terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Covid-19 | 57 657 novos casos e 48 mortes. Internamentos em curva descendente

PORTUGAL

De acordo com o relatório diário da Direção-Geral da Saúde, há menos 28 pessoas internadas com covid-19, totalizando agora 2320. Doentes em UCI passaram para 158 (menos 14).

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 57 657 novos casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Há também a registar mais 48 mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta terça-feira (25 de janeiro).

A região Norte é a mais preocupante, tendo apresentado 25 504 novas infeções e 19 mortos, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 16 740 casos e 17 óbitos. De resto, na região Centro foram contabilizados 9543 infeções e sete mortes, seguem-se Algarve (1051 casos / 4 mortos), Alentejo (2044 / 1), Madeira (1408 novas infeções) e Açores (917).

Os números mostram que há agora 2320 internados (menos 28 que no dia anterior), dos quais 158 estão em unidades de cuidados intensivos (menos 14), tendo sido registados mais 54 666 casos de pessoas que recuperaram da doença.

Portugal soma, atualmente, 512 571 casos ativos da infeção, refere ainda o relatório diário.

UE quer acabar com testes e quarentenas para quem tem certificado

Dados atualizados no dia em que os Estados-membros da UE acordaram que pessoas com o certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, não devem ser alvo de "restrições adicionais à livre circulação", como testes ou quarentenas, para facilitar viagens.

"O Conselho adotou hoje uma recomendação sobre uma abordagem coordenada para facilitar a livre circulação segura durante a pandemia" e, segundo as novas regras, "as medidas relativas à covid-19 devem ser aplicadas tendo em conta o estatuto da pessoa e não a situação a nível regional, com exceção das áreas onde o vírus circula a níveis muito elevados", informa em comunicado a estrutura em que estão representados os Estados-membros.

Na prática, "isto significa que a vacinação, teste ou estado de recuperação da covid-19 de um viajante, tal como evidenciado por um Certificado Covid-19 da UE válido, deve ser o determinante fundamental", acrescenta o Conselho da UE, vincando que esta nova "abordagem baseada na pessoa simplificará substancialmente as regras aplicáveis e proporcionará clareza e previsibilidade adicionais aos viajantes".

Prevê-se, então, que quem tenha o Certificado Covid-19 da UE válido, como vacinados, recuperados ou testados, "não deva estar sujeito a restrições adicionais à livre circulação", isto é, de nova testagem ou quarentenas.

Pfizer e BioNTech iniciam testes clínicos de vacina contra variante Ómicron

Esta terça-feira também fica marcada pelo anúncio da Pfizer e da BioNTech. As duas empresas fizeram saber, em comunicado, que começaram o processo de recrutamento para os ensaios clínicos sobre imunidade da vacina anticovid específica para a variante Ómicron em adultos dos 18 aos 55 anos.

Albert Bourla, CEO da Pfizer, anunciou que o grupo farmacêutico pode estar preparado para solicitar a aprovação regulatória da vacina em março.

A diretora de pesquisa de vacinas da Pfizer, Kathrin Jansen, afirmou que embora os dados atuais mostrem que os reforços da vacina original protegem contra formas graves da variante Ómicron, o laboratório prefere atuar com cautela. "Reconhecemos a necessidade de estar preparados caso a proteção diminua com o tempo e ajudar potencialmente a abordar a Ómicron e novas variantes no futuro", disse.

Ugur Sahin, diretor executivo do laboratório alemão BioNTech, informou que a proteção da vacina original contra a covid diminuiu de forma mais rápida no caso da Ómicron. "O estudo é parte da nossa abordagem científica para desenvolver uma vacina baseada em variantes que alcance um nível semelhante de proteção contra a Ómicron, como o registado contra as variantes anteriores, mas com uma duração maior da proteção".

O teste terá a participação 1420 pessoas com idades entre 18 e 55 anos.

Diário de Notícias

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