domingo, 4 de outubro de 2015

Portugal. “Políticos sabem o que têm de saber, convém-lhes às vezes é fingir que não sabem”



O que é que os políticos nunca dizem mas deviam dizer? Em “Dito por não dito”, e agora que estamos na última semana de campanha eleitoral, o Expresso coloca a questão a personalidades de vários sectores da sociedade portuguesa - e ainda outras duas perguntas: o que é os políticos deviam saber e não sabem e o que é que deviam fazer e não fazem? Esta terça-feira há respostas de Agir, um dos novos impulsionadores da música portuguesa de expressão urbana.

Tem nome artístico de partido político e acredita que as pessoas deviam lutar e reivindicar mais por aquilo em que acreditam e não ser "apenas um povo que só aponta o dedo e diz que isto está mal, mas que se deixa ficar". No fundo, Agir (o músico) acha que os portugueses são pouco interventivos e que deviam fazer mais política não partidária.

Aos 27 anos, Bernardo Costa, filho do músico Paulo de Carvalho e da atriz Helena Isabel, vê o mundo através dos olhos do empreendedor que é, e isso parece dar-lhe o à vontade para discutir, olhos nos olhos, sobre o país e o seu mundo - o cultural.

"A cultura é uma das primeiras coisas onde se corta, quando não se tem o que comer. E isso é normal. Não é normal é deixarmos de ter um Ministério da cultura, mas isso mostra a importância que o tema tem, ou não tem, para quem nos governa", diz. Mas acrescenta que "os portugueses não têm uma grande noção de cultura e isso vem de trás". "Ninguém paga por música, ninguém quer pagar 10 ou 20 euros para ir a um concerto."

DITO POR NÃO DITO - ANDRÉ DE ATAYDE - JOÃO ROBERTO - Expresso

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