domingo, 17 de julho de 2016

STP eleições. Presidente Pinto da Costa critica inaugurações do Governo em dia de reflexão

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Paulo Jorge Agostinho, enviado da agência Lusa

São Tomé, 17 jul (Lusa) - O Presidente da República são-tomense e recandidato a um segundo mandato, Manuel Pinto da Costa, criticou hoje as inaugurações feitas pelo Governo no dia de reflexão, acusando-o de estar a favorecer um candidato.

"A imprensa nacional foi de uma parcialidade criticável em toda esta campanha", favorecendo a candidatura de Evaristo Carvalho, apoiado pela Ação Democrática Independente (ADI), partido que suporta e executivo de Patrice Trovoada.

Na campanha, "a imprensa nacional (estatal) dava prioridade ao candidato apoiado pelo partido do governo. Assistimos inclusivamente a ações levadas a cabo pelo próprio governo: inaugurações inclusivamente feitas ontem, no sábado", acusou o candidato, instantes depois de ter votado na mesa 2, da localidade de Pantufo.

Para Pinto da Costa, trata-se de um "flagrante desrespeito" pela lei.

Durante a campanha, Pinto da Costa registou um grande "entusiasmo, sobretudo da parte da juventude", mas agora espera que, após o ato eleitoral, os partidos se unam pelo país.

"Sem estabilidade, sem paz, sem entendimento entre as diversas forças políticas do meu país não é possível nós encontrarmos a consensualidade suficiente para elaborar planos de desenvolvimento", afirmou.

O Presidente da República criticou também a prática de compra de votos no país, conhecida localmente como o ?banho'.

"Temos de, uma vez para sempre, acabar com o 'banho'. O 'banho' leva as pessoas a pensar que só com ele é que irão votar", disse, acrescentando ser necesário "arranjar forma de resolver a questão".

"Gostaria de apelar à população e a todo o eleitorado que viesse exercer o seu direito de voto. Se não vier (votar) acabará por ter um presidente que não é do seu gosto", disse ainda o recandidato a um novo mandato.

Além de Pinto da Costa e Evaristo Carvalho, concorrem nas eleições a economista Maria das Neves, o professor Manuel do Rosário e o economista Helder Barros.

PJA // NS - Lusa

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