A Economist Intelligence Unit
(EIU) considera que a redução na produção de petróleo vai fazer a Guiné
Equatorial aprofundar as relações com a Arábia Saudita e outros países do Golfo,
para além dos vizinhos regionais.
A redução na produção de petróleo
vai fazer a Guiné Equatorial aprofundar as relações com a Arábia Saudita e
outros países do Golfo, para além dos vizinhos regionais, considera a Economist
Intelligence Unit (EIU).
"Esperamos que as relações
comerciais com a Arábia Saudita e outros estados do Golfo sejam aprofundadas,
mas o difícil ambiente operacional na Guiné Equatorial vai impedir um aumento
significativo nos fluxos de investimento ou de crédito externos", escrevem
os peritos da unidade de análise da revista britânica The Economist.
"Num contexto de pressões económicas
intensas e descontentamento político, o regime vai procurar fortalecer as suas
relações internacionais", a começar pelos países vizinhos regionais da
Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC), que separadamente
procuram obter apoio do Fundo Monetário Internacional para relançar as
economias.
"No entanto, reconstruir as
relações com as instituições ocidentais vai ser um processo lento e a maioria
dos governos europeus vai tentar manter distância", com a França, com quem
a relação vai ser "particularmente tensa" devido ao processo judicial
contra 'Teodorin' Obiang, um dos filhos do Presidente, e com os Estados Unidos
da América, com um relacionamento "distante" devido à redução da
procura de petróleo equatoguineense devido ao aumento da produção de petróleo e
gás de xisto.
Na análise da EIU às prioridades
das relações internacionais da Guiné Equatorial não é feita qualquer referência
ao facto de o país ser um membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa
desde 2014.
Jornal de Negócios | Lusa
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