sexta-feira, 31 de março de 2017

ESPERTOS: NÃO QUERIAM “SAIR” NA TELEVISÃO NEM SER NOTÍCIA… SÃO MANCHETE NACIONAL


Cavaco Silva faltou hoje no bairro de Chelas para dizer a uns quantos “deixem-me trabalhar”. Os portugueses bem conhecem a famosa frase dirigida aos jornalistas que queriam “espremê-lo” sobre assuntos relacionados com o seu cargo e desempenho de primeiro-ministro. Já lá vão quase duas décadas. Pois. Deixem trabalhar os profissionais de informação…

Provavelmente também os jornalistas que se deslocaram a uma escola em Chelas disseram aos que os surraram “deixem-nos trabalhar”, mas de nada valeu. Foram agredidos. 

Cabeças de uma inteligência e esperteza ímpar decidiram que não queriam ser notícia. Melhor: que o caso que levou os jornalistas àquela escola não fosse notícia. Vai daí agrediram os jornalistas, da RTP, outros da profissão refugiaram-se e escaparam incólumes mas com o ânus apertadinho como à nascença. Para quem não queria que houvesse notícia… conseguiu, ou conseguiram, passar a manchete nacional. A esperteza ímpar redundou em saloia. A inteligência foi para o béu-béu, cano abaixo. O civismo, esse, é coisa que por aqueles sítios existe mas não toca a todos. Aliás, é coisa muito rara.

A notícia está a seguir, o mais completo que conseguimos complementar. Em duas partes, não sabemos que haja mais, por agora. Decerto haverá mais, e consequências... Não? Um recado, para o Sérgio Godinho: gente assim, quer se queira, quer não queira… não é bela. (PG)

Equipa da RTP agredida em Chelas. Repórter assistido no hospital

Uma equipa da RTP foi agredida esta quinta-feira em Chelas, tendo um dos repórteres sido transportado para o Hospital São José, disse ao Notícias ao Minuto fonte da PSP.

Ao Notícias ao Minuto, a subcomissária da PSP, Helga Fiúza, adiantou que a agressão à equipa da RTP ocorreu na sequência de uma alegada violação de um menor sobre outro, na Escola Básica dos Lóios, em Chelas.

Devido a essa suposta violação, realizar-se-ia hoje uma reunião na escola entre a direção e os familiares dos dois menores. A RTP soube da alegada violação e dirigiu-se à escola para fazer reportagem.

Foi nesse contexto, de uma "situação sensível", que a equipa de repórteres foi alvo de agressões, contou a subcomissária da PSP, adiantando que há um indivíduo foi identificado pela PSP, o suposto agressor. Terão sido três os agressores, mas apenas um foi intersetado. Soube-se entretanto que, após as diligências, as autoridades não conseguiram provar que o indivíduo identificado tinha de facto sido um dos agressores.

O repórter agredido seguiu para o Hospital São José onde foi assistido. Além das agressões físicas, que à partida terão ocorrido fora da escola, há ainda danos no material de filmagem dos jornalistas.

Relativamente à suposta violação, as autoridades apenas tiveram conhecimento dela hoje, tendo sido dado conhecimento à CCPJ. A alegada vítima da violação, que terá ocorrido no início desta semana, foi conduzida hoje ao hospital.

O Notícias ao Minuto tentou contatar a RTP, mas sem sucesso. Contudo, a estação pública relata tudo o que se passou através de uma reportagem emitida no jornal da noite, mostrando imagens da tensão que se gerou à porta da escola. Ali se encontravam os pais da criança de 12 anos que terá agredido um menor de 9 anos na segunda-feira. Familiares e amigos do alegado agressor e da vítima envolveram-se em confrontos. A violência rapidamente passou para o interior da escola, tendo a equipa da RTP acabado por ser agredida por três indivíduos.

Notícias ao Minuto - [Notícia atualizada às 20h20]

Sindicato "condena veementemente" agressão a jornalistas da RTP

O Sindicato de Jornalistas (SJ) "condena veementemente" a agressão sofrida hoje por dois jornalistas da RTP durante uma reportagem junto a uma escola da freguesia de Marvila, em Lisboa, sobre um alegado caso de violação entre alunos.

"O SJ condena veementemente a agressão de que hoje foram vítimas dois jornalistas da RTP, durante o exercício pleno da sua missão: informar imparcialmente um acontecimento", refere o sindicato, sublinhando a "gravidade da agressão de que foi vítima o repórter de imagem que, apesar de identificado, sofreu agressões físicas e necessitou de assistência hospitalar".

"Esta situação é absolutamente inadmissível num Estado onde o direito à informação é constitucionalmente garantido. É absolutamente reprovável que dois cidadãos sejam agredidos no exercício da sua profissão, mais ainda quando a sua missão profissional é informar imparcialmente um determinado acontecimento", frisa o SJ, em comunicado enviado à agência Lusa.

O sindicato lamenta ainda "que num país democrático onde o direito à informação é constitucionalmente garantido, situações como esta continuem a existir ameaçando o exercício pleno do jornalismo".

O comunicado termina com um apelo às autoridades.

"O SJ exige às autoridades o apuramento, até às últimas consequências, de responsabilidades neste caso, e disponibiliza, desde já, todo o apoio necessário aos jornalistas em causa", sublinha a nota.

Um repórter de imagem da RTP foi hoje agredido no exterior de uma escola em Marvila, em Lisboa, alegadamente por familiares de uma criança envolvida num suposto caso de violação entre alunos, disse anteriormente à Lusa fonte policial.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), a equipa da RTP, composta por uma jornalista e um repórter de imagem, tinha-se deslocado para junto da Escola Básica dos Lóios, na freguesia de Marvila, para realizar uma reportagem na sequência de suspeitas relacionadas com "a eventual violação de um menor por outro menor", alunos daquele estabelecimento de ensino.

Pouco tempo depois de chegar ao local, a equipa da RTP terá sido abordada por familiares do aluno suspeito da violação, tendo "agredido o repórter de imagem" que teve de receber tratamento no Hospital de São José, relatou o Cometlis.

Outra fonte policial disse à Lusa que neste momento não há nenhum detido nem suspeitos, acrescentando que o homem anteriormente detido foi libertado, pois não tinha nada a ver com a ocorrência.

Esta fonte relatou ainda que a polícia está a investigar a "eventual violação" ocorrida entre os alunos menores.

Lusa, em Notícias ao Minuto

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