sábado, 19 de maio de 2012

Portugal: JUSTIÇA - CASO DUARTE LIMA

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Desmantelada rede responsável por fraude milionária

Público – ontem

O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) Carlos Alexandre começou esta sexta-feira a interrogar os quatro detidos ligados à rede de evasão fiscal e lavagem de dinheiro desmantelada ontem, disse fonte judicial

Uma grande operação conduzida pelo juiz Carlos Alexandre levou a desmantelar uma rede de fuga ao fisco e de lavagem de dinheiro que operava em Portugal. Na quinta-feira foram feitas buscas em bancos e casas, diligências que irão continuar nesta sexta-feira.

De acordo com o semanário Sol, foram detidos no Porto quatro líderes da rede, que teria entre os clientes Duarte Lima, que está em prisão preventiva. Segundo o jornal Correio da Manhã, terá sido a confissão de Duarte Lima – que deverá passar para prisão domiciliária neste fim-de-semana – a permitir a detenção destas quatro pessoas.

O caso da fraude milionária está a ser investigado pelo procurador Rosário Teixeira, o mesmo que na quarta-feira ouviu Lima e decidiu a sua passagem para prisão domiciliária.

Em causa, conta nesta sexta-feira o semanário Sol, está uma rede suíça que proporcionava a evasão fiscal e o branqueamento de capitais portugueses – fraude que se calcula atingir mil milhões de euros.

A investigação liderada pela Inspecção Tributária de Braga e do Porto conduziu até à identificação de três sócios de uma empresa suíça, a Akoya Asset Management, que oficialmente geriam fortunas de clientes portugueses, mas que, segundo o mesmo semanário, na verdade agenciavam clientes para bancos na Suíça e actuavam como testas-de-ferro, criando empresas offshore nas quais era colocado o capital, para iludir o fisco.

Entre os portugueses que utilizariam os serviços desta rede encontram-se empresários, advogados e alguns políticos, acrescenta o Sol. Terá sido por esta via que Duarte Lima fez circular os dez milhões de euros da suposta burla ao BPN e pela qual está a contas com a justiça portuguesa, aguardando julgamento.

O alegado cabecilha desta rede – que incluía um intermediário português igualmente detido na quinta-feira – é um ex-director executivo do banco UBS. Os quatro detidos, incluindo o colaborador português – conhecido pela alcunha Zé Medalhas por aparentemente viver da exploração de uma loja de medalhas –, serão ouvidos nesta sexta-feira pelo juiz Carlos Alexandre.

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