segunda-feira, 25 de julho de 2016

ERA UMA VEZ… A FRAUDE ELEITORAL CHAMADA TROVOADA EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE

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Hoje o Tribunal Constitucional de S. Tomé e Príncipe anda às voltas com os votos e a fraude eleitoral que tem sido ponto de destaque nos órgãos de comunicação social que estão para isso – é que há os que não estão para aí virados.

Por enquanto dispensamos de nossa lavra pôr mais na escrita no Página Global sobre o acontecimento que apelidamos indignadamente de cambalacho made in Trovoada – porque assim tem vindo a ser demonstrado por A mais B. Deixamos ao site do país, Téla Nón, a mostragem do dito cambalacho na viva voz de figuras públicas santomenses e registadas por Abel Veiga. Para se inteirar melhor dos pormenores, notícias e considerações anteriores pode sempre recorrer aos assuntos de S. Tomé e Príncipe AQUI publicados no PG.

Para já as transcrições do Téla Nón. (PG)

TC faz apuramento geral de votos na ausência de mandatários de Pinto e de Maria

O Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe, que funciona como Tribunal Eleitoral, está reunido desde a manhã de segunda – feira em serviço de apuramento geral dos votos expressos nas eleições presidenciais de 17 julho. Os mandatários das candidaturas de Maria das Neves e de Manuel Pinto da Costa não marcam presença na cerimónia que vai concluir com a publicação dos resultados definitivos das eleições presidenciais.

Note-se que tanto Pinto da Costa como Maria das Neves reclamam a anulação das eleições de 17 de Julho, consideradas pelos dois candidatos como extremamente fraudulenta. Os dois candidatos aguardam também o pronunciamento do Tribunal Constitucional sobre o recurso de impugnação das eleições, que submeteram logo após a publicação dos resultados provisórios pela Comissão Eleitoral Nacional.

MLSTP já retirou seus membros na CEN

Num comunicado o maior partido da oposição, anunciou que pôs fim a missão dos seus membros  na Comissão Eleitoral Nacional, O órgão que organiza e realiza as eleições em São Tomé e Príncipe é composto por elementos de todos os partidos com assento na Assembleia Nacional.

Pinto da Costa “continuar a participar num processo eleitoral tão viciado seria caucioná-lo”

O Presidente da República e candidato às eleições presidenciais, fez uma comunicação à nação esta manhã, onde descartou a possibilidade de concorrer a segunda volta das eleições. Tudo porque segundo Pinto da Costa , « o actual processo eleitoral está completamente viciado. Nesse contexto o Presidente da República em exercício, garante do normal funcionamento das instituições, garante do Estado de Direito Democrático não pode pactuar de maneira alguma com a situação», referiu o Chefe de Estado, na comunicação à nação feita no Morro da Trindade.

A actual Comissão Eleitoral Nacional, perdeu toda credibilidade, e constitui segundo Pinto da Costa, um dos obstáculos a continuidade da sua candidatura numa segunda volta. «A actual Comissão Eleitoral não esteve nem está a altura dos acontecimentos, e já não está em condições de presidir os actos eleitorais subsequentes, pelo que convido a Assembleia Nacional a assumir as suas responsabilidades», frisou.

Os Tribunais também são chamados pelo Presidente da República a se pronunciarem. «Convido igualmente as entidades competentes a se pronunciarem sobre a regularidade do acto eleitoral, nomeadamente decidindo sobre o pedido de anulação então formulado», confirmou Pinto da Costa.

O Ministério Público, não pode segundo o Presidente da República continuar impávido e sereno «como se nada se passasse».

Pinto da Costa rematou, « continuar a participar num processo eleitoral tão viciado seria caucioná-lo. Não o faço como candidato e muito menos como Presidente da República».

Por essas razões, o candidato e Presidente em exercício, declarou que «não participará na segunda volta das eleições ao cargo de Presidente da República de São Tomé e Príncipe».

Maria das Neves «Fraude Gigantesca»

Assim a candidata `s eleições presidenciais de 17 de Julho definiu o acto eleitoral, marcado pelo anúncio da CEN de vitória do candidato da ADI e pelo desmentido ao tal anúncio dias depois pela própria CEN. «Estamos perante um processo ardilosamente preparado e previamente anunciado, visando no essencial impor-nos uma vitória arrancada das urnas custe o que custasse e a primeira volta. Esta forma anti-democrática por isso fraudulenta, injusta e não transparente levou o partido no poder e o seu candidato a festejarem apressadamente uma vitória que só eles a tinham decidido», afirmou Maria das Neves.

A candidata que segundo os dados provisórios da CEN ficou no terceiro lugar, revelou uma série de situações anómalas detectadas durante o processo de apuramento distrital e no dia das eleições, que sustentam a denúncia de fraude gigantesca.

A CEN, anunciou os resultados provisórios com base em dados falsos. Numa das mesas de voto do distrito de Lembá, mais concretamente em Santa Catarina, foi atribuído a candidata apenas 1 voto. No entanto os trabalhos de recontagem e de apuramento distrital revelaram que Maria das Neves teve 117 votos naquela mesa de voto.

A candidata falou deste assunto, e revelou outros, nomeadamente que muitos votos atribuídos a ele, foram lançados ao lixo. Testemunhas filmaram, mas a polícia presente no local destruiu a filmagem. O cidadão que registou o caso insólito, vive agora sob ameaça de morte caso abra a boca, relatou Maria das Neves.

Maria das Neves que remeteu ao Tribunal Constitucional um processo de impugnação das eleições, aguarda serenamente pelo pronunciamento do Tribunal Eleitoral.

Abel Veiga – Téla Nón

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