segunda-feira, 3 de junho de 2019

China apela a jovens para avaliarem riscos antes de irem estudar para EUA


A China apelou hoje aos estudantes para que "reforcem a sua avaliação dos riscos" antes de decidirem ir estudar para os Estados Unidos, na sequência de recentes restrições e recusa de vistos a cidadãos chineses.

O ministério chinês da Educação pediu, em comunicado hoje divulgado, aos estudantes que "pensem bem na necessidade de tomar precauções e fazer preparativos adequados" antes de irem para os Estados Unidos.

O apelo surge num contexto de guerra comercial entre Pequim e Washington e de crescente desconfiança dos EUA face à entrada de estudantes e investigadores chineses.

No mês passado, os republicanos apresentaram ao Congresso um projeto de lei para impedir a obtenção de um visto de estudante para entrada no país a qualquer pessoa ligada ao exército chinês, o que suscitou de imediato protestos da China.



O ministério chinês da Educação denunciou ainda várias dificuldades colocadas pelos Estados Unidos perante a apresentação de um pedido de visa, como o aumento do tempo de processamento, a redução do prazo de validade e o aumento do número de recusas.

"Isto afeta todos os chineses que estudam nos Estados Unidos e também os que aí terminaram com sucesso os seus estudos", refere o ministério no seu site.

A proposta de lei apresentada ao Congresso pede a Washington que estabeleça uma lista de instituições científicas e de engenharia ligadas ao exército chinês cujos empregados ou investigadores patrocinados não podem obter visa de estudante ou investigador.

O jornal norte-americano The New York Times já tinha avançado, em abril, que as autoridades americanas tinham começado a recusar acesso ao país a alguns chineses suspeitos de terem ligações aos serviços de informações do seu país.

Cerca de 360 mil chineses estão atualmente a estudar nos Estados Unidos, de acordo com estatísticas citadas em março pela agência oficial de notícias chinesa.

Lusa | em Notícias ao Minuto | Foto: Reuters

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