domingo, 6 de setembro de 2015

São Tomé e Princípe. PM pede regresso do segredo militar e afastamento da política nos quartéis




Patrice pede reposição do segredo militar e o afastamento dos que lançam influência política no quartel

Nos últimos meses foram mais evidentes, o desmoronamento de um dos alicerces da instituição militar de São Tomé e Príncipe, que a diferenciava do resto da sociedade, o SEGREDO.

As quatro vedações de betão armado, que ocultavam a vida militar do resto da sociedade, tornaram-se transparentes para o país e para o mundo.

Na abertura da jornada de reflexão sobre as forças armadas, a luz do quadragésimo aniversário da instituição a ser assinalado no dia 6 de Setembro próximo, o Primeiro-ministro e Chefe do Governo, Patrice Trovoada, pediu a reposição do segredo na vida militar. «A reposição do segredo militar, o afastamento dos portadores impunes de rumores e influências políticas», declarou.

A Jornada de Reflexão sobre as forças armadas, pretende diagnosticar a origem dos problemas que assolam a instituição- Problemas que com o passar do tempo e sobretudo nos últimos 3 anos, retiraram prestígio as forças armadas. Só o facto da instituição ter conhecido 3 Chefes de Estado Maior no período de 3 anos, fala por si. «Entrar para as forças armadas e dedicar a sua vida pela defesa da soberania nacional não pode ser um acto qualquer assimilada a busca de uma situação na função pública», advertiu o Primeiro-ministro.

Patrice Trovoada considera que muita da melhoria que as forças armadas podem registar em termos da reposição da ordem, do mando e da disciplina, depende dos oficiais superiores.

Por isso apelou a união e solidariedade no seio dos oficiais superiores das forças armadas. «Apelo ao relacionamento exemplar entre vocês (oficiais superiores). Um verdadeiro espírito de camaradagem, sincera, em prol da instituição e da república e em nome do povo que todos juramos defender», afirmou.

As jornadas de reflexão que decorreram na sexta – feira num hotel na cidade de Santana, deverão produzir recomendações, que permitam mudar o rumo das forças armadas. «O importante é que as forças armadas recuperem em termos de funcionamento, disciplina, e mando», defendeu o Primeiro-ministro.

Segundo Patrice Trovoada, as jornadas de reflexão são uma iniciativa do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, o brigadeiro Horácio Sousa.

Reconheceu também que o Governo não manda nos quartéis. Entre as quatro paredes do quartel quem governa é o Chefe de Estado Maior, e a respectiva cadeia de comandos.

O Chefe do Décimo Sexto Governo Constitucional, recordou que segundo a constituição da república o seu papel é o de definição da política de defesa e segurança.

Abel Veiga – Téla Nón (st)

Sem comentários:

Mais lidas da semana