sessão de encerramento do XVIII Congresso Nacional da Juventude Socialista, António José Seguro defendeu que "a proteção social não é um capricho dos socialistas", mas "uma necessidade de toda a sociedade portuguesa" para manter a coesão social e combater as desigualdades sociais.
 
Na sua opinião, "é isso que está em causa, não é um exercício de contabilidade numa folha de excel" e, por isso, apelou à mobilização dos jovens portugueses para este combate.
 
"Este não é um exercício de contabilidade, é uma opção política determinante para o futuro de Portugal. E desengane-se o primeiro-ministro se espera que o PS seja cúmplice da criação em Portugal de um Estado estilo 'low cost' para portugueses", frisou.
 
O líder socialista considera falsa a ideia de que não há alternativa à austeridade, apesar de reconhecer que se vive "uma situação de grande emergência" em Portugal.
 
"Tenho consciência da dificuldade do caminho que temos de prosseguir. Nós temos um caminho estreito, mas temos um caminho diferente para mobilizar os portugueses, de modo a sairmos desta crise e construirmos um país diferente", garantiu.
 
António José Seguro exemplificou com propostas concretas que o PS tem apresentado, como a criação de uma linha de crédito para pequenas e médias empresas, o uso dos fundos estruturais para programas de reabilitação urbana, de modo a preservar empresas de construção civil, a redução dos custos de energia e a criação de um banco público de fomento que ajude a economia, e lamentou que o Governo tenha fechado "os horizontes da juventude portuguesa", retirando-lhes a esperança e confiança e não lhes apontando outro caminho a não ser o da emigração.
 
"Nós consideramos isto inaceitável", afirmou, reiterando que "é colocando a prioridade no emprego e no crescimento económico" que Portugal sairá da crise e, simultaneamente, se dá "confiança e esperança aos jovens e a todos os portugueses".
 
António José Seguro mostrou-se indignado por "um primeiro-ministro que pediu tantos sacrifícios aos portugueses, cujos resultados falharam", não ter "nada para dizer aos portugueses", nomeadamente "lhes pedir desculpa" e "reconhecer o seu erro".
 
"O primeiro-ministro insistiu no mesmo erro e propõe para 2013 um orçamento ainda mais restritivo e quer-nos convencer que essa é que é a receita", lamentou, garantindo que os socialistas não serão "cúmplices da sua receita de empobrecimento do país, que conduz ao desastre, à tragédia".
 
António José Seguro disse aos jovens socialistas presentes que conta com a sua mobilização para mudar de política: "Ajudem-nos a construir um país melhor, moderno, europeu, solidário, que não deixe nenhum português para trás. Nós não abandonaremos nenhum português", garantiu, aludindo ao lema "ninguém fica para trás" do novo presidente da JS, João Torres.
 

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