MSE - Lusa
Díli, 25 jun (Lusa) - A presidente do Partido de Unidade Nacional (PUN) de Timor-Leste, Fernanda Borges, afirmou em entrevista à agência Lusa que as eleições legislativas de 07 de julho são uma oportunidade para mudar um Governo "cheio de corrupção".
"Agora é o tempo da mudança. A alternativa tem de sair desta eleição. Nós não podemos continuar com um Governo cheio de corrupção", afirmou a deputada Fernanda Borges.
Nas eleições legislativas de 2007, o PUN obteve 4,55 por cento dos votos e conseguiu eleger 3 deputados para o parlamento nacional.
"É um Governo que não está a prestar serviços básicos ao povo para eliminar a pobreza, é um governo que não está a criar emprego porque não está a facilitar o setor privado de fora e de dentro para poder trabalhar num espírito de desenvolvimento", afirmou a ex-ministra das Finanças.
Segundo Fernanda Borges, a alternativa tem de ser realizada em 2012 e o PUN está a preparar-se para ajudar o "povo a sair da pobreza" através de um compromisso para "limpar o Estado da corrupção e facilitar o processo à justiça".
"O Estado de Direito tem de funcionar em Timor-Leste. Os direitos humanos que lutamos tantos anos para conseguir têm de ser promovidos continuamente e têm de ser respeitados em tudo o que fazemos", disse, destacando o direito à educação, saúde, habitação e água potável.
"Estas coisas formam-se nos direitos fundamentais de um povo que ainda não conseguimos", salientou.
Fernanda Borges é uma das 18 mulheres entre os 65 deputados que integram o parlamento timorense.
Questionada pela Lusa sobre o papel reservado à mulher na sociedade timorense, a deputada afirmou que há "atitudes paternalistas que precisam de ser reduzidas" e aumentar a confiança das mulheres.
"Jovens mulheres, mulheres timorenses têm muita força e é essa força de que Timor precisa para mudar", afirmou.
No programa que tem apresentado aos eleitores timorenses, o PUN defende um Governo com competência para acabar com a corrupção e a aplicação de programas de desenvolvimento para acabar com a pobreza e fomentar o crescimento económico.
"O nível e a qualidade de vida aqui em Timor é muito reduzido e não existe para as pessoas nas montanhas e é nisto que o PUN quer fazer a diferença", concluiu.
Às legislativas timorenses concorrem 21 partidos e coligações. A campanha eleitoral termina a 04 de julho.
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