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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

PCP critica Governo por não reconhecer Assembleia Constituinte da Venezuela



O PCP defendeu esta quinta-feira que a posição do Governo é "contrária aos interesses da comunidade portuguesa" e à necessidade de "estabilidade política" no país.

Um dia depois de o Governo ter seguido a opção da União Europeia, de não reconhecer a Constituinte eleita no domingo, o PCP afirmou, em comunicado, que "a segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela implica a condenação das ações desestabilizadoras, terroristas e golpistas".

Os comunistas portugueses têm apoiado o Governo do presidente Nicolas Maduro e acusam os Estados Unidos e a União Europeia de contribuir "para alimentar atos de ingerência".

É uma "atitude de respeito pela soberania da Venezuela e da sua ordem constitucional e não a contribuição para alimentar atos de ingerência que, indisfarçadamente a administração norte-americana e a própria União Europeia prosseguem", que ajudará a "assegurar a normalização da situação" no país, lê-se no comunicado.

Logo na segunda-feira, o PCP saudou o "ato de afirmação democrática" da Venezuela nas eleições de domingo para a Assembleia Constituinte e exigiu que o Governo português tenha uma "atitude de respeito pela soberania" do país.

A União Europeia recusou, na quarta-feira, reconhecer a Assembleia Constituinteeleita no domingo na Venezuela e pediu que a "instalação efetiva" daquele órgão seja suspensa, de acordo com declarações da chefe da diplomacia, Federica Mogherini, em nome dos Estados-membros.

Também na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que Portugal, tal como os restantes países da União Europeia, não pode reconhecer a Assembleia Constituinte da Venezuela eleita domingo, a qual classificou de "um passo negativo".

Lusa | em TSF | Foto: Henry Romero/Reuters

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