domingo, 10 de julho de 2011

Brasil: Empresa de turismo norte-americana vendia sexo na Amazônia, diz Polícia Federal




LUCIANA COELHO, DE WASHINGTON - KÁTIA BRASIL, DE MANAUS - FOLHA

Uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia está sendo investigada sob suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil. A Wet-A-Line Tours é alvo de um processo no Estado da Geórgia, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal "The New York Times".

A agência também está sendo processada no Brasil, assim como a Santana Ecofish Safari, parceira que organizava passeios em Manaus.

Segundo investigações da Polícia Federal, ao menos 15 meninas foram vítimas de estupros e aliciamento nas viagens promovidas pelo proprietário da agência norte-americana, Richard Schair.

A empresa, segundo a investigação, utilizava iates luxuosos, camuflados de pesca esportiva para estrangeiros.

"O pacote incluía o turismo sexual", afirma o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.

As meninas são da cidade de Autazes, a 118 km de Manaus, e eram aliciadas, segundo a polícia, para participar dos passeios pesqueiros.

Além de Schair, são réus na ação penal José Lauro Rocha da Silva, proprietário da agência de turismo brasileira, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva.

O processo do caso está em segredo de Justiça no Brasil.

Em seu site, o grupo norte-americano de ativismo feminino Equality Now afirma que o processo nos EUA foi aberto em junho por quatro meninas, todas de origem indígena, que dizem ter sido forçadas a se prostituir quando tinham menos de 18 anos --a mais jovem tinha 12 anos.

A Equality Now afirma que elas alegam ter sido "vendidas como prostitutas". "No barco, teriam recebido bebida alcoólica e drogas e forçadas a praticar atos sexuais".

O grupo diz que é a primeira ação a usar a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico Humano para pedir compensação às supostas vítimas.

OUTRO LADO

O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações, segundo o jornal "The New York Times", que publicou ontem reportagem sobre o caso.

Schair negou envolvimento com a prostituição infantil nos depoimentos à Polícia Federal. A Folha não conseguiu localizar o empresário.

A reportagem tentou contato com os advogados dos outros réus na ação brasileira --José Lauro Rocha da Silva, da agência Santana Ecofish Safari, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva--, mas não teve sucesso até a conclusão desta edição.

O empresário norte-americano tenta suspender temporariamente o processo que corre em seu país.

MOMENTO DE INFLEXÃO PARA O CHAVISMO




MONICA HIRST - ESPECIAL PARA A FOLHA

Se bem este não seja um momento de balanços definitivos, não há duvida que a gravidade da doença de Chaves estimula algumas reflexões. Certamente, este cenário há cinco anos teria conseqüências mais dramáticas, tanto para o política regional como nacional. Naquele momento a liderança chavista foi essencial para levar adiante uma serie de mudanças no âmbito sul-americano. Destaca-se aqui seu papel em: fomentar uma capacidade regional de reação aos impactos econômicos e sociais do modelo de Consenso de Washington, de promover uma implosão bombástica da ALCA e de aglutinar países que buscavam construir governos mais ancorados em bandeiras alçadas por movimentos sociais de base popular do que em modelos institucionais inspirados por receitas de social democracia. Somam-se ainda as estacas colocadas para a criação do UNASUR, no meio de tempestades ideológicas sub-imperialisticamente estimuladas pelo governo colombiano de então.

Dois pontos devem ser sublinhados aqui. O primeiro, de que não seria correto atribuir única e exclusivamente a Hugo Chavez a responsabilidade por estes feitos. Eles foram obra de vários, entre os quais do presidente Lula. O segundo, na mesma direção, de que as mudanças observadas na região nos últimos anos são de natureza abrangente e estrutural. A presença do governo chavista integra estas transformações, mas não uma encarnação das mesmas.

Outro aspecto a ser destacado refere-se ao papel ideológico jogado pelo projeto de Socialismo do Século XXI cunhado por Chavez. Se a experiência nicaragüense, levada a cabo na 2ª Guerra Fria, foi uma versão extemporânea do que se conheceu como uma revolução latino-americana- a cubana-, a proposta chavista se enquadra ainda mais na celebre frase Marx de que a historia repete-se primeiro como tragédia e depois como farsa. A fraternidade entre Caracas e Havana revela mais a necessidade de identificar um norte espiritual do que uma capacidade de reprodução de uma arquitetural estatal, de transformação dos meios de produção e de políticas de provisão de bens públicos coletivos arduamente mantidos pelo regime cubano.

O projeto socialista venezuelano sofre de excessiva juventude, insuficiências técnicas e burocráticas e demasiadas contradições econômicas. Mas são inegáveis os dois sólidos alicerces do regime chavista: um segmento militar ampliado e fortalecido materialmente e uma base social produzida por uma inédita política de inclusão social e provisão de políticas públicas. Trata-se, portanto, de uma experiência que espelha velhas e novas contradições, tão particulares da realidade venezuelana que se projeta regionalmente apenas no plano da retórica. De fato, a influência política do chavismo na região tem sido exagerada por interpretações ideológicas mais do que por um processo de construção política. Dito de outra forma, os problemas a serem criados por um vazio de poder serão sofridos essencialmente pela nação venezuelana.

Neste quadro, o tempo tornou-se um recurso de extremo valor. Para o atual governo o desafio maior será de assegurar a continuidade de projeto marcadamente personalista que conta com uma institucionalidade "revolucionaria" precária conduzido por uma hierarquia com capacidade limitada de vôo próprio. Ademais, as perfurações diárias de que padece a economia venezuelana não favorece a sustentabilidade do regime- especialmente em contexto pré-eleitoral. Já a oposição precisa de tempo para construir uma opção política viável que mostre capacidade de responder por via do diálogo às pressões e frustrações de expressiva parte da sociedade identificada com o atual regime.

Externamente, pesarão as reações de dois atores: Estados Unidos e o Brasil. Washington deve rapidamente "desvilanizar" sua relação com Chaves de forma a não contribuir para uma nova onda de polarização que lhe será profundamente contra-producente. Também é crucial que não se repitam as oscilações e mensagens ambíguas como as que foram enviados no caso da Líbia. Já o Brasil, que vem construído uma presença econômica com visão de longo prazo e mantém com o governo Chavez um diálogo mais regado por mensagens de solidariedade do que por afinidades ideológicas, deverá preparar-se para um novo teste de suas capacidades de mediação prudente. Certamente os seus bons ofícios terão um papel a cumprir na busca de um horizonte para a Venezuela que conjugue paz interna e sustentabilidade econômica, sem colocar em risco a inclusão social conquistada nos anos recentes.

*MONICA HIRST é professora de politica internacional da Universidade Torcuato di Tella, em Buenos Aires

NÃO É SÓ O EURO, MAS A DEMOCRACIA QUE ESTÁ EM JOGO




AMARTYA SEN – OPERA MUNDI

A Europa liderou o mundo no que diz respeito à prática da democracia. É, portanto, preocupante que os perigos para a governabilidade democrática de hoje, que entram pela porta traseira das prioridades financeiras, não recebam a atenção que merecem. Há questões de fundo que devem ser enfrentadas a respeito de como o governo democrático da Europa pode ser minado pelo papel enormemente aumentado das instituições financeiras e das agências de classificação de riscos, que hoje se apropriaram de certas partes do terreno político da Europa.

É preciso separar duas questões diferenciadas. A primeira se refere ao lugar das prioridades democráticas, incluindo o que Walter Bagehot e John Stuart Mill consideravam a necessidade do “governo por meio da discussão”. Suponhamos que aceitemos que os poderosos chefes das finanças possuem uma compreensão realista do que é preciso fazer. Com isso se fortaleceria o argumento favorável a prestar atenção em suas vozes em um diálogo democrático. Mas isso não é o mesmo que deixar às instituições financeiras internacionais e às agências de classificação de risco o poder universal de mandar sobre governos eleitos democraticamente. Em segundo lugar, é difícil ver que os sacrifícios que os comandantes financeiros vêm exigindo dos países em situação precária vão garantir a viabilidade destes países e a continuidade do euro dentro de um modelo sem reformar o setor financeiro e um conjunto de membros sem mudanças dentro do clube do euro.

O diagnóstico dos problemas econômicos por parte das agências de qualificação não é a voz da verdade como pretendem. Vale a pena lembrar que o histórico dessas agências nas instituições de certificação financeira e de negócios antes da crise econômica de 2008 era tal que o Congresso dos EUA debateu seriamente se deviam ser processadas. Dado que grande parte da Europa encontra-se agora empenhada em conseguir uma rápida redução do déficit público mediante a redução drástica do gasto público, é fundamental examinar com realismo que possíveis repercussões poderiam ter essas medidas políticas, tanto no caso da população quanto no da geração de receitas públicas por meio do crescimento econômico.

A alta moral de “sacrifício” tem um efeito embriagante. Esta é a filosofia do corpete “correto”. “Se a senhora se sente muito cômoda com ele, então certamente precisa de um tamanho menor”. No entanto, se as exigências de adequação financeira se vinculam de maneira demasiadamente mecânica aos cortes imediatos, o resultado pode ser o de matar a galinha dos ovos de ouro do crescimento econômico. Essa preocupação se aplica a uma série de países, desde a Inglaterra até a Grécia. A comunidade da estratégia do “sangue, suor e lágrimas” de redução do déficit outorga uma aparente plausibilidade ao que está sendo imposto aos países mais precários como Grécia ou Portugal. Também faz com que seja mais difícil ter uma voz política unida na Europa que possa fazer frente ao pânico gerado nos mercados financeiros.

Além de uma visão mais política, há necessidade de um pensamento econômico mais claro. A tendência a ignorar a importância do crescimento econômico na geração de receitas públicas deveria ser um assunto importante de análise. A sólida conexão entre crescimento econômico e receitas públicas é uma coisa observada em muitos países, como Índia, China, Estados Unidos e Brasil. Também aqui se tiram lições da história. A grande dívida pública de muitos países ao término da Segunda Guerra Mundial provocou uma enorme ansiedade, mas o gravame diminuiu rapidamente graças a um rápido crescimento econômico. Do mesmo modo, o enorme déficit que o presidente Clinton enfrentou quando assumiu seu cargo em 1992 se dissipou durante sua presidência, em grande medida graças à ajuda de um rápido crescimento econômico.

O temor de uma ameaça à democracia não se aplica, com certeza, a Inglaterra, já que estas medidas políticas foram escolhidas por um governo investido pelo poder das eleições democráticas. Apesar de que o desenvolvimento de uma estratégia não revelada no momento das eleições possa ser razão para uma reflexão, este é o tipo de liberdade que um sistema democrático permite aos que saem vencedores nas eleições. Mas com isso não se elimina a necessidade de uma maior discussão pública, mesmo na Inglaterra. Também existe a necessidade de reconhecer de que modo as políticas restritivas resultantes da eleição na Inglaterra parecem dar verossimilhança às medidas ainda mais drásticas impostas a Grécia.

Como os países do euro se meteram nesta enrascada? A rara singularidade de ir na direção de uma moeda única sem uma maior integração política e econômica sem dúvida contribuiu para isso, ainda mais considerando as transgressões financeiras que sem dúvida cometeram no passado países como Grécia ou Portugal (inclusive depois da importante advertência de Mario Monti de que uma cultura de “excessiva deferência” na União Europeia permitiu que essas transgressões ocorressem sem controle). É preciso reconhecer imensamente o governo grego – e Yorgos Papandreu, o primeiro ministro, em particular -0 que está fazendo o que pode apesar da resistência política, mas a vontade aflita de Atenas de cumprir certos termos não elimina a necessidade de os europeus estudarem a razoabilidade desses termos – e os tempos – que estão sendo impostos a Grécia.

Não é nenhum consolo para mim lembrar que me opus firmemente ao euro, apesar de estar fortemente a favor da unidade europeia. Minha preocupação com o euro guardava em parte relação com o fato de que cada país renunciara à liberdade de sua política monetária e dos ajustes na taxa de câmbio, que ajudaram enormemente a países em dificuldade no passado e evitou a necessidade de uma desestabilização massiva de vidas humanas nos frenéticos esforços por estabilizar os mercados financeiros.

Essa liberdade monetária poderia ser permitida mesmo com uma integração política e fiscal (como tem os estados nos EUA), mas a pressa em inaugurar uma casa que estava em construção acabou resultando numa receita desastrosa. Obrigou-se a incorporar à maravilhosa ideia de uma Europa democrática unida um precário programa de incoerente fusão financeira. Reordenar a zona euro suporia muitos problemas, mas as questões difíceis devem ser discutidas de maneira inteligente, ao invés de permitir uma Europa à deriva em meios aos ventos financeiros, alimentada por um pensamento de mentalidade estreita com um terrível histórico.

O processo tem que começar com certa restrição imediata do poder sem oposição das agências classificadoras de emitir mandatos unilaterais. Estas agências são difíceis de disciplinar mesmo com seu péssimo histórico, mas a voz bem refletida dos governos legítimos pode supor uma grande diferença para a confiança financeira enquanto se elaboram soluções, sobretudo se as instituições financeiras internacionais prestarem seu apoio. Deter a marginalização da tradição democrática na Europa envolve uma urgência que é difícil de exagerar. A democracia europeia é importante para a Europa...e para o mundo.

* Amartya Sen é professor na Universidade de Harvard, prêmio Nobel de Economia em 1998. Publicado originalmente no site Carta Maior. Tradução de Katarina Peixoto.


SETE EM CADA DEZ GREGOS ACHAM QUE OS SEUS SACRIFÍCIOS SÃO EM VÃO




RCR - LUSA

Atenas, 10 jul (Lusa) - Mais de 68 por cento dos cidadãos gregos considera que o novo pacote de medidas de austeridade, adotado pelo Governo para arrecadar 78 mil milhões de euros até 2015, será inútil para sair da crise que ameaça a Grécia.

Outros 67 por cento acham que as eleições legislativas devem ser antecipadas para setembro deste anos, se até essa altura a crise não for superada.

Este é o resultado de uma sondagem do instituto Kappa Research, publicado hoje pelo jornal ateniense "To Vima", e que se baseia num inquérito a 1.003 pessoas, questionando o que esperam deste pacote de medidas, que impõe cortes salariais e de pensões, bem como aumento de impostos.

As medidas que, em parte, entraram em vigor já este mês foram uma exigência da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional para desbloquearem a entrega da quinta parte da ajuda financeira de 110 mil milhões de euros, aprovada em 2010 para salvar a Grécia da bancarrota.

Se o governo do primeiro ministro socialista Yorgos Papandreu fracassar e não conseguir retirar o país da maior crise dos últimos anos, como se teme, a maioria dos gregos prefere antecipar as eleições legislativas, agendadas para outubro de 2013, para setembro deste ano.

Por outro lado, 54 por cento dos inquiridos disseram apoiar a polémica medida que prevê o despedimento dos funcionários públicos.

Os cortes têm provocado grande agitação social, refletida em várias jornadas de protesto e quatro greves gerais desde o início do ano.

*Foto em Lusa

QUANDO OS OVNIS COMBATEM ENTRE SI





Pode parecer estranho, ou ainda inverossímil, mas algumas evidências parecem indicar que acidentes envolvendo OVNI podem ter sido causados, na sua maioria, em decorrência dos confrontos verificados entre eles próprios!

Como os diversos tipos desses aparelhos, aliado à grande diversidade de seus tripulantes, denotam claramente várias procedências, não seria de todo improvável que possa existir alguma espécie de rivalidade entre algumas raças de alienígenas (se é que são mesmo alienígenas) que por aqui exercem as suas atividades.

Em 14 de setembro de 1991 os tripulantes do ônibus espacial Discovery filmaram um curioso incidente: em pleno espaço sideral um grande número de OVNI surgiu bem à frente da nave americana, tudo indicando que iriam interceptá-la ou mesmo atacá-la!

Repentinamente um outro OVNI, o qual apresentava formato estrutural bastante diferente dos demais, entrou em cena e disparou contra os outros uma série de raios de alta intensidade, tais como os nossos lasers, fazendo com que se dispersassem e se evadissem em altíssima velocidade, após realizarem estupenda manobras em ângulos bastante críticos para deles escaparem.

Como tal incidente chegou ao conhecimento dos meios de informação e das pesquisas ufológicas (o filme existe e por sinal é inquestionável!) a NASA tratou de arranjar uma explicação considerada no mínimo hilariante: “os UFOs vistos neste filme são, na realidade pedaços de gêlo formados pela água congelada que escapava do ônibus espacial e que se moviam no espaço em reação às chamas dos foguetes de propulsão”.

Como já vimos nas páginas anteriores, os ataques desferidos por certos tipos de OVNI contra as espaçonaves norte-americanas ou soviéticas não foram levados a efeito por meros pedaços de gelos moventes, tendo por sinal custado as vidas de vários astronautas. É sempre bom lembrar que em 19 de fevereiro de 1962 um casal de cosmonautas russos orbitava a Terra quando uma dessas naves alienígenas se aproximou, causando panes generalizadas nos módulos de comando. A dramática situação foi monitorada pelo Centro Espacial de Baikhonour, no Cazaquistão, o qual captou através de comunicação radiofônica os desesperados pedidos de socorro da dupla. Os radares, por sua vez, captaram o ataque e quando repentinamente o módulo soviético desapareceu por completo das telas de rastreamento. O governo russo simplesmente recusou-se a fornecer maiores detalhes a respeito desse indiscutível ato de hostilidade.

Da mesma forma, o módulo russo tripulados pelos cosmonautas Shibotin e Dolgov foi atacado por um OVNI e aparentemente destruído, isso em 18 de maio de 1961. Poucos anos depois a vítima foi o astronauta Belekonev, cujos desesperados pedidos de socorro foram captados em todas as partes do planeta. Os americanos também já pagaram um alto preço pelo aparente desafio aos OVNI:

O caso mais estarrecedor diz respeito à volatilização do ônibus espacial Challenger, ocorrida em 28 de janeiro de 1986, causadora da morte de sete astronautas. Pesando cerca de 80 toneladas e transportando nos seus gigantescos tanques mais de 1,8 milhão de litros de combustível, a nave partiu de Cabo Kennedy para cumprir uma missão secreta, ligada às atividades militares no espaço sideral. Exatamente quando atingia uma altitude de 14 quilômetros veio a explodir fragorosamente em meio a uma colossal bola de fogo avermelhada.

Oficialmente, a causa do lamentável acidente foi atribuída a um vazamento de combustível. Porém, ocultado ao público o rastreamento de um OVNI que o seguia desde uma certa altitude e que repentinamente contra ele investira!!! A verdadeira causa da desintegração da Challenger pode ser constatada através de uma foto em poder da NASA e que chegou a ser inadvertidamente distribuída às agências de notícias, contendo a chave do enigma: na lateral do gigantesco ônibus espacial, poucos segundos antes da violenta explosão, claramente visível um potente e até bastante extenso círculo luminoso – da mesma forma com fazem as miras-laser de certas armas modernas que possuímos aqui na Terra!

Em face de tudo isso, nota-se que efetivamente já teria começado uma verdadeira guerra em torno de um objetivo comum que parece ser o nosso planeta, ou seja, OVNI contra as nossas grandes potências e a própria humanidade terrestre e até mesmo OVNI contra OVNI! E em meio a toda essa confusão, da qual somos meros espectadores atônitos, chegam mais e mais relatos que dão conta desses espantosos confrontos. O acidente de Roswell, por exemplo, pode ter sido causado por um combate entre naves alienígenas. Ressalte-se que por vários dias antes desse evento, ocorreu uma intensa atividade delas sobre a área do Novo México. Testemunhas disseram que pareciam se perseguir pelos céus, fato que veio a culminar com a explosão e queda daquele que veio a ser capturado pela USAF.

Torna-se bastante possível, pois, que todos os OVNI resgatados aqui na Terra a partir de certos misteriosos acidentes, possam ser resultantes da hostilidade entre seus tripulantes e da verdadeira guerra que travam tendo como troféu, ou alvo da disputa, coisas que escapariam à nossa compreensão! Pode ser até que estejamos sendo protegidos de alguma forma por entidades amigas, exatamente contra as investidas de outras criaturas malévolas. Tudo, tudo mesmo, é possível! Note-se, e julgamos importante ressaltar isso, que invariavelmente todos os relatos pertinentes aos cadáveres encontrados em meio aos destroços dessas naves acidentadas se reportam aos HUMANÓIDES – precisamente aqueles que, assim demonstraremos, são os mais perigosos e hostis!

Isso demonstraria uma eventual situação bastante curiosa: eles literalmente nos caçam para que sirvamos de vítimas aos seus obscuros propósitos e, por outro lado, uma outra raça que desconhecemos os caçariam discretamente pelos céus, destruindo-os quando possível.

Tenhamos em mente que o Governo Americano, bem como os seus respectivos órgãos de informações e inteligência envolvidos diretamente com essa atroz problemática, fazem uma nítida e sutilíssima distinção ao classificar esses misteriosos objetos celestes: existem os UFO´s e os IAC´s! E quanto a nós, espectadores atônitos e por vezes vítimas, devemos temer apenas e tão-somente aqueles seres que tripulam os IAC´s.

E a exata característica que promove a sutil diferenciação entre UFO e IAC veremos mais adiante, no momento apropriado. Continuemos, portanto, juntando todos os eletrizados mosaicos desse intrincado quebra-cabeças….

*Sérgio Russo é escritor brasileiro, nascido e residente na cidade do Rio de Janeiro, pesquisador há mais de 35 anos do gênero REALISMO FANTÁSTICO e autor de 10 livros versando sobre tão apaixonante tema.

Outros títulos:

AUSTRÁLIA FIXA IMPOSTO DE US$ 23 POR TONELADA DE EMISSÃO DE CO2




DEUTSCHE WELLE

Sydney (Austrália), 10 jul (EFE).- A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, anunciou neste domingo um imposto de US$ 23 dólares por emissão de uma tonelada de dióxido de carbono a partir do dia 1º de julho de 2012.

Cerca de 500 empresas, consideradas as maiores poluentes da Austrália, terão que enfrentar este imposto proposto pelo Executivo, que já conseguiu os votos necessários para que seja aprovado pelo Parlamento australiano.

"Como nação precisamos pôr um preço ao carbono e criar um futuro com energias limpas", disse Julia em entrevista coletiva em Canberra.

Com
esta medida se pretende "reduzir em 160 milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020.

"Isto equivale a tirar cerca de 45 milhões de carros das estradas", explicou Julia.

O imposto aumentará em 2,5% em termos reais até julho de 2015, quando entrar em vigor na Austrália um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços.

O imposto não afetará ao combustível destinado para o consumo pessoal ou as pequenas empresas, mas o transporte pesado que usa diesel pagará o preço das emissões de dióxido de carbono a partir de 2014, transcorrida uma moratória de dois anos.

"O Governo gastará cerca de US$ 9,884 bilhões nos próximos três anos provenientes dos fundos deste imposto para gerar "incentivos econômicos para os maiores poluentes para reduzir as emissões dos gases de efeitos estufa", disse Julia.

A primeira-ministra explicou que parte do dinheiro proveniente do imposto às emissões de dióxido de carbono será destinada à criação de emprego e a promover os investimentos em energias limpas, assim como em programas que contribuirão para diminuir a mudança climática. EFE

wat/ma

PREMIÊ MALAIO JUSTIFICA DETENÇÃO DE MANIFESTANTES




DEUTSCHE WELLE

Bangcoc, 10 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, justificou neste domingo a detenção durante o protesto de sábado de 1.667 manifestantes que exigiam uma reforma eleitoral, ao qualificar de "ilegal" a manifestação, informou a imprensa local.

Em uma conferência em Kuala Lumpur, Najib disse que seu partido "velará pelo cumprimento da lei e não tolerará o caos", e acrescentou que os manifestantes são uma minoria frente "a maioria que respalda o Governo".

A Polícia informou no final da noite de sábado que tinha libertado 1.667 detidos, incluindo 151 mulheres e 16 menores, que foram atendidos em um recinto policial nos arredores da capital.

Ao longo do sábado, mais de 20 mil pessoas marcharam pela capital malásia com a intenção de realizar um protesto no estádio Merdeka ("liberdade" em malaio), mas a Polícia os dispersou com cassetetes, gás lacrimogêneo e canhões de água.

O Governo, nas mãos da coalizão da Frente Nacional desde a independência em 1957, justifica seu autoritarismo na necessidade de garantir a convivência em um país de 28 milhões de habitantes, com uma maioria de 50% de etnia malaia e o resto composto de minorias chinesa, indiana e indígenas.

"Somos cidadãos de paz que querem viver em paz e harmonia, queremos viver em um país com um futuro brilhante", disse Najib. EFE

grc/ma

TERREMOTO DE 7,1 GRAUS SACODE NORDESTE DO JAPÃO




DEUTSCHE WELLE

Tóquio, 10 jul (EFE).- Um terremoto de uma magnitude de 7,1 graus na escala aberta de Richter sacudiu neste domingo (horário local) o nordeste do Japão e obrigou a emitir um alerta de tsunami no litoral das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, informou a Agência Meteorológica japonesa.

O terremoto aconteceu às 9h57 (21h57 deste sábado em Brasília) com epicentro a cerca de dez quilômetros de profundidade no mar em frente ao litoral nordeste do Japão, o mais afetado pelo devastador terremoto do dia 11 de março.

Após o tremor, a agência emitiu um alerta de tsunami de até 50 centímetros em Miyagi, Iwate e Fukushima, onde por enquanto não foram informados danos, segundo a agência "Kyodo".

Na escala japonesa de 7, que se centra nas regiões afetadas mais do que na intensidade do tremor, este alcançou um nível de 4.

O tremor também foi sentido com intensidade 3 na escala japonesa em amplas partes do arquipélago japonês, incluindo as províncias de Aomori, Akita e Yamagata, no norte.

A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, não informou por enquanto sobre anomalias na unidade por causa deste terremoto, embora tenha desalojado temporariamente os técnicos.

Também não se informou de danos na central vizinha de Fukushima Daini, paralisada após o terremoto e posterior tsunami de março, que causou mais de 22 mil mortos e desaparecidos. EFE

mic/ma

Independência do Sudão do Sul traz esperanças de paz e gera dúvidas sobre futuro do país





Em 9 de julho de 2011 a cidade de Juba torna-se a mais jovem capital do mundo. A República do Sudão do Sul declara sua independência. Contudo pairam dúvidas se essa divisão trará a esperada paz à região.

O passo histórico deste 9 de julho divide em Norte e Sul aquele que até então era o maior país do continente africano. Permanecem indefinidas, no entanto, questões-chave, como a repartição das receitas do petróleo e das dívidas do Estado e, principalmente, a demarcação da fronteira. Também não se sabe ainda a quem caberá a disputada região fronteiriça de Abyei.

A indefinição levou a conflitos entre Norte e Sul, e o que muitos observadores temiam acabou acontecendo: pouco antes da independência do Sudão do Sul, tropas dos dois lados se enfrentaram em combates violentos, principalmente em regiões de fronteira como Abyei e Cordofan do Sul.

No final de maio de 2011, o governo do Norte ocupou a região de Abyei, rica em petróleo, reivindicada por ambos os lados. E embora as forças de segurança das Nações Unidas tenham decidido desmilitarizar as regiões, não se sabe ao certo se os capacetes azuis são capazes de manter o cessar-fogo.

Isto se deve ao fato de o problema serem apenas os governos de Norte e Sul, mas também os grupos étnicos Misseriya, do Norte, e Dinka-Ngok, do Sul, explica Faisal Mohamed Salih, especialista em Sudão. "Se os governos entrarem em acordo sem o consentimento dos grupos étnicos, o acordo não será implementado", adverte.

Esperança de viver em paz

A ocupação de Abyei levou milhares de habitantes da região a se refugiarem no Sul. Além disso, estima-se que, até o final do ano, mais de 100 mil migrarão para o novo país africano. Elas vão com grandes expectativas e a esperança de poderem viver em segurança.

No entanto, o Sudão do Sul ainda não tem muito a oferecer. A infraestrutura precisa ser construída, tudo tem que começar do zero. Depois de quase 50 anos de guerra civil contra o Norte, quase não há estradas, abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, e muito poucos serviços são oferecidos.

Ainda assim, há esperança sobre o futuro. "O governo vai trabalhar duro para atrair investimentos estrangeiros", opina a jornalista Josephine Achiro, de Juba, capital do Sudão do Sul. Ela conhece muito bem os problemas do país, e está convencida de que a população vai cultivar a terra fértil e que, com a ajuda dos ganhos com o petróleo, "está pronta para um novo começo".

Discriminação étnica

Na região fronteiriça do Cordofan do Sul, também foram registrados conflitos violentos entre as tropas do exército norte-sudanês e os soldados do Exército de Libertação do Sul (SPLA). Na área, que pertence ao norte, vivem os grupos étnicos Nuba e Dinka, assim como diferentes grupos de origem árabe.

Os Nuba e os Dinka lutaram durante anos ao lado das forças do sul. Portanto, a desconfiança de Cartum em relação a eles é grande. "As diferenças culturais são o centro do problema, e essa região permaneceu subdesenvolvida por muito tempo", diz Kahlid Abdu Dahab, do Parlamento Pan-Africano, organização ligada à União Africana.

A discriminação racial contra grupos étnicos de pele negra é tida como causa do conflito. A injustiça tem resultado num desenvolvimento profundamente desigual nas distintas partes do país. Para entender como as coisas chegaram a esse ponto, basta observar as diferenças entre Norte e Sul, diz Josephine Achiro. "Parece que ambos os lados sempre foram separados, mesmo antes da assinatura do acordo de paz."

Paz em troca da divisão

A futura divisão das receitas do petróleo ainda é controversa. Recentemente, o presidente norte-sudanês, Omar Al-Baschir, ameaçou fechar os oleodutos, caso o acordo de distribuição existente não seja mantido.

Este prevê uma divisão meio a meio: 50% das receitas do petróleo deve fluir para o Norte, pelo uso dos oleodutos. A disposição do Sul de entregar metade de suas receitas continua a ser uma questão crucial. A situação é difícil, pois o petróleo é a única fonte de riqueza do novo país.

Enquanto isso, Norte e Sul chegaram a um acordo, segundo o qual os soldados do SPLA no Cordofan do Sul serão integrados ao exército norte-sudanês e a outras forças de segurança. O SPLA também deve atuar legalmente como partido político. Permanece em aberto até que ponto o acordo pode trazer a paz.

Mesmo norte-sudaneses como Khalid Abdu Dahab mostram-se desiludidos, pois "a população acreditava que poderia trocar a divisão do Sudão pela paz". Para ele, a situação real é diferente: "Nós perdemos parte do Sudão e não conquistamos nenhuma paz. E isso é perigoso". Um retorno à guerra seria devastador para o Sudão, obrigando ainda mais pessoas a fugirem para os países vizinhos, como o Quênia e a Etiópia.

Autora: Lina Hoffmann (ff) - Revisão: Augusto Valente

PESQUISA REVELA AUMENTO DE SUICÍDIOS DURANTE A RECESSÃO NA EUROPA





O número de suicídios cresceu expressivamente na UE durante a recente crise econômica global, sobretudo nos países mais abalados. Pesquisadores britânicos investigam o que torna uma sociedade mais ou menos vulnerável.

Em artigo publicado na revista médica britânica The Lancet, pesquisadores destacam o custo humano da recente recessão econômica. Os índices de suicídio aumentaram consideravelmente nos países-membros da União Europeia (UE) entre 2007 e 2009 – revertendo a tendência de queda registrada desde o início do milênio.

No artigo publicado no site da revista nesta sexta-feira (08/07), os cientistas apresentam a análise realizada a partir de dados de dez países europeus, os quais disponibilizaram estatísticas completas referentes ao período de três anos.

Como era de se esperar, foi constatado que a taxa de suicídio aumentou mais acentuadamente nos países mais atingidos pela crise. Na Grécia, o número de casos entre pessoas abaixo dos 65 anos subiu 17% em 2008, em comparação com o ano anterior. A Irlanda registrou um aumento de 13% no mesmo período.

Velha e nova UE

O índice de suicídio dos países que já pertenciam à UE antes de 2004 (Áustria, Finlândia, Grécia, Irlanda, Holanda e Reino Unido) aumentou em média 7% em 2008. Enquanto isso, o crescimento verificado nos quatro países que ingressaram mais tarde no bloco (República Tcheca, Hungria, Lituânia e Romênia) foi de apenas 1%. Nos dois grupos, a taxa continuou a crescer em 2009.

Além disso, os pesquisadores revelaram que – tanto nos países já estabelecidos, como nos novos membros da UE – o número de suicídios elevou-se significativamente muito antes de os índices de desemprego oficiais começarem a crescer, em 2009.

Mas o artigo, definido pelos cientistas como um "estudo preliminar", não inclui uma estimativa de em que medida o aumento dos casos de suicídio está diretamente relacionado à crise econômica. O cientista que liderou a equipe de cinco especialistas em saúde pública, David Stuckler, da Universidade de Cambridge, declarou que buscará estabelecer essa conexão em pesquisas futuras. Ele também prevê que, enquanto não houver sinais de uma recuperação econômica, o impacto da recessão continuará a ser sentido por algum tempo.

Impacto sobre a vida humana

"O que estamos presenciando agora é uma crise da humanidade. É provável que haja uma longa cadeia de sofrimento humano como consequência da recessão", disse Stuckler, que descreve o índice de suicídio como apenas "a ponta do iceberg". "O suicídio em si é uma ocorrência relativamente rara, mas, onde quer que se verifique um aumento dos suicídios, se verificará também um aumento das tentativas de suicídio e de casos novos de depressão."

Segundo os cientistas, o objetivo de longo prazo dos estudos é entender melhor por que alguns indivíduos, comunidades ou sociedades parecem ser mais vulneráveis e outras mais resistentes a choques econômicos.

Uma das teorias que eles investigam é o impacto de um sólido sistema de seguridade social. O artigo cita o exemplo da Áustria, que registrou um ligeiro declínio do número de suicídios durante os anos em questão. Ao mesmo tempo, a pesquisa sugere que deve haver outras explicações para o fenômeno, pois na Finlândia – com um sistema de seguridade social semelhante –, verificou-se um aumento da taxa de suicídio em mais de 5% no mesmo período.

Autor: Chuck Penfold (lf) - Revisão: Carlos Albuquerque

Observadores da CPLP para as presidenciais estarão no terreno a partir de segunda – feira





A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às Eleições Presidenciais de São Tomé e Príncipe de 17 de Julho de 2011 vai deslocar-se a São Tomé, a convite das autoridades são tomenses, a partir do dia 11 de Julho, a fim de acompanhar todo o processo eleitoral à luz de princípios internacionais para a realização de eleições democráticas.

A Missão de Observação Eleitoral da CPLP (MOE CPLP) é chefiada pelo Prof. Dr. Fernando José de França Dias Van-Dúnem, ex-primeiro ministro de Angola. Integram a MOE CPLP onze observadores eleitorais, provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal. A MOE CPLP permanecerá em território São Tomense até ao dia 21 de Julho de 2011.

As missões de observação eleitoral da CPLP integram representantes do Secretariado Executivo e dos Estados-membros, à excepção do país onde se realizam as eleições, procurando-se que a sua composição seja heterogénea, incluindo parlamentares, diplomatas, peritos em eleições, universitários, juristas e outros profissionais, de modo a permitir um conhecimento alargado sobre os diferentes tipos de escrutínio e sobre os mecanismos eleitorais.

Os observadores têm como mandato testemunhar o processo eleitoral, o escrutínio e o apuramento dos resultados, competindo à missão emitir parecer sobre a credibilidade do processo eleitoral, em função de critérios relativos à transparência, ao carácter democrático da eleição, à aplicação da lei eleitoral e aos procedimentos exigíveis.

A observação eleitoral, propriamente dita, tem um conjunto de regras básicas de actuação que, para além da observação nas secções eleitorais das condições efectivas de votação, deve incluir o acompanhamento da fase pré-eleitoral, incluindo a campanha eleitoral, e o estabelecimento de contactos junto das instituições encarregues da realização das eleições, de organizações da sociedade civil, com pessoas e organismos das diversas esferas de actividades do país.

A CPLP já detém um património assinalável no domínio da observação eleitoral. As suas missões baseiam-se nos melhores procedimentos, em que o observador eleitoral é descrito como mera testemunha do processo eleitoral, tendo por função observar, anotar e sugerir, não devendo em circunstância alguma mediar o processo eleitoral, sob pena de colocar em risco o princípio de não ingerência.

A CPLP realizou missões de observação eleitoral ao referendo sobre a autodeterminação de Timor-Leste, as eleições para a Assembleia Constituinte e eleições presidenciais em Timor-Leste (Agosto de 1999, Agosto de 2001, Abril de 2002); eleições autárquicas, presidenciais e legislativas em Moçambique (Novembro de 2003 e Dezembro de 2004); Eleições legislativas e presidenciais na Guiné-Bissau (Março de 2004 e Julho de 2005); eleições legislativas e presidenciais em S. Tomé e Príncipe (Março – Abril e Julho de 2006); 1ª e 2ª volta das eleições parlamentares em Timor-leste (Junho de 2007) e eleições presidências em Timor-Leste (Abril de 2007 e Maio de 2007), às eleições presidenciais na Guiné-Bissau (1ª e 2ª voltas, em Julho 2010), às eleições Presidenciais, Legislativas e para as Assembleias Provinciais em Moçambique (2009), às eleições legislativas em São Tomé e Príncipe (Agosto de 2010) e eleições gerais no Brasil (Outubro de 2010).

Nota Informativa enviada ao Téla Nón pela equipa de observadores da CPLP

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Paulo Portas visita três países lusófonos na primeira deslocação oficial como MNE





O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo  Portas, vai deslocar-se a Angola, Moçambique e Brasil no final do mês, uma  viagem que aposta nas vertentes da diplomacia económica, língua e comunidades  portuguesas.

O périplo lusófono de Paulo Portas começa a 21 de julho em Angola e  termina a 25 em Brasília, disse à agência Lusa o porta-voz do ministério  dos Negócios Estrangeiros, Miguel Guedes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chega a Luanda a 21 de julho para  contactos bilaterais voltados para a diplomacia económica e as questões  da língua portuguesa, tendo prevista também uma deslocação à Feira Internacional  de Luanda, onde estarão mais de 100 empresas portuguesas.

A 22 de julho participa em Luanda no Conselho de Ministros anual da  Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que irá fazer o balanço  de meio mandato da presidência angolana da organização e aprovar o roteiro  para a reforma do setor de defesa e segurança na Guiné-Bissau.

A 23 e 24 de julho, Paulo Portas estará em Moçambique para contactos  com as autoridades sobre questões económicas e língua portuguesa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chega a Brasília a 25 de julho  para encontros com as autoridades brasileiras.

"Angola porque é determinante em qualquer um destes domínios, registando-se  grande fluxo de emigração de portugueses para aquele país, Moçambique pelo  seu elevado potencial e Brasil porque se mantém importante destino de quadros  e empresas nacionais", disse o porta-voz.

QUE FUTURO PARA O SUDÃO?





Foi um referendo que recebeu o apoio da comunidade internacional e do Sudão: a norte e a sul. O balanço é positivo: trata-se do primeiro grande fruto das negociações do Amplo Acordo de Paz do país, de 2005, que pôs fim a 21 anos de guerra. O escrutínio teve o apoio do presidente sudanês; recorde-se que Omar al-Bashir recebeu um mandado de captura do tribunal penal internacional, indiciado de crimes de guerra e contra a humanidade no Darfur.

Aly Verjee, conselheiro político do comité de observadores eleitorais da União Europeia, vê no apoio de al-Bashir uma expressão de boas-vindas inevitável à independência do sul do Sudão. Mas destaca: “Para 99% das pessoas, o referendo foi a expressão livre do que realmente queriam. Mas o SPLM, o partido do sul do Sudão, decidiu que 100% dos eleitores deviam participar, o que levou as autoridades a obrigar as pessoas a votar. Isso não muda o resultado, mas forçar o voto é um sinal negativo. É uma pena.”

Verjee falou ainda das semelhanças entre o referendo sudanês e o de Timor Leste, em 1999. Ambos determinaram se o povo queria fazer parte de um país maior. O conselheiro político diz que nos dois casos ambas as eleições foram um sucesso, com apoio internacional, e o voto não pôs fim ao processo. Para Verjee, os resultados foram muito significativos, mas 10 anos depois ainda há muitos desafios para os timorenses e acredita ainda que no Sul do Sudão a situação vai ser semelhante.

Anúncio de bom tempo, mas o sol não brilha logo

Apesar da população ter expetativas muito altas, é preciso tempo para resolver vários problemas, como a delineação de fronteiras, a partilha de água e petróleo, o regresso de refugiados, a corrupção, a moeda, os conflitos tribais e, naturalmente, o Darfur – onde cerca de metade do território é inacessível à ONU.

Douglas Johnson trabalhou para o governo sudanês como investigador ao abrigo do Acordo de Paz do Sudão. Para ele tornou-se evidente que o partido no poder NCP e o SPLM têm visões diferentes sobre o país – nunca chegaram a acordo sobre um Sudão unido.  Johnson diz que “Os problemas gerados pela fronteira, pelo petróleo e especialmente por Abyei fizeram o SPLM perceber que era melhor apoiar a independência do sul do que trabalhar com o NCP.”

Douglas Johnson lembra que a crise no vizinho Egito é diferente da Sudanesa:  “Os egípcios sentiram que já não tinham nada a perder, por isso saíram à rua. Além disso, a lealdade dos serviços de segurança foi quebrada na Tunísia e no Egito.” Para o investigador ainda não se viu em Cartum uma população que sinta que não tem nada a perder nem sabe qual é o estado dos órgãos de segurança sudaneses.”

O Sudão enfrenta uma década difícil, mas se não houver regresso à guerra, a população pode viver melhor. De acordo com os especialistas, apesar de o norte do Sudão ser para sempre o seu vizinho mais importante, o sul deve aproveitar o que tem de bom: a língua árabe, a agricultura e, principalmente, a esperança.

Autor: Débora Miranda - Revisão: Nádia Issufo/Marta Barroso

PROTESTO NA MALÁSIA TERMINA COM 1,4 MIL PRESOS




Opera Mundi – Efe, Bangcoc

Ao menos 1.401 pessoas foram detidas neste sábado (09/07) durante um protesto contra o governo em Kuala Lumpur, onde a Polícia bateu com cassetetes e usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar mais de 20 mil manifestantes.

Milhares de seguidores do coletivo Bersih 2.0 concentraram-se no estádio Merdeka ("liberdade" em malaio) pedindo pela reforma eleitoral, desafiando a proibição. As autoridades não revelaram o número de feridos no confronto com a Polícia, que pôs fim à mobilização após cerca de 7 horas.

O líder da oposição, Anwar Ibrahim, organizador do protesto, deixou o local com ferimentos leves causados pelo gás lacrimogêneo. Já dirigentes de Bersih e outros representantes políticos foram detidos por apoiar a manifestação, conforme relatos da imprensa local.

Desde a noite anterior, centenas de agentes das tropas de choque e caminhões com canhões de água isolaram o centro da capital, onde também foi suspensa boa parte do transporte público.

"Não há razão alguma para proibir a manifestação, não somos um grupo violento", justificou Andrew Khoo, membro do comitê de Bersih ("limpo" em malaio), que cifrou em 50 mil o números de pessoas que aderiram ao movimento.

Khoo esperava a presença de 100 mil pessoas, mas a Polícia isolou a cidade e deteve todas as pessoas vestidas com camisetas amarelas, a cor do Bersih, e consideradas suspeitas.

A Polícia interveio para evitar um confronto entre os seguidores de Bersih e membros de Patriot, outro grupo que convocou uma manifestação contrária também declarada ilegal pelas autoridades.

Bersih 2.0, formado por mais de 60 ONGs, exige uma reforma eleitoral, com no mínimo 21 dias de campanha e o livre acesso dos partidos aos meios de comunicação.

Na Malásia, as manifestações são ilegais se não têm permissão explícita das autoridades, o que raramente ocorre, principalmente se o protesto é contra o governo.

"Achamos que a concentração no estádio vai colocar em risco a ordem e a segurança da população, por isso que rejeitamos o pedido", declarou o comandante Zulkarnian Abdul Rahman.

Bersih 2.0 decidiu convocar a mobilização no estádio depois que as autoridades colocaram entraves para autorizar a manifestação solicitada para ocorrer nas ruas pedindo reforma eleitoral, mas o segundo pedido também foi negado.

Nas últimas semanas, cerca de 150 pessoas foram detidas, das quais ao menos 30 permanecem detidas sob a lei que permite a privação de liberdade por tempo indeterminado mesmo sem julgamento.

O primeiro-ministro, Najib Razak, que classificou de "absurdas" as críticas ao sistema eleitoral, responsabilizou os manifestantes pela violência e acrescentou que a manifestação foi minoritária.

"Se existem pessoas que querem realizar uma manifestação ilegal, existem muito mais pessoas contra seus planos", afirmou Najib, em declarações à agência Bernama.

A chefia do Executivo sempre esteve nas mãos de um membro do partido de maioria malaia, a Organização Nacional Malaia Unidade (UMNO), que governou a Malásia desde a independência em 1957 em aliança com outros partidos de minorias chinesa e indiana.

No entanto, nas passadas eleições de 2008 a oposição conseguiu resultados históricos ao ganhar um terço das cadeiras do Parlamento, assim como os Governos de cinco estados e na capital.

A coalizão opositora, na qual também participa o PAS (Partido Pan-Islâmico da Malásia), garante que pode vencer a coalizão governante nas próximas eleições previstas para o ano que vem e em 2013 se as reformas permitirem eleições justas e livres.

Em novembro de 2007, cerca de 50 mil apoiadores do Bersih se manifestaram para pedir eleições justas, mas o protesto foi dispersado com uso de gás lacrimogêneo e canhões de água e dezenas de pessoas foram detidos.

As autoridades justificam o autoritarismo diante da necessidade de manter a convivência em país de 28 milhões de pessoas composto por 50% de etnia malaia, 23,7% de etnia chinesa, 11% indígena e 7% de etnia indiana.


Disparidades sociais e concentração populacional são "desafios" revelados pelos censos




MSO - LUSA

Díli, 08 jul (Lusa) -- A ministra das Finanças de Timor-Leste, Emília Pires, disse hoje que a disparidade social, a migração e o crescimento populacional são grandes desafios que se colocam ao Estado e aos parceiros de desenvolvimento.

"A disparidade entre as áreas urbanas e rurais, e o problema do crescimento populacional, associado à rápida migração para a cidade, exige forte investimento na educação e em infraestruturas básicas, como saneamento", exemplificou Emília Pires, na abertura da apresentação oficial do relatório dos Censos de 2010.

Outra questão salientada pela ministra das Finanças foi a do aumento do desemprego, que constitui outro dos grandes desafios para o futuro.

"Comparando com o censo de 2004, verificamos que a população aumenta a um ritmo superior à oferta de trabalho. Quarenta por cento da população de Timor-Leste tem menos de 15 anos, o que indica que inúmeras pessoas vão querer entrar no mercado de trabalho anualmente. É um desafio a todas as entidades", comentou.

Outro dado a que aludiu foi à maior oportunidade de educação, sobretudo nas áreas urbanas, com resultados visíveis ao nível do domínio das línguas.

Segundo referiu, "houve um aumento significativo" dos que falam as duas línguas oficiais, o Tétum e o Português, bem como de uma das línguas de trabalho, o Inglês, "contrariamente ao Indonésio, que reduziu a sua expressão, quando comparado com o censo anterior".

Emília Pires agradeceu ao representante do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), "que com o seu apoio técnico e financeiro permitiu que fossem produzidos dados sólidos, com informações relevantes para o futuro de Timor-Leste".

Agora, "é tempo para o Governo, os parceiros de desenvolvimento, as organizações não governamentais (ONG) nacionais e internacionais, utilizarem os dados que foram recolhidos na sua atividade diária e no âmbito do planeamento, para o desenvolvimento" do país, concluiu.

MNE da Austrália pediu abertura para com o novo presidente da petrolífera Woodside




MSO - LUSA

Díli, 09 jul (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Kevin Rudd, chegou hoje a Díli com o objetivo de relançar o diálogo entre as autoridades timorenses e a Woodside, disse à Lusa o secretário de Estado dos Recursos Naturais de Timor-Leste.

Alfredo Pires falou à Lusa à saída da audiência que o primeiro-ministro Xanana Gusmão concedeu a Kevin Rudd.

O Governo timorense e a petrolífera australiana, que lidera o consórcio a quem está concessionado o campo de gás de Greater Sunrise, têm mantido um longo diferendo: Timor-Leste quer o gás processado no seu território, para desenvolver a indústria, enquanto a companhia pretende processá-lo numa plataforma flutuante.

"Durante o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália pediu-se a Timor-Leste para se encontrar com o novo presidente executivo da Woodside, Peter Coleman, e da nossa parte não temos problemas em ter esse encontro, que vai acontecer no mês de Agosto", anunciou o governante.

Mantemos a mesma posição, de que a melhor opção para o Greater Sunrise é o gasoduto para Timor-Leste, mas estamos abertos a discussões", disse Alfredo Pires.

Antes, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Kevin Rudd havia dito aos jornalistas que nada de novo havia na posição australiana quanto ao diferendo, mantendo o Governo australiano que se trata de uma questão comercial em que não quer interferir.

"O Governo australiano mantém a mesma posição: não advoga nenhum método em particular para processar o gás de Greater Sunrise, e foi entregue o desenvolvimento do campo a um consórcio. Trata-se de uma decisão comercial do consórcio e a Austrália espera que seja tomada a opção mais vantajosa e consistente", disse.

Apenas no final da conferência de imprensa, e depois de muito falar sobre a ajuda concedida pela Austrália em diversas áreas, é que fez uma leve referência ao que terá sido o principal objetivo da sua visita.

"Entendemos que é uma boa altura para Timor-Leste se continuar a envolver na relação com a Woodside, que mudou o seu presidente executivo (Peter Coleman que sucede a Don Voelte)", comentou, quando questionado pelos jornalistas.

Antecedendo a audiência com Xanana Gusmão, Kevin Rudd teve um encontro a sós com o seu homólogo, Zacarias da Costa, e os dois presidiram a uma reunião bilateral em que foram abordados vários temas.

"Falámos de várias questões, como o processo de adesão de Timor à ASEAN e como a Austrália nos pode apoiar e fiquei bastante contente pelo compromisso do ministro australiano de ajudar Timor-Leste", relatou Zacarias da Costa.

Em contrapartida, Timor-Leste apoia a candidatura da Austrália ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e vai promover a candidatura australiana no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de acordo com o ministro timorense.

Foram igualmente objeto da reunião bilateral a cooperação no setor da defesa e segurança e aspetos relativos à saída da Missão das Nações Unidas, bem como o acordo aeronáutico para permitir à futura companhia aérea timorense voar para a Austrália, em regime de reciprocidade e projetos, e projetos de cooperação nas áreas da educação e do desenvolvimento rural.