quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Um momento especial



Victor Carvalho – Jornal de Notícias, opinião

Este ano as comemorações de mais um aniversário da Independência Nacional, o 41º , ocorreram num momento especialmente marcante na vida do país por estar em curso todo um esforço conjunto no sentido de se ultrapassarem os  constrangimentos que têm impedido o normal desenvolvimento da economia do país.

Mais do que se falar em reconciliação nacional e do tempo passado numa guerra que deixou marcas ainda hoje bem visíveis em todo o país, sobretudo no seu tecido económico, é importante que empenhemos todos os nossos esforços e energias no trabalho comum de dar corpo aos projectos traçados para que possamos recuperar o tempo perdido em disputas políticas e partidárias que apenas serviram para nos dividir e assim servir os interesses de quem não se habitua ao funcionamento do sistema democrático.

Só com uma evidente má vontade ou cegueira partidária é que se poderão colocar em causa os ganhos que advêm do fim da guerra, que apenas chegaram tarde ao país devido à insensatez de quem desafiou a vontade que o povo expressou nas urnas em 1992.

Esse atraso, que impediu que o país estivesse melhor preparado para fazer frente aos desafios que agora se colocam em virtude de uma conjuntura internacional particularmente adversa para economias ainda num inferior patamar de desenvolvimento, obrigou a que estejamos numa espécie de repetição daquilo que foram os esforços feitos após a proclamação da Independência Nacional, 41 anos atrás.

Agora, tal como em 1975, o povo dá mostras de conseguir ultrapassar a situação adversa resultando essa certeza dos sinais que já se percebem dos esforços que vêm sendo feitos nos últimos dois anos.

Aos poucos, na verdade, vão-se registando acentuadas melhorias no funcionamento da economia resultantes de uma estratégia conscientemente traçada e rigorosamente cumprida, não obstante a adversidade dela ter sido projectada em circunstâncias particularmente difíceis.

Contrariamente ao que sucedia há uns meses atrás, o sistema bancário já está a disponibilizar divisas para viagens, apoio a famílias e a estudantes que residem no estrangeiro.

Os preços dos principais produtos da cesta básica estão numa acentuada espiral de descida, ao mesmo  tempo que aos principais portos do país chegam constantemente bens alimentares que satisfarão as necessidades das famílias na quadra festiva que se avizinha rapidamente.

Os esforços que estão a ser feitos pelo sector da Energia e Águas abrem excelentes perspectivas para a redinamização da indústria nacional o que, paralelamente, vai servir para reduzir o desemprego e, consequentemente, aumentar a renda das famílias nacionais.

A chegada ao país de grandes quantidades de sementes e de fertilizantes deixa perceber que a produção nacional de bens agrícolas vai aumentar, o que significa dizer que as importações serão reduzidas, podendo as divisas que para isso seriam necessárias ser usadas para a satisfação de outras necessidades igualmente urgentes.

A Sonangol, um dos grandes dínamos da economia nacional, está a apresentar resultados bastante positivos na sua nova administração que, absurdamente, está a ser contestada não pela sua competência técnica ou profissional mas por mesquinhas questões de ordem política e que dizem bem do modo como actuam quem as despoletou.

Muitos outros resultados positivos que advêm das medidas atempadamente aplicadas pelo Executivo poderiam aqui ser reflectidas como factos capazes de consolidar o optimismo nacional num futuro imediato mais tranquilo.

É importante sublinhar também que a menos de um ano da realização de eleições todo o processo que enquadra a ida às urnas está a decorrer com toda a tranquilidade e dentro daquilo que são as normas impostas pela legislação atempadamente aprovada no Parlamento.

Por tudo isto, fica difícil entender algumas aves de mau agoiro que teimam em prosseguir uma campanha de intoxicação pública através de recurso a argumentos políticos que pecam por não terem sustentação prática.

É que, por muito que isso lhes custe, a realidade está aí, nua e crua, aos olhos de todos e dispensando mais qualquer comentário.

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