segunda-feira, 7 de maio de 2018

REINAUGURADA UMA DAS IMAGENS DE MARCA DAS ALTURAS DE CARACAS, NA VENEZUELA


Martinho Júnior | Luanda 

O HOTEL HUMBOLDT COROA UM DOS MAIS ESPETACULARES PARQUES NATURAIS DA VENEZUELA

Na minha meteórica passagem pela Venezuela Socialista e Bolivariana a convite do governo venezuelano, no dia 5 de Março de 2018, há dois meses, depois da cerimónia em La Guaira marcando os 5 anos do desaparecimento físico do heróico e imprescindível Comandante Hugo Chavez, numa coluna de visitantes internacionais, guiada pelo reeleito Governador do Estado de Vargas, general Jorge Luís Garcia Carneiro, subimos a partir da orla do Mar do Caribe até às alturas (a mais de 2000 metros acima do nível do mar) do Parque Nacional Waraira Replano (El Ávila), que separa o litoral do planalto de Caracas.

De entre as visitas dentro do Parque que integra o deslumbrante pulmão a norte da capital venezuelana, passou-se pelo Hotel Humboldt, então em obras, cuja torre de 54 metros, se ergue numa das elevações dos Andes Ocidentais a 2.140 metros.

O hotel tem o nome do insigne explorador e cientista alemão Alexander von Humboldt, que fez as primeiras investigações científicas naquela área no ano de 1800 e coroa o Parque que se rege pelas regras dum eco-socialismo ao dispor das comunidades e dos visitantes que chegam de todo o mundo.

A América teve a visita de exploradores e cientistas europeus antes de África, que só registaria as explorações de Stanley, Livingstone, Capelo e Ivens na segunda metade do século XIX e pouco antes da Conferência de Berlim, em alguns casos tirando partido das primeiras máquinas produzidas com a revolução industrial, que tanto inspiraram o império colonial britânico e seus mentores como Cecil John Rhodes.

Percorremos algumas das instalações da parte social do hotel, num dia em que a neblina e a chuva nos impossibilitou de observar a deslumbrante paisagem que se adivinhava entre as nuvens sobre Caracas e sobre o mar… todavia para mim, o simples caminhar pelos picadeiros encharcados, entre o apeadeiro do teleférico e o cume onde está edificado o hotel, permitiu-me observar muito rapidamente a deslumbrante riqueza ambiental daquelas paragens.

Muitos visitantes vêm das cidades próximas , de Vargas, de Miranda e da capital para aquela cordilheira que é a espinha dorsal do Waraira Repano, cuja área é de apenas 85.192 hectares, atraídos pelo ambiente oxigenado excepcional e pela beleza transcendente do Parque e das panorâmicas abissais que dele se podem observar.

O contacto com a natureza transporta cada um dos visitantes, mesmo os que como nós tão apressadamente por lá circulámos, para um ambiente revitalizador de sonhos…

O Comandante Hugo Chavez, segundo me marraram, era um dos visitantes assíduos, instalando-se quase sempre em Galipán, uma pequena estância instalada entre arvoredos acolhedores e frondosos, numa das encostas a norte da cordilheira.

Quantos sonhos de futuro terá ele meditado nos retiros que fazia, intercalando sua vida agitada e carregada de responsabilidades perante seu povo bolivariano e revolucionário?!

Disseram-nos na altura que o Hotel Humboldt seria reinaugurado na 2ª metade de 2018 e foi com surpresa que recebi agora a notícia documentada de sua reinauguração, a 4 de Maio corrente, pelo Presidente Nicolas Maduro, antecipando vários meses o acontecimento.

Visitei também na ocasião o apeadeiro do teleférico, amplo, arejado e organizado para o embarque massivo de passageiros, gôndola a gôndola.

Imagino-o em dias cosmopolitas, quando as crianças das escolas fizerem uso de tanta dádiva naquela universidade aberta, viçoso expoente do planeta e da humanidade.

As eleições na Venezuela ocorrerão a 20 de Maio corrente e o Presidente Nicolas Maduro perfilha-se como o candidato do povo, do socialismo e da revolução eco-socialista.

Os Estados Unidos implementarão mais sanções na tentativa de isolar o país, danificar ainda mais sua economia e finanças e prejudicar quer os actos eleitorais quer todo o povo Venezuela, pelo que esta inauguração dum ex-libris internacional, inscreve-se além do mais nas medidas de resposta, transcendendo-se na sua amplitude.

O candidato Nicolas Maduro lança a sua mensagem progressista que anima o espírito dos que lutam pelas causas justas de toda a humanidade, onde quer que seja por todo o mundo: a civilização está face a face à barbárie e com a consciência que por completo se identifica com a responsabilidade da identidade para com os povos e com o respeito que a Mãe Terra avidamente carece, vencerá!

Martinho Júnior | Luanda, 6 de Maio de 2018

5 fotos de reportagem tiradas por mim nas alturas do Parque Natural Waraira Repano, a 5 de Março de 2018

FRANÇA | O presente de Macron para os ricos


Surpresa, surpresa: o primeiro orçamento do presidente francês Emmanuel Macron reduz impostos sobre riqueza e encolhe investimento social.

Qualquer um que tinha dúvidas se o apelido “presidente dos ricos” se encaixava para o presidente Emmanuel Macron pode tranquilamente ter certeza nesse mês, após a publicação do primeiro orçamento elaborado pela equipe do presidente após sua posse.

Na última semana a Assembléia Nacional, dominada pelo partido de Macron, o Em Marcha!, aprovou um pacote de reformas majoritariamente planejado a favor das elites. O corte de 7 bilhões de euros em impostos incluiu a redução do imposto francês sobre a riqueza- um incômodo de longa data para a direita do país- em 70%, e e submetendo o imposto sobre ganhos de capital a uma nova taxa fixa de 30%.

O ministério da Economia e Finanças reteve suas pesquisas sobre o impacto das reformas antes da votação na Assembléia. Mas, na quinta-feira da semana passada, eles haviam caído na posse do presidente socialista da Comissão de Finanças do Senado e foram divulgadas. Sob as reformas de ganhos de capital, os cem contribuintes mais ricos da França ganharão um adicional de 582 mil euros por ano em média. Cada um dos mil maiores receberá um modestos 172 mil. O resto do país, por outro lado, pode esperar pouco ou nada. Quarenta e quatro por cento dos benefícios totais fluirão para o 1% mais ricos.

Enquanto o ministério afirmou que não poderia calcular precisamente os efeitos financeiros de cortar o imposto sobre a riqueza, a estimativa da Comissão Financeira do Senado colocou os ganhos para os cem maiores contribuintes do país em uma média de 1 milhão de euros. Essas são pessoas com sobrenomes como Peugeot e Rothschild; chefes de gigantes das telecomunicações, fabricantes de armas e marcas de luxo.

Mas os cortes de impostos foram apenas o início de um orçamento que faz parte dos amplos planos de Macron para liberalizar a economia francesa e, em suas próprias palavras, “celebrar aqueles que obtêm sucesso”. Após a aprovação de reformas trabalhistas favoráveis ​​aos negócios e a introdução de planos para conter os subsídios de desemprego neste outono, próximos a debate nesta semana, são cerca de 11,6 bilhões de euros em cortes de gastos destinados a acabar com a rede de segurança social do país.

O duplo padrão é gritante. Assim como o governo se prepara para desembolsar milhões dos cofres do Estado para os ultra-ricos, ele diz à população em geral que deve restringir os gastos públicos. Seu orçamento incluirá medidas como um corte de 1,7 bilhão de euros na ajuda habitacional, bem como a eliminação de 120 mil contratos de trabalho de curto prazo financiados pelo Estado. Os votos sobre essas medidas estão programados para as próximas semanas, com a Assembléia encerrando seu trabalho no final de novembro.

Os parlamentares começarão atacando o orçamento da Seguridade Social. Aqui, também, os mais ricos vão ganhar. Os deputados de En Marche propuseram a redução dos impostos previdenciários dos empregadores de 30% para 20% em relação às bonificações oferecidas aos empregados. Isso pode parecer uma medida arcana, mas tem valor simbólico. A reforma passou anteriormente em 2015, defendida pelo então ministro Macron. Os legisladores o revogaram no ano seguinte, após um clamor público sobre a crescente remuneração dos CEOs vinculados às opções de ações. Para a maioria parlamentar de Macron, preocupações como essas parecem ser notícias antigas.

Pesquisas de opinião sugerem o contrário. A popularidade de Macron já caiu abaixo do seu sucessor historicamente impopular, François Hollande, durante o mesmo período de sua presidência. Uma pesquisa da Odoxa divulgada depois que as medidas orçamentárias descobriram que 88% dos franceses achavam que beneficiariam os mais ricos. Enquanto isso, o índice de aprovação da Macron com o instituto de pesquisas Ifop continuou a cair em outubro, deslizando mais três pontos, para 42%.

A aprovação do presidente entre os banqueiros de investimento parece muito maior e mais estável. Na noite após a Assembléia Nacional aprovar seus cortes de impostos, Macron jantou com executivos de vinte e um dos principais fundos do mundo no jardim de inverno do Palácio Elysée. Eles saíram satisfeitos. “A sessão de ontem foi benéfica para os investidores presentes”, disse um porta-voz da Blackrock, que administra cerca de 5,5 trilhões de euros, “e reforçou a visão de que as oportunidades na França são as mais fortes em duas décadas”.

Enquanto isso, a oposição política significativa permanece alarmantemente limitada. En Marche está no controle firme da Assembléia Nacional. A oposição republicana de direita pode argumentar sobre pequenos detalhes, mas apóia amplamente as reformas orçamentárias. A Frente Nacional, de extrema-direita, e o Partido Socialista de centro-esquerda, ambos sofrendo com as turbulências internas, formalmente se opuseram aos cortes de impostos – mas causaram pouco impacto. Como é o caso da maioria das questões parlamentares, a crítica mais contundente e sustentada do orçamento veio do agrupamento esquerdista France Insoumise, liderado por Jean-Luc Mélenchon.

Mas a esquerda não conseguiu aumentar a oposição popular em massa às medidas de Macron e a rua permanece quieta. As manifestações apoiadas pela União contra a reforma da lei trabalhista atraíram centenas de milhares de manifestantes, mas não conseguiram causar muito impacto. E apesar de uma greve de um dia no setor público e de uma marcada presença da France Insoumise em Paris, no final de setembro, um movimento social mais unificado ainda está por surgir.

Ainda assim, opositores de esquerda do governo podem ter motivos para otimismo. Em 16 de novembro, os sindicatos pedem mais uma rodada de protestos em todo o país. Ao contrário dos três dias anteriores de manifestações contra a reforma da lei trabalhista, o próximo protesto conta com o apoio da Force Ouvrière, a terceira maior confederação trabalhista da França, e pretende se opor à política econômica de Macron em geral.

De qualquer forma, as reformas de Macron continuam a atrair uma profunda e sustentada falta de popularidade ao longo de seu mandato de cinco anos. Até agora, a força de En Marche no parlamento e a natureza dividida de sua oposição protegem o executivo de um significativo retrocesso.

Por Cole Stangler, Jornalista, vive em Paris e escreve sobre trabalho e política

Tradução por Alessandra Monterastelli (PV) | Fonte: Jacobin

OS ENIGMAS DA COREIA


A concretização das intenções manifestadas na Declaração de Panmunjom, implica a independência da Península da Coreia, a desnuclearização do território e a retirada das forças militares estrangeiras.

José Goulão* | opinião

O comunicado conjunto assinado em 27 de Abril último pelos presidentes da Coreia do Sul e da Coreia do Norte ainda está fresco mas, como é inevitável para que se cumpram as normas mistificadoras inerentes às mensagens com imprimatur, iniciaram-se as operações interpretativas do texto de modo a que, no limite, ele diga o que não diz e vice-versa.

A deterioração do conteúdo do documento, porém, não é da responsabilidade exclusiva dos agentes de propaganda; estes reflectem, em grande parte, a teia de manobras diplomáticas «correctivas» imediatamente suscitadas pelo texto, onde se misturam imposições, falsificações, oportunismo e má-fé, instrumentos fundamentais para quem gere as coisas do mundo de hoje.

Os coreanos anseiam pela Paz – a Norte ou a Sul do Paralelo 38

A declaração dos dois presidentes e a correspondente aproximação bilateral – a mais significativa em 65 anos de estado de guerra – assenta em bases genuínas, porque traduz os anseios pacifistas e unificadores da esmagadora maioria dos 80 milhões de coreanos. A Coreia é uma nação única no território da península e a divisão em dois Estados, ao contrário do que tanto se diz e escreve, revelando deplorável ignorância, não é um simples produto da guerra fria mas também o resultado de um conflito sangrento – aliás a primeira situação em que as Nações Unidas cobriram com a sua bandeira uma operação militar norte-americana, então para aplicação da «doutrina Truman» – em «defesa dos povos livres do mundo». Truman foi, aliás, um presidente tão recomendável como o que está na Casa Branca, como se percebe relendo algumas das suas frases lapidares: «Deus está do lado da América no que diz respeito às armas nucleares»; por isso, «agradecemos a Deus o facto de as armas nucleares serem nossas e não dos nossos inimigos»; com elas, «Deus pode guiar-nos nos seus caminhos e objectivos».

É fundamental recordar que a agressão internacional contra a Coreia provocou a morte de 30 por cento da população do norte da península, um massacre para o qual a chamada comunidade internacional jamais encarou a possibilidade de estabelecer reparações ou punir «os crimes de guerra». Lembrar essa realidade é uma circunstância que ajuda a perceber melhor, e agora mais do que nunca, as reacções obscurantistas e intriguistas ao objectivo de «desarmamento faseado» da península, «ao ritmo do alívio das tensões militares e dos progressos substanciais das medidas de confiança», definido pelos dois presidentes na cimeira de 27 de Abril. E também permite entender o indisfarçado mal-estar em Washington perante formulações como a construção de «um futuro de prosperidade mútua e unificação, conduzido pelos coreanos».

As reacções gerais à cimeira entre Kim Jong-un e Moon Jae-in que actualmente se vão sedimentando, depois de ultrapassado o período em que se desgastou um pouco mais o estafado adjectivo «histórico», confirmam que os presidentes das Coreias do Norte e do Sul foram mais longe do que se esperava. Quando as atenções estavam concentradas, principalmente, numa cimeira entre o dirigente da Coreia do Norte e o presidente dos Estados Unidos, prevista para Junho mas ainda de realização duvidosa, eis que a iniciativa intercoreana subverteu a agenda diplomática e mediática, e logo por razões que não deixam dúvidas quanto à intencionalidade dos responsáveis.

A origem de toda a movimentação que veio atenuar um risco de confrontação prolongado durante meses foi o anúncio, pela Coreia do Norte, de que está disposta a suspender os ensaios com armas nucleares como ponto de partida para o restabelecimento de negociações sobre a paz na Península.

A importância da proposta tornou-se ainda mais relevante depois da reunião de Março entre Kim Jong-un e o presidente da China, Xi Jinping, cuja realização só foi tornada pública depois de ter sido concluída com êxito para ambas as partes, e na qual Pequim terá manifestado consonância com o pensamento estratégico do dirigente norte-coreano.

Se o movimento de aproximação de Kim Jong-un  colocou na ordem do dia a possibilidade de um encontro com Trump – depois de ambos se terem confrontado num prolongado, assustador e irresponsável duelo de ameaças – o regime de Seul respondeu de maneira ainda mais decidida e criou espaço para uma cimeira coreana. É inegável que houve desenvolvimentos paralelos e a velocidades diferentes.

Apesar de o acontecimento mais mediatizado ter sido o da visita a Pyongyang do então chefe da CIA e hoje secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeo, tudo indica que o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in não cedeu toda a representatividade ao enviado de Washington e reservou para si alguma margem de manobra e canais de acesso directo a Kim Jong-un.

Os inimigos da paz na Coreia devem procurar-se fora da península

Os dois dirigentes coreanos criaram, deste modo, um espaço de diálogo nacional. E quando duas partes se entendem, não necessitam de mediadores; três passam a ser de mais, sobretudo quando o participante excedentário tutela um dos lados. O novo cenário, surgindo contra a ordem dominante na região, está a criar choques e fricções dentro da Administração Trump – em remodelação permanente – mas é visto com bons olhos por fiéis aliados de Washington, um dado que pode funcionar como reforço dos sintomas de isolamento norte-americano em relação a alguns focos internacionais. A interpretação da situação na Península da Coreia depois da iniciativa de Kim Jong-un foi mais um ponto entre os vários desacordos que se manifestaram durante as recentes visitas de Macron e Merckel a Washington.

Moon Jae-in não ignora que, devido à tutela militar de Washington sobre Seul, ele próprio pisa um terreno mais minado ainda que o do seu interlocutor do norte. Pelo modo como se envolveu nas negociações nacionais – «ansioso», segundo algumas análises – e, sobretudo, pelo conteúdo da declaração conjunta, deu passos que extravasam o espaço de autonomia que a tutela externa estipulou para um presidente do regime sul-coreano.

Ao longo de décadas, as sucessivas administrações norte-americanas têm encarado os fortuitos períodos de contactos entre o Norte e o Sul da Coreia como movimentos perfeitamente controlados pela envolvente externa, orientados segundo os objectivos estratégicos de Washington não apenas para a península, mas também para toda a Ásia e tendo em conta a relação de forças global. A estrutura de poder que gere efectivamente os Estados Unidos da América, chame-se «Estado profundo» ou «complexo militar e industrial», tem mantido, em relação à Coreia, uma política com duas variáveis estreitas: ou impedir a unificação; ou ditar os termos da unificação, designadamente de maneira a estender a presença militar para norte, em direcção às fronteiras com a China e com o território da Federação Russa.

A recente Declaração de Panmunjom define objectivos dos dois regimes coreanos que são incompatíveis com o status quo. «Paz, prosperidade e unificação» conduzidas «pelos coreanos»; o início de «uma nova era de paz»; a transformação do armistício vigente desde 1953 num «tratado de paz» e num «sólido e permanente regime de paz na Península da Coreia» são metas apenas alcançáveis num cenário sem qualquer tipo de ocupação militar estrangeira.

É certo que, dias depois da cimeira, o regime sul-coreano emitiu um comunicado afirmando que a retirada das tropas norte-americanas – as únicas estrangeiras presentes na península – não está a ser encarada no âmbito deste processo.

Trata-se de um recuo aparente, uma espécie de abrigo contra os estilhaços da convulsão que a nova situação coreana está a provocar nos círculos de poder norte-americano. Porque, em termos práticos objectivos, não existe réstia de compatibilidade entre um tratado de paz e a manutenção de um contingente militar de ocupação, entre um «desarmamento faseado ao ritmo do alívio das tensões militares» e a continuação de um regime onde os serviços secretos se designam KCIA e as forças armadas estão subordinadas ao comando operacional norte-americano.

Em suma, a concretização das intenções manifestadas pelos presidentes da Coreia do Sul e da Coreia do Norte na Declaração de Panmunjom, designadamente a unificação, implica a independência da Península da Coreia, a desnuclearização de todo o território e a retirada das forças militares estrangeiras do país.

As «interpretações» ocidentais da Declaração de Panmunjom e a realidade

Na sua letra, a Declaração de Panmunjom manifesta uma intenção de ruptura assumida pelos dois presidentes. Contra a qual se erguem agora as teorias e análises impondo uma «releitura» do texto, algumas delas com tanta credibilidade, por exemplo, como as «provas» do recente ataque químico governamental sírio em Duma. É o caso da interpretação que explica como Kim Jong-un foi obrigado a suspender o programa nuclear porque a montanha que abriga o complexo militar e científico está a desabar; ou então a sua contrária, segundo a qual o presidente norte-coreano promete abdicar dos projectos militares nucleares enquanto continua a desenvolvê-los, e por isso não permitirá quaisquer inspecções internacionais. Um argumento falacioso para esconder a essência do que vai estar verdadeiramente em causa na cimeira entre o presidente norte-coreano e Donald Trump, caso se realize: o encerramento do programa nuclear de Pyongyang sob monitorização internacional em troca da retirada militar norte-americana do Sul da península. Este é o desafio lançado por Kim Jong-un, e cujas implicações Moon Jae-in, certamente, não ignora.

Uma proposta cuja recusa poderá deixar o presidente norte-americano isolado, até do próprio presidente da Coreia do Sul. O qual deve, desde já, precaver-se de quaisquer imprevistos, sendo o menos gravoso para a sua integridade física o pacífico, mas eficaz, golpe palaciano ao estilo paraguaio ou brasileiro.

Mas o que terá levado Donald Trump a aceitar o repto lançado pelo seu inimigo de estimação ao longo do primeiro ano de mandato?

Muito provavelmente porque tal lhe convém, uma vez que outro velho, mas renovado inimigo, entra em cena depois dos comprometedores fracassos dos justiceiros atlantistas na Síria: o Irão.

EUA: repousar na Coreia para atacar no Médio Oriente

Não apenas porque o Irão teve a ousadia de participar na resistência síria à agressão, ao lado da Rússia; também porque Teerão faz frente à reconfiguração do mapa do Médio Oriente, contribuindo para desmontar importantes mecanismos operacionais que a coligação entre Israel e a Arábia Saudita tenta impôr em toda a região, do Iémen ao próprio Irão, passando por Damasco e Beirute.

A agressão contra o Irão, uma obsessão com que Israel há muito tenta contaminar os aliados, e que partilha com o fundamentalismo saudita, estava prevista logo que a Síria se vergasse. Como isto não aconteceu, acumulam-se os indícios de que os dois países sejam agrupados num alvo comum, que provavelmente traduzirá numa catastrófica fuga para a frente. Daí as ameaças cada vez mais consistentes de Trump segundo as quais os Estados Unidos sairão do acordo com o Irão, reforçadas agora que Israel “descobriu”, certamente nos mágicos laboratórios do Mossad, as provas de que além dos tão falados projectos nucleares suspensos, Teerão ainda tem outros – mas esses ultra-secretos.

Na eventualidade de se registar uma maior concentração de esforços de guerra no Médio Oriente, até ao intrépido e omnipresente exército norte-americano convém que a frente da Coreia fique congelada por uns tempos, nem que seja alimentando conversações que darão em nada.

O pior, para as sempre periclitantes estratégias do Pentágono, é se os coreanos conseguirem trilhar em conjunto o caminho que tiveram a ousadia de abrir.


Foto: Coreano-americanos manifestaram-se em diversas cidades americanas contra as ameaças dos EUA e pela paz na Coreia, por ocasião do 72.º aniversário da libertação do jugo colonial japonês, em 14 de Agosto de 2017. CréditosFonte: Zoom in Korea

NÃO EXISTEM POBRES EM PORTUGAL MAS SOMENTE EM “RISCO DE POBREZA”?


Consultar este, aquele ou o outro órgão de comunicação social acerca dos números da pobreza em Portugal vai dar no mesmo. Todos usam o termo “em risco de pobreza” e mencionam quase dois milhões e meio de portugueses – dados do INE. Estarem em risco quer dizer que ainda não são pobres mas estão quase lá. É isso? Ai os 'dótores'.

Em risco de pobreza? Mas, então, não há 2,4 milhões de portugueses pobres? Ora se são pobres porque estão a considerá-los “em risco de pobreza”? Isto baralha o mais arguto dos que não almoçam, não jantam e por aí adiante… na terrível viagem pela miséria. Ora se há 2,4 portugueses nesse tal risco quantos são os que estão realmente na pobreza. Quantos pobres existem em Portugal? Ou será que usam estes termos mesmo para baralharem e esconderem a miséria existente? É que isso é coisa que comporta uma grande e douta sacanagem!

Um terço dos portugueses são pobres? Há 2,4 em risco de pobreza… E então quantos há que são pobres? Os que dizem estar em risco também são pobres? Ou ainda não mas estão quase lá?

Ai estes 'dótores' da mula ruça que se julgam tão espertos e não chamam os bois pelos nomes para verem se não ficamos chocados, revoltados. Não precisam dessas artimanhas, senhores. Afinal até vimos tanta pobreza que por mais que façam não nos fintam. Deixem-se dessas estatísticas em que revelam as conclusões complicadamente para nos baralharem.

Como diria o Jota Mecânico do Beco das Verdades: “São 'dótores' mas não sabem tudo e sobre a vida são uns grandes ignorantes.” Ele lá sabe. (MM | PG)

Há 2,4 milhões de portugueses em risco de pobreza

Um total de 2 milhões e 399 mil portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2017, segundo dados do INE.

Os números são do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE) realizado em Portugal desde 2004, através de entrevistas presenciais, dirigindo-se em 2017 a 14.052 famílias.

O questionário incorpora perguntas sobre o agregado familiar e também sobre as características pessoais de cada membro, em particular sobre os rendimentos de todos os elementos com 16 ou mais anos e a operação de recolha decorre normalmente no segundo trimestre de cada ano.

O indicador estatístico relativo à população em risco de pobreza ou exclusão social associa a condição de risco de pobreza relativa às de privação material severa e de intensidade laboral 'per capita' muito reduzida.

Os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2017 confirmam 2.399 milhares de pessoas (ou seja, 23,3%) em risco de pobreza ou exclusão social, menos 196 mil pessoas do que no ano anterior.

Do total de pessoas em pobreza ou exclusão social, 18% (431 mil) eram menores de 18 anos e 18,8% (451 mil) eram pessoas com 65 ou mais anos.

Em 2017, 6,9% dos residentes viviam em condição de privação material severa (708 milhares de pessoas), menos 1,5 pontos percentuais do que em 2016 e menos 2,7 pontos percentuais do que em 2015.

Lusa | em TSF

PARTIDO SOCIALISTA | O julgamento político


Anselmo Crespo | Diário de Notícias | opinião

1- Quase quatro anos depois, o PS decidiu finalmente ler a sentença política a José Sócrates - ainda dizem que é a justiça que é lenta. A investigação e o julgamento foi-se fazendo ao longo de todo este tempo, com advogados de defesa - os indefetíveis de Sócrates - e de acusação - os que, como Ana Gomes, nunca paparam grupos - a esgrimirem argumentos que ninguém levava a sério porque já ninguém consegue confiar no discernimento dos partidos políticos.

Ao PS oficial parecia faltarem provas de um comportamento ético e moral menos correto. Sim, talvez Sócrates até seja corrupto, talvez tenha lavado uns milhões, fugido ao fisco, mas nada disso estava provado. À justiça o que é da justiça, que enquanto o pau vai e vem folgam as costas e a política pode continuar o seu business as usual. Até que apareceu uma "prova" chamada Manuel Pinho. Como se, até aqui, este julgamento político dependesse apenas da figura de José Sócrates, do seu questionável modo de vida, como se fosse apenas uma coisa lá dele, que em nada coloca em causa o regime e a democracia.

Ora, o que está em causa, politicamente, não é apenas o comportamento do cidadão José Sócrates. É a atuação que ele teve, enquanto primeiro-ministro eleito pelo Partido Socialista, à frente do governo. O que está em causa é, como sempre foi, o próprio PS, por muito que os ratos agora fujam todos, por muito que os socialistas tentem proteger-se num cordão sanitário. Politicamente, estão todos contaminados. E não, António Costa não demorou quase quatro anos a perceber isto. Ele percebeu-o logo no dia 22 de novembro de 2014, assim que soube da notícia da detenção de Sócrates no aeroporto de Lisboa.

Mas se assim é, porque foi preciso este tempo todo para ler a sentença política a José Sócrates? Porque António Costa decidiu, desde o primeiro momento, deixá-lo a arder em lume brando na opinião pública. Nunca o defendeu, mas também nunca o julgou. Deixou-o "com a sua verdade" e aguardou. Aguentou o embate (e perdeu as eleições de 2015), mas soube sempre dar a volta por cima. O julgamento político de José Sócrates não se fez, foi-se fazendo. E chegou ao cúmulo de ter uma sentença ditada pelo próprio.

2- A questão que se coloca a seguir é a do julgamento político do próprio Partido Socialista. Se se comprovar que Sócrates foi um primeiro-ministro corrupto, isso significa que houve, necessariamente, um governo corrupto em Portugal. Não há governos de um homem só. Os governos têm ministros, têm secretários de Estado, chefes de gabinete, assessores, quase todos - senão todos - membros de um aparelho partidário. Assumindo que ninguém desconfiou, ninguém estranhou, ninguém percebeu bem o que se estava a passar, assumindo que, depois de 2005, o momento era de euforia e que todos quiseram surfar a onda de uma maioria absoluta, de um governo-espetáculo que parecia indestrutível, o julgamento político não pode ficar-se pela "vergonha", pela "raiva" e pela "desonra". Tem de ter uma pena, uma consequência dentro do próprio partido.

O PS não pode, não deve passar por isto e deixar tudo na mesma. Tal como escrevi há uma semana, mais do que grandes atos de contrição públicos - que também são necessários - é preciso preencher os vazios e evitar, de futuro, que outros usem os partidos políticos em proveito próprio. Há um julgamento político por fazer no Partido Socialista e António Costa tem uma escolha pela frente: pode ficar na história como o líder que teve a coragem de agir, ou como o secretário-geral que andou entre os pingos da chuva e contribuiu, por inação, para o desgaste de um dos partidos mais importantes do nosso regime democrático.

3- Deixo Manuel Pinho para o final, propositadamente. O chamado "independente" da política, como já houve tantos e de quem os partidos políticos tanto se orgulham. Os "independentes", tantas vezes mais dependentes do que os próprios militantes, servem frequentemente de bandeira aos partidos para mostrarem à sociedade que são capazes de atrair gente nova e capaz, "novos quadros" que trazem à política um saber que é cada vez mais escasso.

Manuel Pinho foi sempre uma figura peculiar e não apenas pelo par de chifres que simulou no Parlamento e que levou à sua demissão. Na forma e no conteúdo, o homem que vinha do BES fazia parte do governo-sombra de José Sócrates, um guru da política económica que o Partido Socialista queria implementar no país.

O desengonçado Pinho, que se deixou fotografar com Michael Phelps numa piscina e foi tantas vezes alvo de chacota pública, foi o ministro que inventou o AllGarve (Algarve para todos). Mas foi também o ministro que decidiu os PIN - Projetos de Interesse Nacional -, que renegociou rendas da energia e abriu vários concursos para as energias renováveis. E foi o ministro que fechou o acordo com os acionistas da Galp, acabando com uma guerra que durava há muito tempo. Manuel Pinho tinha muito poder. E quem lhe deu esse poder foi José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista.

Também aqui há uma reflexão e um julgamento político por fazer. É que os independentes fazem, de facto, falta à política, mas os altamente dependentes, sejam eles quem forem e venham eles de onde vierem, não só não fazem falta nenhuma, como também devem ser julgados, politicamente, por nós todos. A começar nos partidos que os recrutaram.

CANÇÃO DA EUROVISÃO EM PORTUGAL | Participantes desfilaram e nem Marcelo faltou


Ontem, ao final da tarde, o Presidente da República deslocou-se à cerimónia de abertura do Festival Eurovisão da Canção, em Lisboa. O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes também não faltou

A cerimónia de abertura do Festival Eurovisão da Canção, em Lisboa, que incluiu o desfile das 43 delegações concorrentes numa passadeira azul e que decorreu à beira rio, terminou hoje com uma visita surpresa do Presidente da República Portuguesa.

Ainda as delegações desfilavam na passadeira azul estendida na rua entre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) e o rio Tejo, pelas 19:40, quando Marcelo Rebelo de Sousa chegou ao local, entrando diretamente para a tenda montada em frente ao Museu da Eletricidade, onde decorreu uma festa à qual os jornalistas não puderam aceder, com exceção da RTP, disseram à agência Lusa várias fontes ligadas à organização.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, na festa esteve também o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, bem como alguns vereadores da autarquia da capital, e o presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis.

Já perto das 21:00, ainda a última delegação, a portuguesa, não tinha chegado a meio ao da 'passadeira azul'. Cláudia Pascoal, a intérprete, e Isaura, a compositora, mostraram-se cansadas, partilhando com a Lusa que já nem sabiam a hora a que tinham começado o percurso.

A reação de fãs e jornalistas "tem sido incrível", disseram à Lusa em coro. Apesar de toda a azáfama e atenção, o festival "tem sido super calmo, acima de tudo".

Cláudia Pascoal e Isaura, a dupla de "O Jardim" só começou a percorrer a passadeira azul ao final do dia, mas tudo começou ao início da tarde de hoje, quando pelas 15:00 os jornalistas que iam chegando começavam a ser arrumados em compartimentos criados ao longo do passeio situado em frente ao Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

Portugal partilhou o espaço com profissionais da Finlândia, da Arménia, da Suíça e da Irlanda. A escadaria do edifício ficou reservada aos fãs, acreditados para o festival tal como os jornalistas.

A zona entre o MAAT e o Museu da Eletricidade esteve toda a tarde sob fortes medidas de segurança, quer em terra, quer no rio, e com algumas restrições à circulação de jornalistas, fotógrafos e fãs.

Com o céu limpo e a temperatura a rondar os 26 graus centígrados, os jornalistas iam-se refrescando com água e passando o tempo a fotografar a vista do Tejo ou a tirarem 'selfies'.

Às 17:10, a delegação da Albânia foi a primeira a percorrer a passadeira azul, tendo, cerca de meia hora depois chegado a meio do percurso onde a organização colocou uma esfera armilar onde cada colocava uma garrafa de vidro, onde estava pintada a bandeira do seu país.

Pelas 18:30, a delegação da Albânia foi também a primeira a entrar na tenda transparente montada em frente ao Museu da Eletricidade, onde decorreu uma cerimónia interdita a jornalistas e onde uma a uma foram entrando as 43 delegações.

Com alguns interpretes a serem mais abordados do que outros, houve também espaço para alguns cantarem 'a capela' partes dos temas que vão defender no concurso, como as representantes da Austrália, Jessica Mauboy, e da Estónia, Elina Nechayeva, ou o da Bielorrússia, Alekseev.

Além das delegações, desfilaram ainda pela passadeira azul as quatro portuguesas a quem cabe este ano a tarefa de apresentar as semifinais e a final do concurso: a atriz Daniela Ruah e as apresentadoras de televisão Filomena Cautela, Silvia Alberto e Catarina Furtado, todas em vestidos de gala.

Daniela Ruah, a viver nos Estados Unidos e uma das protagonistas da série "NCIS Los Angeles", emitida em todo o mundo, foi a que mais chamou a atenção dos jornalistas espalhados ao longo da passadeira. A um jornalista suíço, espantado por vê-la ali, explicou que é portuguesa. "A todos os que não sabem, eu sou portuguesa e tenho muito orgulho do meu país", afirmou para uma câmara.

A 63.ª edição do Festival Eurovisão da Canção decorre em Lisboa, com o 'quartel-general' montado no Parque das Nações. As semifinais decorrem na terça e na quinta-feira, na Altice Arena, e a final está marcada para sábado no mesmo local.

Diário de Notícias | Lusa | Foto: Andres Putting

O Porto campeão quer agora igualar record do Benfica nos 88 pontos da classificação


O FC Porto venceu ontem o Feirense por 2 – 1 mas já era o campeão 2017/18 desde sábado ao fim do dia. A cidade do Porto está em festa há mais de um dia e ainda o campeonato, a Taça da Liga, não acabou. Agora o Porto quer atingir a pontuação máxima e igualar o Benfica no seu record, chegar aos 88 pontos. É isso mesmo que Sérgio Conceição diz mais em baixo.

Entretanto, enquanto se espera pela última jornada, o FC Porto e a cidade do Porto continuará em festa, à espera da festa maior, quando forem recebidos pela Câmara Municipal do Porto e ali nos Aliados exibirem a taça aos milhares de portistas que estarão presentes. Vai ser um mar de gente, um mar azul, um mar de confraternização e alegria depois de tantos anos de jejum. De salientar que a festa é justa, como justo foi o FC Porto vencer este campeonato 2017/18 tendo por “mister” um filho da casa, Sérgio Conceição. Esta época o Benfica e o Sporting chucham no dedo. O vencedor foi encontrado e fez por isso durante todo o calendário da prova do futebol dos milhões. Entre esses dois derrotados ainda falta saber qual se posicionará no 2º e no 3º lugar. Para saber é só esperar quase mais uma semana. Até lá. E que vença o melhor.

Entretanto, via TSF, deixamos a seguir uma réstia do que a TSF relata acerca da vitória do FC Porto, ontem, no Estádio do Dragão. Leia isso mesmo e o mais que vier. (PG)

Dragão esgotou, Alameda também. Milhares na festa do título

Campeões venceram Feirense (2-1) em clima de euforia. Estádio e Alameda do Dragão foram pequenos para tanta gente.

TSF | Foto: © Miguel Pereira/Global Imagens
  

"Queremos atingir os 88 pontos, isto ainda não acabou"

Sérgio Conceição agradeceu a conquista do título a toda a estrutura portista

Apesar de o título estar conquistado, para Sérgio Conceição, o importante era "dar o máximo" e "brindar os adeptos" que tanto apoiaram a equipa, ao longo da época.

Em declarações à Sport Tv, o treinador campeão nacional lembrou que pela frente estava uma equipa difícil.

"Tínhamos pela frente uma equipa que fora só tinha mais quatro, cinco golos sofridos do que o Sporting ou Sporting de Braga. Equipa difícil e tínhamos mais uma vez de ir  à procura das despesas do jogo", explicou Sérgio Conceição.

A equipa deu uma boa resposta em campo, dominando por completo a partida frente ao Feirense.

O técnico de 43 anos, o "obreiro" do 28.º título azul e branco, agradeceu esta conquista a toda a estrutura.

"Só faço parte do que é o FC Porto. Há muita gente atrás de mim e ainda os jogadores. Sou a cara, o líder. Quero destacar os três grandes rivais que tivemos pela frente que deram mais luz e ênfase a esta vitoria", defendeu Conceição.

O FC Porto venceu o Feirense por 2-1, na festa de consagração do título de campeão nacional.

Na última jornada, os dragões deslocam-se a Guimarães. O objetivo é terminarem o campeonato com 88 pontos.

Guilherme de Sousa | TSF | Foto: Ivan Del Val/Global Imagens

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