segunda-feira, 9 de abril de 2018

TIMOR-LESTE | Número recorde de eleitores votam nas antecipadas de 12 de maio

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Díli, 09 abr (Lusa) - Um número recorde de eleitores, mais de 790 mil, vai poder votar nas eleições legislativas antecipadas de 12 de maio em Timor-Leste, dos quais mais de 30 mil foram somados aos cadernos eleitorais desde o sufrágio de junho de 2017.

Os dados provisórios foram hoje revelados por Acilino Manuel Branco, diretor-geral do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), que explicou à Lusa que dos 30 mil novos eleitores, cerca de 3.000 foram acrescentados nos cadernos eleitorais na diáspora.

"Apesar de haver um período curto de recenseamento tivemos muito interesse e temos mais de 30 mil novos eleitores", disse Acilino Manuel Branco.

Em entrevista à Lusa, o diretor-geral afirmou que o aumento de eleitores é positivo.
"É um sinal positivo de que poderemos ter mais participação, mas o importante agora é que todos cumpram a sua parte, incluindo informação cívica aos eleitores, para que todos vão votar", sublinhou.

Acilino Manuel Branco adiantou que os preparativos para o voto continuam a decorrer.

Hoje, equipas do STAE continuavam a preparar material, incluindo cartazes com informação sobre o voto, para distribuir em Timor-Leste e pelos países onde se poderá exercer o direito de voto no estrangeiro.

"Está quase tudo a postos. Estamos a ultimar a preparação do material não sensível, incluindo urnas e tinta, que já começámos a distribuir pelos municípios. Devem chegar em breve urnas através do apoio do Governo chinês", acrescentou.

Cerca de 12 mil pessoas - a somar aos funcionários permanentes do STAE - estão envolvidos no processo eleitoral, com 30 a nível nacional, em Díli, e igual número em cada uma das capitais de município e no enclave de Oecusse-Ambeno, para a coordenação.

Somam-se 130 funcionários em cada um dos 67 postos administrativos do país que farão a ligação entre os municípios e os sucos (equivalente a freguesias).

Estão ainda destacadas brigadas de cerca de 837 pessoas por cada centro de votação e mais dez por cada estação de voto. Somam-se a este valor os funcionários que acompanharão o processo na diáspora, nomeadamente na Austrália, Coreia do Sul, Reino Unido e Portugal.

No que se refere aos boletins de voto, o modelo vai ser debatido num encontro na terça-feira, primeiro dia de campanha, com responsáveis do STAE e os pontos focais dos partidos e coligações, antes de documento ser aprovado em conjunto com a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Os boletins de voto começam a ser imprimidos, previsivelmente, na quarta-feira na Gráfica Nacional, num processo que deverá prolongar-se durante várias semanas.

"A lei define que se devem imprimir um total de boletins que equivale ao número de eleitores mais 10%. Ou seja, com a atual base de dados de cerca de 790 mil eleitores, deveremos imprimir cerca de 870 mil boletins de voto", esclareceu Acilino Manuel Branco.

O recenseamento já fechou e agora decorre a verificação das listas - que serão corrigidas nas próximas 48 horas - antes dos dados serem comunicados à CNE que os publicará até ao final da semana em conjunto com a informação sobre os centros e locais de votação.

Uma das preocupações das autoridades eleitorais é o acesso a alguns dos locais de votação, especialmente em zonas mais remotas ou cujos acessos tenham sido danificados devido ao mau tempo.

O responsável do STAE disse que técnicos no terreno comprovaram já as situações de potenciais problemas tendo já previsto, por exemplo, funcionários que possam ajudar a transportar o material necessário para a votação.

"A informação sobre problemas foi comunicada aos ministérios relevantes e já foram feitas algumas intervenções no terreno e, por isso, conseguimos garantir que eventuais problemas nos centros de votação serão resolvidos", assegurou.

Contudo, "porque não se podem dar garantias a 100%", há medidas de contingência, incluindo pessoas pagas para transportar o material, disse o secretário-geral.

O voto este ano terá menos observadores internacionais que em 2017, em particular porque organismos internacionais, incluindo a União Europeia (UE) não tinham este processo eleitoral orçamentado.

"Ainda assim já temos pedidos de observadores internacionais e nacionais. Os jornalistas também já começaram a acreditar-se. A Lusa foi o primeiro órgão de informação internacional a pedir a acreditação. Esperemos que se juntem outros", referiu.

Nas legislativas de 2017 os 764.858 eleitores tinham disponíveis 1.121 estações de voto em 859 centros de votação.

A campanha para as eleições de 12 de maio, a que concorrem oito partidos e coligações, começa na terça-feira e decorre até 09 de maio.
ASP // SR
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