segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

MOÇAMBIQUE 2017: MAIS DO MESMO?

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@Verdade, Editorial

Não há dúvidas de que a situação que o país vem atravessando é calamitosa. Diante disso, a questão que ocorre fazer neste momento é a seguinte: “O que se pode esperar neste 2017?” A resposta é para já negativa, pois tudo indica que a situação tende a piorar, ou seja, o que ja estava pior, agora deteriorou-se. Aliás, a julgar pela inércia que caracteriza o Governo da Frelimo e a corrupção que se tornou prática reiterada desse regime não se pode esperar outra realidade.

A título de exemplo, o custo de vida vai continuar cada vez mais alto, pois até então não há políticas eficazes com vista a minimizar a situação. O Banco de Moçambique limita-se a tomar medidas paliativas, e nunca avança com algo mais concreto. Os próximos tempos, não obstante as informações que dão conta da prorrogação da suspensão do conflito armando, mostram que a situação vai tornar-se insustentável, uma vez que os preços de produtos de primeira necessidade não param de subir, e em 2017 os moçambicanos vão continuar a “apertarem o cinto” mais do que está.

Na verdade, para 2017 não se vislumbram sinais de refracção no que toca à subida de custo de vida, a intolerância política, a corrupção organizada, a criminalidade, entre outros males que enfermam o país. Isso significa que os mais de 70 porcento da população moçambicana continuarão a enfrentar uma situação de extrema pobreza. O acesso aos serviços básicos de saúde e educação será ainda mais deficitário, sufocando os moçambicanos mais carenciados. O povo continuará a beber água imprópria, e a ser transportado qual bois a caminho do matadouro.

Apesar disso, no seu generalizado subdesenvolvimento político moçambicano e até mesmo exagero e cegueira partidária, há quem não vá entender patavina dessa situação. Pelo contrário, continuará a pensar que merece passar por esse calvário criado por um bando de corruptos que assaltou o Estado moçambicano.

O mais caricato é que ninguém se lembrará das privações e momentos difíceis por que passou em 2016, e muito menos as promessas de que a situação irá melhorar a partir deste ano, tampouco as promessas de paz para os moçambicanos. Promessas essas que não têm nenhuma garantia de virem a ser cumpridas a curto, médio e longo prazo. Ninguém nos garante que semelhantes promessas venham a ser efectivamente concretizadas.

Portanto, o que fica claro é que os nossos pseudo-políticos profissionais são todos compulsivamente mentirosos e corruptos, especialistas em ampliar os seus negócios à custa do suor e da dor do povo e, ainda como se não bastasse, se farão passar por benfeitores aos moçambicanos.

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