quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PORTUGAL COMEMORA HOJE 106 ANOS DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA. QUE REPÚBLICA?



Elaboramos uma pequena nota alusiva às comemorações da Implantação da República Portuguesa com o propósito de assinalar a efeméride. Recorremos à Wikipédia e de lá extraímos um texto de abertura que pode servir de aliciante aos que se interessam por acontecimentos históricos que marcam os avanços e recuos das sociedades quase sempre dominadas por revolucionários e idealistas que após a tomada dos poderes se constituem mais ou menos perceptivelmente em pequenos ou grandes “reis” rodeados de seus séquitos de apoiantes e parasitas que enriquecem abusadamente daquilo que retiram aos povos e aos países que visaram libertar. A ganância sobrepõe-se ao purismo do anterior idealismo e capacidade de luta e muitos existem – desses “libertadores” – que aderem a personalidades alternativas de ditadores mais ou menos declarados.

Na suposta democracia em que Portugal sobrevive a República é demasiadas vezes espezinhada pelas elites que se vieram construindo. Elites económicas e político-partidárias que atualmente já se assemelham a máfias e aos seus secretismos e debulhos. A contaminação devasta a democracia e o poder de facto das populações, dos povos, dos eleitores. A crise é global nesse aspeto e arrasta consigo outros males que enxameiam o mundo com crimes que servem os interesses dos senhores da guerra, do tráfico de armamento, do tráfico de drogas, do tráfico humano, da corrupção, da lavagem de dinheiro, da destruição do planeta e natureza em busca de lucros fáceis, do assassinato de milhões de cidadãos do mundo. Mais aqui que ali ou mais ali que aqui, para recomeçarem novas guerras quando alguma finda em determinado país, em determinado setor. É quase regra que os crimes dessas elites sucedem-se impunemente por todo o mundo. Em Portugal também. Que República? (AV / MM)

Implantação da República Portuguesa

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português, iniciada no dia 2 de outubro e vitoriosa na madrugada do dia 5 de outubro de 1910, que destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

subjugação do país aos interesses coloniais britânicos,[1] os gastos da família real,[2] o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (o Partido Progressista e o Partido Regenerador), a ditadura de João Franco,[3] a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa[4] do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito.[5] Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.[6]

Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.[7]Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação daConstituição de 1911 que deu início à Primeira República.[8] Entre outras mudanças, com a implantação da República, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional, a bandeira e a moeda.[9][10]

Imagem: Litografia colorida, da autoria de Cândido da Silva (?) alusiva à revolução que deflagrou na noite de 3 de Outubro de 1910, em Lisboa, e que conduziu à proclamação da República Portuguesa - Cândido da Silva (uncertain) - Obra do próprio (own photo)



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