segunda-feira, 18 de março de 2013

Escola Portuguesa de Bissau encerrada devido a litígio sobre direito de propriedade




A Escola Portuguesa de Bissau (EPB) foi hoje encerrada por ordem judicial, devido a um litígio sobre o direito de propriedade do terreno, disse à Lusa o diretor do estabelecimento.

Wilson Barbosa disse que não entende o encerramento, pois supostamente o caso já tinha transitado em julgado e o terreno tinha sido cedido à cooperação portuguesa, mediante acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 2007.

"Houve uma reviravolta, a escola foi encerrada em pleno processo de avaliações. Faço votos de que até que terminem as férias possamos retomar, independentemente de quem venha a ser o direito de propriedade", disse, explicando que as cerca de três centenas de alunos entraram de férias na passada sexta-feira e que as aulas devem de recomeçar a 02 de abril.

A EPB foi erguida num terreno onde em tempos existiram estaleiros da empresa de construção Soares da Costa, que o terá doado à cooperação portuguesa, explicou o responsável.

A escola tem alunos desde a pré-primária ao 12.º ano, a maioria guineenses mas também de diversas outras nacionalidades, de portugueses a norte-americanos, de espanhóis a italianos ou franceses, disse o diretor.

É reconhecida pelo Ministério da Educação da Guiné-Bissau e "é uma escola de referência", funcionando segundo o currículo português, explicou, acrescentando que o litígio deveria ser resolvido em paralelo ao funcionamento do estabelecimento.

Fonte da embaixada de Portugal em Bissau disse à Lusa que a embaixada está a acompanhar a situação com preocupação.

FP // JMR - Lusa

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